domingo, 22 de março de 2026
Depois de ter voltado a vencer o Estugarda e ultrapassado uma eliminatória muito difícil, no último jogo de um ciclo de exigência máxima, o FCP viajou até Braga para na "Pedreira" defrontar o SCB. Contra um adversário sempre muito complicado e que teve mais um dia de descanso, junto ao facto de no fim-de-semana que o FCP jogou com o Moreirense, ter folgado, Francesco Farioli iniciou a partida com Diogo Costa, Martim Fernandes, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Alan Varela, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Deniz Gül e Oskar Pietruzesvky.
Já conhecedor que o Sporting tinha vencido o Alverca e por isso ainda estava mais pressionado, o FCP tinha que fazer pela vida. Porque na hora que estava para começar o jogo, a zona onde vivo, Custóias, Concelho de Matosinhos, sofreu um apagão e ficou sem luz; e como nem pensar em ouvir o relato, faz-me mal, não posso dizer nada sobre os primeiros 45 minutos de jogo. Melhor, apenas posso dizer que o resultado estava em branco e não quis saber de mais nada. Se o FCP jogou bem, mal assim assim, se o resultado era justo, se não era, se o árbitro esteve bem ou mal, etc.
Vi a 2ª parte que se iniciou com os Dragões mantendo o mesmo onze e sofrendo um golo de penálti, daqueles penáltis modernos. Se este agarrão de Gabri Veiga é penálti, o de António Silva e do jogador do Casa Pia sobre Deniz Gül, não é um penalti, são três e do tamanha da Torre dos Clérigos.
A perder o FCP tinha de reagir, com as dificuldades inerentes a uma equipa que tem no ataque continuado o seu calcanhar de Aquiles.
Após o golo saíram Pepê e Deniz Gül, entraram William Gomes e Terem Moffi.
Froholdt ameaçou, portistas instalados no meio-campo bracarense. mas sem criar muito perigo. Aos 66 minutos mais duas substituições, Pablo Rosario e Fofana para os lugares de Alan Varela e Gabri Veiga.
Passados 2 minutos, excelente lançamento de Kiwior para Oskar Pietruzesvky, este fez tudo bem, foi à linha assistiu para William facturar e empatar. Havia tempo para a reviravolta, mas era preciso calma e cabecinha, coisa que Martim e Moffi pareciam não ter, perdendo bolas fáceis que originaram livres e cantos, felizmente sem consequências. Quando tinha hipóteses de contra-atacar o FCP saía bem, mas definiu mal. Já com Borja no lugar do jovem polaco, William ganhou um canto e na ressaca do canto, grande golo de Fofana, Dragões deram a cambalhota, fizeram o mais difícil, agora era preciso aguentar, mas sem descurar a possibilidade de sair para a transição ofensiva, não pensar só em segurar a vantagem mínima. Até final tirando um remate do autor do 2º golo às malhas laterias, nada de muito relevante se passou e o FCP conseguiu um triunfo justíssimo, num jogo em que foi colocado à prova pelo valor do adversário, porque do nada ficou em desvantagem, porque mostrou uma grande alma, raça, espírito do Dragão, conseguiu virar o jogo contra tudo e contra todos.
Sporting em Alvalade para a Taça de Portugal, dose dupla de Estugarda para a Liga Europa, Benfica na Luz, Moreirense no Dragão e Braga na Pedreira para o campeonato, um ciclo terrível em muitos prognosticavam a queda do FCP. Chegamos à paragem e não há quebra nenhuma, pelo contrário, há um Dragão de chama muito alta - mesmo a derrota em Alvalade pela diferença mínima, pode ser revertida e colocar o FCP no Jamor. No início deste ciclo terrível, alguns, cínicos até dizer basta, ao mesmo tempo que falavam num FCP Campeão iam tendo comportamentos que indiciavam claramente desejos contrários.
Notas finais:
Ainda não ganhamos nada, ainda temos vários obstáculos para derrubar, mas esta equipa apoiada pelos adeptos, que nunca desanimaram e apoiaram sempre, está preparada para enfrentar todas as contrariedades.
Apetecia-me dizer muita coisa sobre o presidente AVB. Não vão faltar oportunidades lá mais para a frente. Por hoje apenas digo: o treinador é que treina, os jogadores é que jogam, mas quem ganhou o jogo em Braga foi AVB. Parabéns presidente pela vitória.




