quarta-feira, 4 de novembro de 2026
No regresso da Champions League, o FCP com três jogos e três derrotas, tinha pela frente os italianos do Nápoles e só podia pensar na vitória sob pena de deixar de ter hipóteses de chegar pelos menos aos play-offs, já que ficar nos oito primeiros é praticamente impossível.
Para atingir esse desiderato Francesco Farioli escolheu de início Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Martim Fernandes, Froholdt, Pablo Rosario e Gabri Veiga, Pepê, André Silva e Borja Sainz e o FCP entrou bem, ao ataque, ameaçador, até marcou por Pepê aos 4 minutos, golo bem invalidado por fora-de-jogo. Mas com o jogo repartido, Dragões quando tinham a bola saíam bem e como corolário disso marcaram aos 11 minutos por Bednarek, após canto de Gabri Veiga. Em vantagem era importante que os azuis e brancos não recuassem, dessem a iniciativa aos italianos, em vez de continuar a atacar e procurar novo golo.
O FCP continuou a pressionar bem, atacar, mas na frente faltava mais critério, melhores opções, mais determinação na hora de finalizar. Os napolitanos reagiram, ameaçaram por Hojlund. O jogo decorria com os azuis e brancos a permitirem alguns contra-ataques e num deles a bola até entrou na baliza de Diogo Costa, mas foi assinalado fora-de-jogo. Era um aviso. Na parte final da 1ª parte o FCP estava com dificuldades, a equipa de Alegri estava mais ameaçadora. E com Diogo Costa a fazer tudo para evitar o golo, mas foi o único, os colegas à sua frente não fizeram o mesmo, demoraram a reagir, desde logo Martim Fernandes muito mal batido no início da jogada e estava feito o empate.
O jogo chegou ao intervalo empatado, resultado que se justificava. O FCP até não jogou mal, mas tem um problema: falta ataque. O Nápoles não precisou de muito tempo para ameaçar e depois marcar.
Para a 2ª parte o FCP não mexeu e o jogo reiniciou-se com Gabri a ameaçar. E os Dragões subidos e pressionantes, criaram e falharam um golo certo por Pablo Rosario. Tem sido uma constante na Champions League. Quase de seguida novo lance de perigo, Alberto Costa a tentar marcar, quando devia passar. Do canto nova ameaça portista, Bednarek novamente perto do golo. Estava bem o campeão.
Aos 56 minutos saiu André Silva e entrou Samu. E o FCP continuou bem, dominador, instalado no ataque, quando voltou a mexer para as saídas de Martim Fernandes e Borja Sainz para as entradas de Zaidu e Santiago Giménez, já merecia estar em vantagem.
Com o público a puxar o Dragão pegou fogo e teve o prémio merecido. Passe de Santiago Giménez e golo de classe de Gabri Veiga. Golo que ainda não fazia justiça à magnífica 2ª parte dos azuis e brancos.
A perder o Nápoles tentou reagir, mas num contra-ataque Samu correu sozinho com Pepê ao lado e só com um defesa pela frente, nem passou nem rematou em condições, perdeu-se uma grande oportunidade.
Aos 77 minutos saíram Gabri Veiga e Pepê, entraram Fofana e Inbeom.
Num canto de Inbeom, Kiwior subiu e fez o terceiro, colocou alguma justiça no marcador.
Com os italianos a tentar reagir, grande contra-ataque do FCP, assistência de Giménez para Samu que ia marcar, foi derrubado, penálti que o mesmo jogador transformou. Estava feito o quarto, números mais condizentes com o que foi o jogo.
Resumindo, vitória clara, justa e com uma 2ª parte de excelente qualidade do conjunto de Francesco Farioli.
Ainda vamos a tempo. E ainda não foi desta que o FCP não pontuou na Fase de Liga - antes Fase de Grupos. Que chatice...
Agora carreguem na tecla, o Nápoles isto, aquilo, sem os árbitros não ganham a ninguém, etc.. Tomara o FCP ter no campeonato português muitos árbitros como este que veio de Inglaterra.
Houve muita gente em excelente plano, mas que grande jogo fez Gabri Veiga. Um golo, uma assistência, uma bomba na barra, jogou e fez jogar. É este o Gabri que fez furor na Lá Liga e levou o FCP a contratá-lo.




