sábado, 30 de agosto de 2025
Com três jogos e três vitórias e um futebol que tem agradado, mesmo que a qualidade ainda não seja constante e haja alguns hiatos durante os 90 minutos, grande expectativa para ver que FCP em Alvalade no 1º clássico do campeonato 2025/2026. Foi um Porto com alma, raça, com momentos muito bons e com espírito de conquista, um Porto que não se verga mesmo quando quando a 3ª equipa parece apostada em complicar. Este Porto está no bom caminho e depois de fechar o marcado de Verão e as coisas acalmarem, tem tudo para ir melhorando, discutir o titulo até ao fim. É um novo Porto, que ninguém tenha dúvidas. O Dragão volta a ter a chama alta.
Com Diogo Costa, Alberto Costa, Nehuén Pérez, Jan Bednarek e Francisco Moura, Alan Varela, Froholdt e Rodrigo Mora, William, Luuk de Jong e Borja Sainz, o conjunto do italiano Francesco Farioli Logo no pontapé de saída o FCP esteve muito perto do golo. Bola metida na frente por Diogo Costa, Borja Sainz ao poste.
Depois jogo prosseguiu equilibrado, muito disputado, perigo junto às duas balizas, mas FCP mais perigoso. William bem, criava perigo, pena que os lances não tivessem sequência. Uma asneira de Francisco Moura ia custando caro ao FCP. Com as equipas a procurarem jogar e atacar, o jogo estava bom de ver.
Foi com um nulo que se chegou ao intervalo. Era um resultado que de alguma maneira se podia ajustar, mas a haver uma equipa que merecia marcar, a dos Dragões fez mais por isso. A equipa de Francesco Farioli sem ser exuberante, foi melhor e se fosse para as cabines a vencer não seria injusto.
A 2ª parte recomeçou como tinha terminado a 1ª. O primeiro lance de algum perigo teve origem num mau passe de Diogo Costa.
O FCP não se perturbou, voltou a jogar o seu futebol, com a excepção de um Francisco Moura ainda procura da melhor forma, coeso, organizado e a procurar o golo, chegou à vantagem aos 61 minutos, marcou Luuk de Jong.
Na frente do marcador era importante não baixar muito, procurar manter a concentração, aproveitar os espaços que o Sporting na procura de marcar, poderia dar.
Os azuis e brancos mantiveram as virtudes e como corolário dessa superioridade, chegaram ao 2° aos 64 por William Gomes. Tinham o jogo controlado, mas um auto-golo de Nehuén relançou o Sporting. Os lisboetas procuraram chegar ao empate, mas o FCP soube arrefecer o jogo e contou com um Diogo Costa atento e em bom plano para manter a vantagem mínima e sair de Alvalade com uma vitória justa.
Aos 58 minutos saíram Francisco Moura e Rodrigo Mora, entraram Zaidu e Pablo Rosário - quando o trabalho está a ser bem feito a integração é mais fácil e até um jogador com poucos dias de FCP pode jogar e cumprir.
Aos 72 saiu William Gomes, entrou Denis Gul, aos 80 saíram Luuk de Jong e Borja Sainz e entraram Samu e Prpic.
Uma palavra final para os golos do FCP: No 1º, brilhante jogada de envolvimento, no 2º William voltou a mostrar que se tiver os pés bem assentes no chão, vai ser um caso sério e transformar a sua contratação numa grande pechincha.
Este Porto, colectivamente muito forte, faz emergir o talento de forma natura. E até um jogador com apenas dois treinos, joga mais de meia-hora e cumpre.