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sábado, 31 de outubro de 2026



 
Depois de ter garantido a final-four da Taça da Liga/Allianze Cup, ao derrotar o Académico de Viseu por 1-0, o FCP no regresso do campeonato e na 10ª jornada, tinha pela frente o Estoril, último classificado e ia à procura da 10ª vitória consecutiva. Francesco Farioli depois de ter poupado quase todos os habituais titulares no jogo anterior e antes de receber os italianos do Nápoles, num confronto decisivo para o futuro dos Dragões na Champions League, voltou à fórmula original e escolheu de início um onze com Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Froholdt, Pablo Rosario e Gabri Veiga, Pepê, Samu e Borja Sainz. E o jogo com o FCP a entrar forte e a marcar. Assistiu Pepê para o golo de Froholdt. Em vantagem o campeão não abrandou, obrigou Martin Turk a três excelentes defesas e ganhou vários cantos. Jogava-se nos últimos 30 metros do meio-campo do Estoril e o FCP tinha dificuldades em desmontar a teia, quando encontrou espaços, Alberto Costa falhou incrivelmente um golo cantado. A três metros da baliza, enquadrado, conseguiu acertar no guarda-redes. Depois foi Samu a evitar que o remate de Froholdt fosse para a baliza. O mesmo Samu após magnífica combinação com Zaidu voltou a ameaçar muito. Porto a desperdiçar. Tanto domínio e tanta superioridade tinha de valer mais golos. Tanta cerimónia na hora de finalizar. Pablo Rosario e Gabri Veiga a abusarem de jogar pelo meio onde havia muitos jogadores do Estoril e os cruzamentos de Pepê muito curtos. 

O jogo chegou ao intervalo com os Dragões na frente apenas pela vantagem mínima, num 1ª parte em que só deu Porto. Culpa de más opções e decisões no último terço, falta de contundência e eficácia na hora de finalizar. Mais calma e clarividência na hora da verdade, precisava-se para a 2ª parte.

O jogo recomeçou com o FCP com uma alteração, saiu Zaidu, entrou Souza - gostei - e entrou lento sem a mesma força e dinâmica da 1ª parte. Há jogadores que persistem em transformar o simples em complicado. Ao minuto 56 dúvidas num lance com Samu na área. Mas era um Porto pouco inspirado, muito diferente para pior do Porto dos primeiros 45 minutos. Gabri Veiga a insistir em jogar pelo meio em Samu sempre muito marcado. Mas o futebol é uma caixinha de surpresas. E Gabri de repente começou a abrir o livro, primeiro num toque de calcanhar deixou para Borja Sainz que marcou um grande golo.
Aos 67 minutos saiu Samu e entrou André Silva. Com dois golos de vantagem o FCP ficou mais tranquilo, circulou mais fácil e melhor e como corolário disso chegou ao terceiro, marcou André Silva após uma excelente jogada de ataque.
Aos 71 o Estoril muito perto do golo, depois de uma perda de bola a meio-campo. Na resposta os azuis e brancos chegaram ao quarto, marcou Gabri Veiga numa jogada de génio.
Com a vitória garantida o FCP mexeu, saíram Gabri e Bednarek, entraram Alan Varela e Fofana. Mais tarde Pepê deu lugar a Gabriel Mec.
FCP conseguiu marcar os golos que não marcou quando até jogou melhor. Estoril novamente muito ameaçador, bola na barra de Diogo Costa. Ainda entrou Nehuén para o lugar de Alberto Costa - foi accionado o protocolo por lesão de um jogador do Estoril e isso permitiu mais uma substituição a cada clube. O jogo foi-se arrastando até ao fim, sem mais nada digno de registo e com uma vitória, a 10ª  consecutiva, do campeão.

Resumindo, foi uma excelente 1ª parte do conjunto de Francesco Farioli, mas faltaram golos. A 2ª não foi tão boa, mas o 2° golo abriu a tampa, os golos surgiram com naturalidade e a goleada aconteceu.

Agora é preparar bem o dificílimo jogo frente a um excelente Nápoles que tem alguns jogadores de grande qualidade - Scott McTominay, De Bruyne, Hojlund, por exemplo - e onde é fundamental um FCP de alto nível. Um FCP concentrado, rigoroso, sem oferecer nada atrás e aproveitar tudo na frente.

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