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quinta-feira, 26 de abril de 2018


O jornalismo e a democracia, no editorial de Vítor Serpa.
Como disse no e-mail que lhe enviei, qualquer um subscreverá, sem hesitações, o editorial do director, entre aspas, da Bola, que podem ler clicando da foto ao lado. O problema é que no caso concreto, como os exemplos que se seguem mostram bem, na prática a letra não bate com a careta. E assim, o editorial não passa de conversa fiada, olhem para o que digo, não olhem para o que faço.
Um presidente está calado, mas os outros falam muito, conclusão, todos são iguais e só fazem ruído desnecessário.
Um responsável de comunicação apresenta factos verdadeiros e outro denúncias anónimas, conclusão, são os dois muito mauzinhos, têm demasiado protagonismo, só querem criar um clima de ódio, pior, agem assim para desviar atenções.
Um árbitro errou contra determinado clube - SLB -, não pode ser, o Conselho de Arbitragem tem de dar explicações, mas se errar contra outro - F.C.Porto -, aí, deixem os árbitros em paz, errar é humano, coitados dos árbitros.
Um clube - F.C.Porto - quando dominava o futebol português, fazia umas gracinhas nas provas europeias. O outro - SLB - domina, mas nas provas europeias faz seis jogos, seis derrotas, um golo marcado e quatorze sofridos. O ex-dominador era atacado por todos os lados, acusado de tudo, o outro que domina agora, mesmo com tantas evidências, não se pode tocar nem com uma luva de pelica.
Os Apitos, foram e continuam a ser usados e abusados, servem constantemente de arma de arremesso contra o F.C.Porto, mesmo já estando totalmente ultrapassados - com o F.C.Porto e o seu líder totalmente ilibados na justiça desportiva e civil. Mas agora, quando está à vista o maior escândalo do futebol português, há um silêncio e um branqueamento quase absoluto. Enquanto no passado se acusava com ligeireza, nem se esperava pelas decisões da justiça e esta era boa ou má, consoante acusava ou ilibava o F.C.Porto, agora atacam-se e criticam-se aqueles que já têm juízos definitivos.
São alguns exemplos, podia dar centenas - estão por aí, é só pesquisar -, sobre práticas do jornal A Bola que mostram claramente que o panfleto da queimada não é isento, equilibrado, equidistante, trata factos semelhantes da mesma maneira. Mostram que nunca o pasquim da queimada esteve tão de cócoras, capturado e ao serviço do Benfica, como nos últimos anos. E assim, bem eles podem pregar sobre a essência do bom jornalismo, que a prática demonstra claramente que apenas são comerciantes de papel, cujo raciocínio é simples:
O SLB é o mais clube português, tem, dizem eles, seis milhões de adeptos, logo são os clientes alvo, agradar-lhes é a prioridade do jornal. Não admira que depois se fabriquem Eusébios com a maior das facilidades ou faz-se tudo, mesmo tudo - desde pisar o rigor, isenção, ética e deontologia -, para que o público alvo ande feliz, compre o pasquim. Por exemplo, o futebol português está cada vez pior no ranking da UEFA? Que importa? Desde que o SLB ganhe...

A defesa da cartilha pelo cartilheiro Bagão Félix. Ele pensa que comemos gelados com a testa.
É óbvio, natural e legítimo que em casos específicos, em nome da informação correcta e da verdade que deve ser transmitida a leitores, ouvintes ou telespectadores, um clube, seja ele qual for, esclareça os seus comentadores ou colunistas. Nestas circunstâncias a ser cartilha, seria uma cartilha benigna, que visaria esclarecer para evitar especulações, deturpações, que a mentira propagasse. Mas não é isso que se passa com a cartilha do Janela. Não, a cartilha de que se fala, é maligna, é mais um instrumento do Benfica para confundir, intimidar, coagir, criar problemas aos adversários, árbitros e a todos os que têm influência no futebol, como se tem visto e que as denúncias anónimas são apenas a cereja no topo do bolo - a última vítima de denúncia anónima é o guarda-redes do Marítimo. Lá está bem escarrapachada no site do panfleto da queimada, com número e tudo e é mais um exemplo do tal jornalismo credível que fala Serpa. E quando os comentadores afectos ao Benfica, muitas vezes em simultâneo, falam ou escrevem, por exemplo, sobre os trezentos e não sei quantos dias sem ser marcado um penalty contra o F.C.Porto, colocam tabelas com o números de árbitros da AFP que arbitraram o Benfica, isso é apenas a constatação de uma evidência, sem nenhuma segunda intenção? É claro que não. Faz parte de uma estratégia consertada e com origem bem definida para perturbar e pressionar, na expectativa de colher dividendos. E não há dúvidas, nos últimos eles estão à vista.
Já a tomada de poder, para além de ser óbvia - só não vê quem é cego ou anda distraído -, só foi atenuada com o chamado caso dos e-mails. Caso contrário estaríamos entregues a pires, piriquitos, pavões, adões e afins, sim porque o 1º ministro Vieira é extraordinário e agora o Benfica manda mesmo.

A importância do 25 de Abril no desporto português.
Quando se escreve sobre a importância da Revolução de Abril no desporto português, é natural que se fale sobre o ouro olímpico de Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro ou Nélsón Évora, a  conquista do Euro 2016 pela selecção portuguesa de futebol. Mas quando se omitem os sucessos do F.C.Porto - uma Taça dos Campeões Europeus e particularmente uma Champions, são exemplos de feitos estrondosos e que só por má-fé podem ser ignorados quando se fala no desporto do pós-25 de Abril -, clube da 2ª cidade de um país pequeno, pobre e descaradamente centralista, está tudo dito sobre quem escreveu. Se disser que foi o freteiro com calo no cu como o macaco, Delgado, a reacção só pode ser, eu vi logo...
Não são uma surpresa as omissões deste vendilhão em relação às coisas boas conseguidas pelo F.C.Porto, mas são mais uma acha para a fogueira de práticas que não têm nada a ver com as teorias apregoadas.

Nota final:
- Senhor Pedro Azevedo, como responsável pelo desporto da Renascença, é capaz de nos explicar porque a Bola-Branca ignora a notícia da Revista Sábado sobre o powerpoint de Domingos Soares Oliveira e hoje abre com a notícia da Bola sobre a denúncia anónima envolvendo o F.C.Porto e o guarda-redes do Marítimo?
Não acha, senhor Pedro Azevedo, que estes casos que se têm multiplicado de dois pesos e duas medidas, não abonam nada a uma informação que se pretende isenta, equilibrada e séria num orgão de comunicação social com as responsabilidades da Emissora Católica?
Vá lá, faça um esforço, seja líder e acabe com estas poucas vergonhas.

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