segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Após uma má exibição e um mau resultado - contra dez durante toda a 2ª parte esperava-se muito mais da equipa de Farioli - e antes de receber os escoceses do Rangers num jogo decisivo para saber se teremos um Dragão com entrada directa nos oitavos-de-final ou obrigado a disputar o play-off e mais dois jogos, o FCP no regresso ao campeonato tinha pela frente o Gil Vicente, 4º classificado e a fazer uma época excepcional, bem acima das expectativas.
Com um onze composto por Diogo Costa, Martim Fernandes, Thiago Silva, Bednarek e Kiwior, Pablo Rosario, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Samu e Borja Sainz, os azuis e brancos entraram com o seu jogo habitual, trocar atrás até encontrar espaços na frente, preferencialmente através de Pablo Rosario. Na primeira vez que conseguiram sair bem, Borja Sainz bem posicionado e com dois colegas a quem podia passar, preferiu rematar, rematou ao lado. Aos 12 minutos a bola entrou na baliza do Gil Vicente, mas Borja Sainz estava deslocado.
Os de Barcelos trocavam bem a bola, não se faziam rogados, procuravam a baliza de Diogo Costa e ameaçavam. Ao contrário dos azuis e brancos que não circulavam nem ligavam tão bem as jogadas, tinham mais dificuldade em chegar no último terço em ataque organizado.
As dificuldades passavam muito porque Pablo Rosario muito junto aos centrais, não se soltava, o Gil ficava com vantagem de ter três, às vezes mais jogadores para Froholdt e Gabri Veiga.
Era importante que o chamado trinco subisse uns metros. O jogo dos azuis e brancos não fluía. Mas apesar disso o FCP podia ter marcado. Incrível como Gabri Veiga falhou um golo cantado.
Num canto do mesmo jogador, Murilo agarrou e derrubou Samu, penálti claro. Chamado novamente a marcar, o internacional espanhol desta vez não desperdiçou, adiantou os Dragões. Samu que estava muito bem no jogo.
Feito mais difícil, era importante não gerir, continuar a atacar, procurar dilatar a vantagem. Para isso era importante não facilitar e principalmente fazer bem. Não errar passes fáceis, definir com critério, procurar as melhores opções.
Sem mais nada de relevante, o jogo chegou ao intervalo com os portistas na frente, resultado justo, apesar da boa réplica do conjunto de César Peixoto.
A vencer pela diferença mínima, longe de poder descansar e relaxar, o FCP não podia facilitar, tinha de procurar o 2° golo. Para isso tinha de aproveitar os espaços que a equipa de Barcelos certamente iria dar na procura do empate.
Francesco Farioli manteve o mesmo onze e o jogo recomeçou com Borja Sainz em vez de despachar, quis fintar, pediu falta, o árbitro não assinalou e perigo para a baliza dos líderes do campeonato. Para quê complicar? Porto sempre a trocar a bola atrás à espera de procurar soltar curto ou na profundidade. Mas as coisas não saíam bem.
Aos 61 minutos saíram Gabri Veiga e Borja Sainz, entraram Rodrigo Mora e William Gomes. O Gil acreditava, assustava, os azuis e brancos quando chegavam na frente faltava qualquer coisa. O FCP sem necessidade, facilitava, estava a pôr-se a jeito. Aos 70 minutos entrada muito dura de Fernandez sobre Thiago Silva, vermelho, Gil com dez, vida ficou mais fácil para o conjunto da casa. Mas para isso era preciso melhorar com bola e estava difícil passar e optar bem. Mora perto do golo. Não entrou nesse lance, entrou logo a seguir, num grande golo de Martim Fernandes com um remate fortíssimo de longe.
Com dois golos de vantagem e mais tranquilo, o treinador do FCP achou que era hora de voltar a mexer, meteu Oskar Pietruzesvky e Deniz Gül, tirou Pepê e Samu aos 76 minutos e aos 81 saiu Froholdt e entrou Eustaquio.
Só dava Porto que ameaçava o 3°. E fez por William. Lá está, ameaçou que ia para dentro, foi por fora, ficou na cara do guarda-redes e fez um belo golo.
O resultado era pesado para o Gil Vicente, mas o FCP, que tem uma defesa difícil de bater, se a partir dessa fortaleza, melhorar na saída para o contra-ataque, pode marcar mais golos, chegar mais rapidamente à tranquilidade.
Deniz Gül sozinho frente a Dani Figueira por um toque de classe de Rodrigo Mora, podia ter feito o 4°.
O jogo chegou ao fim com a vitória dos Dragões por um resultado que não oferece contestação, frente a uma equipa que fez um bom jogo, deu excelente réplica, melhor quando jogou com onze.
Sem ter feito uma exibição brilhante o FCP fez o que era preciso, conquistou os três pontos, manteve distâncias para quem vem atrás. Agora é descansar e preparar o jogo com o Rangers decisivo para saber se os Dragões vão directamente para os oitavos-de-final ou têm de fazer mais os dois jogos do play-off.




