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sábado, 23 de novembro de 2013


Vamos para os jogos - eu pelo menos vou - com espírito positivo, acreditando que vamos ganhar, jogar, já não digo bem, mas razoavelmente, acreditando no treinador quando ele diz que a equipa está a evoluir, pensando cá para os nossos botões, desta vez não vamos repetir os mesmos defeitos e os mesmos erros. No entanto, esta equipa de Paulo Fonseca tem o condão de nos contrariar. O tempo e os jogos passam, a evolução é nula, a equipa capricha em cometer sempre os mesmos erros. Os passes errados continuam numa percentagem aterradora; o último passe quase sempre é errado ou nunca aparece no momento certo; há sempre um toque a mais ou tendência para complicar em vez de simplificar; os remates de fora são poucos e quase nunca acertam na baliza. E como depois, nas oportunidades que temos não somos eficazes; e como tem sido uma constante, damos a abébia da ordem, está esplicado porque o Tri-campeão em dois jogos e frente a adversários com poucos argumentos, perdeu 4 pontos e de uma liderança confortável passamos para uma liderança pela diferença mínima. Hoje e mais uma vez, foi mais do mesmo. Entramos bem, nos primeiros minutos - até aos 8 -, a coisa prometeu, podiamos ter marcado, pelo menos 2 golos, mas depois fomos perdendo qualidade, intensidade, dominamos, mas foi um domínio inconsequente, atabalhoado, sem criatividade, sem velocidade e quase sempre fazendo opções erradas no último terço do campo. Veio o intervalo e se fosse um combate de boxe, tínhamos ido para as cabines a ganhar aos pontos, como não é, fomos empatados. Veio a segunda-parte e voltamos a entrar bem e ao contrário da primeira-parte, chegamos ao golo por Jackson iam decorridos apenas 7 minutos. Estava feito o mais difícil, a perder a equipa madeirense tinha de subir linhas e arriscar, havia mais espaço, tudo se conjugava para que o F.C.Porto ampliasse a vantagem, matasse o jogo. Mas não é e mais uma vez não foi assim. Este Porto quando se adianta no marcador, em vez de se motivar, galvanizar, aproveitar o efeito golo, para melhorar a qualidade do jogo, ir para cima e por-se a coberto de surpresas desagradáveis, não, entra numa pasmaceira de toque para trás e para o lado, julga que 1-0 já chega, começa a complicar, a escolher as piores opções, facilita, perde bolas fáceis, põe-se a jeito. E foi assim que voltou a acontecer hoje: Otamendi que até estava a jogar bem, errou, perdeu a bola numa zona proibida, contra-ataque dos madeirenses, golo e empate. Faltavam menos de 10 minutos para o fim e foi já em desespero que o F.C.Porto procurou a vitória no pouco tempo que restava para o fim, vitória que podia ter acontecido numa clara oportunidade de Jackson, mas Gottardi evitou o 2-1 no último suspiro do jogo.

Notas finais:
Pelo que foi o jogo, pelo, domínio e oportunidades - a de Lucho logo a seguir ao primeiro golo e a de Jackson no último minuto não se podem falhar - merecíamos vencer, isso é óbvio. Mas não vencemos, não porque o Nacional é a besta negra, sim porque fomos incompetentes, não fomos capazes de matar o jogo quando depois do 1-0 tínhamos tudo a nosso favor e ainda por cima entregamos o ouro ao bandido - o que fez de relevante o conjunto de Manuel Machado? Na primeira-parte nada; na segunda arriscou mais um bocado, mas beneficiou da nossa forma de abordar os jogos quando estamos em vantagem.

Empatar deixa-me preocupado, empatar dois jogos seguidos e nestas circuntâncias, pior, mas quando ouço Paulo Fonseca dizer que a exibição foi a melhor dos últimos tempos ... Talvez seja eu que esteja a ver mal. Talvez a forma apaixonada como vejo os jogos não me deixe discernir com a necessária clareza.

 
PS - Muita pena que no regresso de Pinto da Costa, a equipa não fosse capaz de lhe oferecer o triunfo.

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