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quinta-feira, 1 de setembro de 2016


Fechou o mercado de transferências, é a hora do balanço. O balanço é claramente negativo e o sentimento que me invade é de tristeza, desilusão e revolta, perante tanta incompetência.
Quase bastaria dizer o seguinte: um clube/SAD que assenta o seu modelo desportivo muito nas receitas extraordinárias com origem na transferência de jogadores; um clube/SAD que no ano 2015/2016 vai ter o maior prejuízo desde que é uma SAD cotada em Bolsa - as contas ainda não são conhecidas, mas isso é pacífico...; um clube/SAD que é apresentado muitas vezes como caso de estudo e exemplo de bons negócios; esse clube/SAD, neste mercado o único negócio que tem para apresentar é o da transferência de Maicon e mesmo esse, um negócio pífio, tanto que nem foi necessário comunicar ao Regulador. Não tenho memória de uma coisa destas e de muitos anos a esta parte. Mas, infelizmente, há mais coisas a apontar.

Depois de andar a preparar a época 2016/2017 há vários meses e do senhor presidente ter dito que o diagnóstico estava feito, sabia exactamente o que era preciso fazer para que o F.C.Porto voltasse a ser aquilo que, com excepção dos últimos anos, sempre habituou os seus adeptos, um clube de sucesso, ganhador, o melhor clube português, assistimos a um defeso, no que toca a entradas e saídas, formação do plantel, surreal, mais próprio de um qualquer clube amador que de um clube de alto nível, com uma gestão altamente profissionalizada e muito bem paga.
Ele foram avanços e recuos inacreditáveis; novelas intermináveis; várias expectativas defraudadas; silêncios e omissões constantes, com os adeptos a serem tratados como se fossem um bando de néscios sem cabeça para pensar; uma trapalhada; no final, um plantel desequilibrado, onde abundam os médios e há carências notórias em outros sectores, defesa e ataque, concretamente.


Avanços e recuos inacreditáveis, exemplo:
Jogadores que não contavam e até estavam a trabalhar na equipa B, Adrián López, reintegrado, de jogador que não contava a jogador que vai fazer parte do grupo final. Boly, jogador que interessou, deixou de interessar, a poucas horas e em desespero, contratado e negociado com um clube, S.C.Braga, com quem não devíamos falar, quanto mais negociar. E como negociamos em desespero, grande negócio para Salvador, veremos se para o F.C.Porto. Note-se que o F.C.Porto emprestou Diego Reyes e Martins Indi, dois internacionais e que custaram 7 milhões cada um. Serão piores que Boly? A priori, pelo que conheço dos jogadores em causa, não, mas o futuro dirá.

Novelas intermináveis, exemplo:
Rafa, uma novela que durou um ano. De jogador que só valia 10 em Junho do ano passado, palavra de presidente, passou a valer 16 em Janeiro, Salvador exigiu a cláusula, 20 milhões, Rafa ficou em Braga. Reatado o interesse, tudo acertado, traídos por um amigo de outrora, Rafa não só não veio para o F.C.Porto como vai reforçar um rival.

Expectativas defraudadas, exemplo:
De Rafa está tudo dito, a última foi Mangala. Mais um que estava a caminho, quase quase de Dragão ao peito, foi para Valência, com as consequências acima referidas: contratação à pressa de um jogador que já estava fora dos planos, Boly.

Silêncios e omissões:
Então o F.C.Porto empresta vários jogadores e nós adeptos, ficamos a saber através da comunicação social, ao vê-los serem apresentados nos novos clubes? Provedor do Adepto, para quê, se nem o respeito mais básico pelos portistas têm?

Trapalhadas:
Contratar um ponta-de-lança para o play-off da Champions League, inscrevê-lo na lista e depois não o poder utilizar porque já tinha sido utilizado no seu anterior clube e nem sequer foi substituído... não vale a pena dizer mais nada...
Brahimi, pode ter defeitos e não ter feito uma época famosa, mas é um excelente jogador, um dos activos mais valiosos e acontece isto...? Quando Brahimi deixou de contar para Nuno, sempre pensei que estava vendido, foi dito ao treinador para fazer outras opções, o argelino não contava. O argelino foi encostado, nunca foi utilizado oficialmente, com prejuízos para a equipa, e agora, nem vendido nem emprestado, é recuperado para o plantel? Como está a cabeça de Brahimi? Qual vai ser o seu comportamento, sabendo que no início do próximo ano vai haver CAN? Talvez Nuno, de apelido Espírito Santo, de repente, consiga transformar alguém com quem deixou de contar muito cedo na pré-época, num jogador importante para a equipa e grupo.

Nem o facto de termos quase limpado a casa, isto é, todos os jogadores que o treinador não quis, saíram - a excepção foi Quintero -, atenua as desastradas movimentações no mercado e a desastrada formação do plantel.

Dito isto, porque somos do F.C.Porto, queremos o melhor para o nosso clube e agora ficar a carpir mágoas a época inteira não adianta, são os que estão mais a baixo que temos, é com eles que vamos à luta, são eles, os menos culpados desta situação, que devemos apoiar, junto com o apoio ao treinador, obviamente sem deixar de fazer críticas sempre que se justificarem - NES tem de melhorar quando se trata de mexer na equipa, por exemplo.
Apesar de para mim e teoricamente termos o pior plantel dos três candidatos ao título e por isso não somos, ao contrário do que aconteceu quase sempre nos últimos anos, favoritos, não significa que com união, coesão e um por todos e todos pelo F.C.Porto, não possamos ganhar. Temos gente com atitude e carácter e isso, muitas vezes leva à transcendência, resulta em grandes surpresas. Ajudará que quem de direito caia na realidade, perceba o que se está a passar, lidere e exija. Se já não somos favoritos e ainda por cima tivermos quem nos empurre para baixo, sem sermos capazes de gritar alto e em bom som, chega, exigimos respeito, com o F.C.Porto não se brinca, então não vamos ter qualquer hipótese. Nos dias de hoje a comunicação é fundamental, decisiva. Temos nessa matéria vida difícil, mas se todos puxarem para o mesmo lado, não houver castelinhos, o meu vai até aqui, daqui para a frente é do outro e eu não tenha nada com isso...

Como alguém disse, já foi tempo que qualquer treinador ganhava com a nossa estrutura. Agora o treinador tem de ganhar mesmo com a estrutura a dar tiros constantes nos pés.

Plantel:
Guarda-redes, Casillas, José Sá e João Costa;
Defesas, Maxi, Boly, Filipe, Marcano, Layún e Alex Telles;
Médios: Danilo, Rúben, Evandro, Herrera, André André, João Carlos Teixeira, Sérgio Oliveira, Otávio, Óliver e Quintero?;
Avançados: Varela, Corona, Depoitre, André Silva, Brahimi, Diogo Jota e Adrián López.

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