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Archive for outubro 2013

Porque vem aí um mini-ciclo difícil e com jogos decisivos


No F.C.Porto a fasquia está sempre alta, a exigência é sempre máxima, todos os jogos são importantes. Mas alguns são mais importantes que outros. É o caso deste mini-ciclo que se avizinha: Belém, São Petersburgo, Guimarães. São três jogos fora e é nos jogos fora que o rendimento da equipa do F.C.Porto tem sido menor - apesar das duas únicas derrotas portistas terem sido no Dragão. São jogos difíceis e se contra o Belenenses um mau resultado pode ser reparado no futuro, no caso dos jogos frente ao Zenit e Guimarães, um mau resultado significa ficar fora e aquém das expectativas na Champions, uma desilusão no que toca à segunda prova do calendário desportivo português, a Taça de Portugal. Assim, mesmo os jogos que se seguem não sejam um teste às nossas capacidades - no F.C.Porto todos os jogos são para ganhar, logo, testes -, ultrapassar este mini-ciclo com sucesso e os objectivos intactos, pode significar o passo decisivo para que algumas desconfianças desapareçam, possamos encarar os próximos tempos com tranquilidade, serenidade e ambições intactas.
Há momentos nas épocas que funcionam como clicks, tudo transformam. São um passo em frente, fazem a diferença, atiram-nos para patamares nunca antes imaginados, marcam clubes, treinadores e jogadores. Foi ultrapassando com sucesso os vários mini-ciclos que em 2010/2011 fizemos história. Foi com crença, transmitindo confiança e forte convicção que Mourinho passou de potencial grande treinador, para grande treinador, quando em 2002/2003, acreditando e fazendo todos acreditar, que apesar da derrota nas Antas frente ao Panathinaikos, a eliminatória ainda não estava decidida.
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

No Jogo de hoje e aqui, diz-se que Danilo ultrapassou Alex Sandro e é o lateral dos desequilíbrios. Estatisticamente até pode ser verdade, o lateral-direito marca mais golos que o seu colega do outro lado, mas para mim são os dois desequilibrantes, muito importantes na manobra da equipa, os melhores do campeonato, só não estão na selecção do Brasil porque o seleccionador é Scolari. Não digo a titulares, Dani Alves e Marcelo são grandes craques, jogam em dois dos maiores clubes do mundo, mas como boas alternativas. Mas como são jovens e o Sargentão não vai ficar para sempre na canarinha, o futuro é de Danilo, mais - Dani e Maicon já têm 30 e 32 ano, respectivamente -, Alex, menos - Marcelo só tem 25 anos -, na selecção brasileira e espero que também no F.C.Porto.
  
Notas soltas:
O nosso ex-consócio Luís Filipe Vieira faz hoje 10 anos que foi eleito presidente do Benfica. É natural que o jornal do Benfica, leia-se A Bola, destaque o facto, como é natural e previsível que da parte de alguns jornalistas do panfleto da queimada, os elogios ao presidente do Benfica sejam muitos. Agora que tentem passar a ideia que o Benfica constrói e o F.C.Porto ganha, como se o clube da Luz não ganhasse porque constrói e o F.C.Porto ganha porque não constrói... é completamente falso! O F.C.Porto ganha e constrói, como disso é exemplo, entre outras coisas, a belíssima trilogia: Estádio, Pavilhão e Museu.

Pinhão diz que o Espaço K no Museu do F.C.Porto by BMG, é uma homenagem à grandeza do Benfica porque não há lá um espaço dedicado ao Sporting. Eu acho que aquele espaço tinha que lá estar, porque é um momento único, marcante, daqueles que daqui por muitos anos, uns dirão, eu estive lá; outros, que pena!, eu não estive; e outros nunca se perdoarão por terem saído do estádio antes do jogo acabar. Mas será caso para perguntar: Pinhão, o facto  passares 90% dos artigos a falar do F.C.Porto, significa o quê?

Por falar em Museu, é da mais elementar justiça que o massagista José Luís, no clube há mais de 50 anos e referência do F.C.Porto, tenha lá o seu cantinho.

Última hora: Liga instaura inquérito ao F.C.Porto


Não queria voltar ao assunto, mas perante este facto novo, não podia ficar calado.
Meus amigos, o Dragão até à morte, através de um fonte contactada, soube agora mesmo que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional instaurou um inquérito ao F.C.Porto pelos incidentes de domingo passado. Segundo a nossa fonte, sensível aos argumentos do conhecido sportinguista e ex-presidente da Assembleia Geral do Sporting, Eduardo Barroso, também conhecido por Dr.Cutty Sark, o organismo presidido por Mário Figueiredo vai investigar a forma como o "grande Sporting Clube de Portugal" foi recebido pelo F.C.Porto. 
Sabe também o DAM quais são algumas das principais acusações:
O F.C.Porto não cumpriu os regulamentos na parte que diz respeito à forma como devem ser recebidos clubes da nobreza e com origem em viscondes. Faltou a passadeira verde e branca, de flores, desde o local de estágio da equipa leonina até ao Estádio do Dragão.
Como clube de aldeia, o F.C.Porto devia ter providenciado uma banda de música típica e receber Bruno de Carvalho e seus pares ao som do "Só eu sei porque não fico em casa."
Para evitar que os homens e mulheres da aldeia pudessem ter atitudes censuráveis, o F.C.Porto devia ter proibido que adeptos do Sporting estivessem espalhados pelo Dragão e em ameno convívio com portistas. É que quando os adeptos leoninos festejaram efusivamente o golo do empate, não aconteceu nada, mas podia ter acontecido e por isso o F.C.Porto não devia ter permitido que entrassem para essas zonas do estádio, devia enviá-los para onde estavam as claques.
Como é possível o F.C.Porto receber uma equipa Impressionante, marcar três golos e só sofrer um, ganhando limpinho, limpinho?
Como é possível o F.C.Porto ter arrancado umas dezenas de cadeiras no local destinado aos adeptos visitantes, antes do jogo e culpar os adeptos do Sporting, quando eles apenas tentaram limpar a zona, arremessando as cadeiras para dentro do campo?

O Dragão até à morte já contactou o conhecido benfiquista e especialista em direito desportivo, José Manuel Meirim que foi peremptório: o inquérito tem pernas par andar, as acusações são graves, prevejo um castigo de vários jogos de interdição, a cumprir já no próximo jogo do F.C.Porto para o campeonato.

Mas ó Meirim, é assim tão rápido? Por exemplo, no que toca à passadeira de flores, o F.C.Porto argumenta que estamos em época de fiéis, não foi possível arranjar a quantidade necessária...  As bandas de música estavam todas por conta da RTP, SIC e TVI... sobre os adeptos, muitos eram namorada com namorado, pai e filho, homem e mulher, amigo e amiga... os golos foram erros do Sporting, nenhum mérito do Danilo, do Lucho... as cadeiras estavam soltas para facilitar a vida aos viscondes, porque em vez de cadeiras, estavam poltronas e as cadeiras estavam sossegadinhas a um canto. Não colhem os argumentos do F.C.Porto?
Não, as imagens de televisão são claras e portanto não vai ser preciso muito tempo para apurar o óbvio...

Em Guimarães...
Calma, sobre os incidentes com Jorge Jesus, é preciso averiguar tudo muito bem, ouvir testemunhos... Aí só deve haver decisão lá para o final da época... A não ser que...

A não ser que... o quê?
Nada...

PS - Muitos parabéns e feliz aniversário aos Dragões, Rita Sousa e André Fernandes

Vamos ao que interessa que nós estamos noutro patamar


Ontem foi dia de reagir e travar a mentira e aí, até podem dizer que não, mas bendita blogosfera, redes sociais e outras coisas mais, que obrigaram a uma reacção e que a mentira facciosa e sempre na mesma direcção, tivesse perna curta. Imaginem o que aconteceria neste pobre país, se a única verdade fosse a deles?... Hoje importa dizer mais uma coisita - fica para o final do post - e vamos ao que interessa que nós, ao contrário deles, Sporting, estamos noutro patamar, temos outras responsabilidades, outras ambições e objectivos, só devemos perder o tempo necessário para repor a verdade dos factos... Até porque, em relação à nossa equipa e isso é o mais importante, apesar da vitória, justíssima, ainda há coisas que ainda precisam de melhorar.

Tal como tinha afirmado nos jogos da pré-época, no primeiro jogo do campeonato, ver aqui e em alguns jogos posteriores, o problema do F.C.Porto continua a estar no meio-campo. Para mim é claro que, independentemente do rendimento de Jackson, sempre muito solitário na frente, não ser tão constante como no ano anterior; da irregularidade de Varela - se o Varela deste domingo, aparecesse, já não digo sempre, mas mais amiúde...; de Josué estar fora do seu habitat natural; de Licá ter perdido gás; Kelvin continuar de fora e Ricardo ainda não ter estaleca para se afirmar como um indiscutível; ou da falta de um extremo com qualidade e experiência para pegar de estaca; a chave do problema continua a estar no sector intermédio. No post do Porto/Sporting disse que Fernando e Lucho são intocáveis, falta saber quem deve ser o terceiro homem e mais do que isso, qual a sua função. Como o 4x4x2 losango está fora de questão - penso que era a melhor solução, mas está visto que Paulo Fonseca não vai por aí - a questão coloca-se entre Herrera e Defour. O mexicano tem maior amplitude que o belga, é mais directo e rápido a soltar-se, mas ainda não tem a experiência no F.C.Porto e no futebol europeu que Defour tem. E como é mais nervoso, no sentido de querer fazer tudo bem e depressa - às vezes faz-me lembrar Castro -, não é tão seguro e erra mais passes quando a equipa precisa de ter bola, trocá-la, recuperar energias, arrefecer o jogo. Qual dos dois deve ser a opção? Como para mim Fernando deve jogar sozinho e não é porque ache que o duplo-pivot é mais defensivo, Defour mais à frente e repito, como joga na selecção da Bélgica, seria a melhor solução para já. Herrera tem valor, tem virtudes que acrescentam, ainda lhe falta experiência, a confiança e a maturidade que a equipa precisa nesta altura e quando se aproximam jogos decisivos. Claro que não estou a pensar no Defour aéreo, desconcentrado e desastrado de Málaga. E ainda estou com o Herrera nervoso, frenético e a fazer coisas boas, mas a errar mais do que devia, no pensamento.

Como também já disse, quando a organização do meio-campo não funciona bem, a defesa ressente-se, mais os centrais. Se essa pode ser uma das razões para que Otamendi e Mangala não estejam tão regulares e seguros como no passado - embora aquela displicência do central argentino contra o Zenit, já tenha acontecido algumas vezes no passado, quem não se lembra, por exemplo, do jogo frente ao Braga no Dragão na temporada passada? -, mas não é só isso. Numa equipa como a do F.C.Porto que nas provas internas e em muitos jogos da Champions, aqui, principalmente nos jogos em casa, quase sempre tem mais bola e pouco espaço para jogar, os centrais estão muitas vezes em jogo, têm muita bola e são importantes na dinâmica, na desmontagem dos sistemas, na exploração do contra-ataque. Assim, mesmo que muitas vezes não haja linhas de passe, não existam movimentações para o espaço vazio, os centrais têm de saber ter bola, ter confiança quando a têm, qualidade de passe, têm de pensar e executar rápido. E como isso não tem acontecido, também está nas hesitações, nos passes errados e às vezes em zonas perigosas, um dos problemas deste F.C.Porto. Nestes tempos e em equipas de grandes clubes, a um central não chega só defender bem, ter um jogo de cabeça, poder de anticipação, de preferência, velocidade, é preciso mais, é preciso terem as virtudes que referi anteriormente. Embora, como é óbvio, a primeira função de um defesa seja evitar que a sua equipa sofra golos.

Nota final sobre o que aconteceu no domingo e o comunicado do Sporting:
Não vale a pena perder muito tempo a falar sobre o comunicado do Sporting. Como alguém disse um dia, quem perde que explique. E se quem perdeu tem um longuíssimo historial calimero, está explicado aquele infeliz comunicado. No entanto, não deixa de ser curioso e significativo que, depois da polícia ter identificado aqueles camisas negras causadores de tudo o que se passou, como sendo adeptos do Sporting e explicado porquê - tatuagens, adereços...-, Bruno e seus pares continuem sem assumir o óbvio e falarem em rumores. Então a nota sobre o F.C.Porto não ter esticado a manga do túnel para que o presidente do Sporting pudesse ser atacado e insultado, só pode ser piada. Ninguém passou cartão ao Bruno e mesmo quando foram esboçados alguns cânticos insultuosos, logo eles foram abafados com Pinto da Costa, allez... Já sobre a parte do F.C.Porto querer ser grande... vindo do líder do Sporting... as reticências foram para dar umas belas gargalhadas. Mas se pensarmos bem, até os compreendo: tudo não passa de uma estratégia de confronto, com o bjectivo de manter a chama e continuar na crista de rascordes e afins. E como o F.C.Porto rende e dá popularidade, não dá jeito assumir a verdade, é preferível mandar umas bocas foleiras. Mas meus amigos, a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima. Já dizia o meu amigo José Manuel Conceição, quando falávamos sobre o Benfica nos tempos de Vale e Azevedo.

Nota sobre o artigo de Miguel Sousa Tavares:
Varela fez um jogão e nem uma palavrinha? Enfim, como a crónica é no panfleto da queimada e aí a desonestidade intelectual e muitas vezes a má-fé é a imagem de marca, é preciso não destoar. Exemplo, como podem ver em baixo no texto de Miguel Sousa Tavares, é o destaque de capa, completamente descontextualizado. Mas e sobre isso, vou-me repetir: se ao contrário de muitos, não acho mal que ele escreva na Bola, acho que devia ter responsabilidades na escolha do destaque de capa. Já não é a primeira, nem a segunda ou terceira vez, que o destaque tem pouco a ver com o que vem no interior e sempre com o mesmo objectivo de menorizar o F.C.Porto.

Até quando isto vai acontecer?


Já disse e repeti, que nas questões de mau comportamento de adeptos, não há os bons e os maus, todos os clubes, principalmente aqueles que movimentam mais gente, já tiveram comportamentos censuráveis. Mas se isso para mim é claro, também é claro que o F.C.Porto e os seus adeptos, são sempre apresentados como os maus da fita, mesmo quando não fazem nada. Foi o caso de ontem. A forma como os orgãos de comunicação social do grupo Cofina, rascord e lixo da manhã tv apresentaram os factos ocorridos a cerca de 2 horas do início do jogo, é vergonhosa, falsa, inqualificável, mas não surpreendente.
Vamos aos factos. Cheguei à estação de Metro do Dragão perto das 18:45 e estive, juntamente com mais umas centenas de pessoas, bloqueado perto de meia-hora, porque estavam a chegar as claques do Sporting. Meia-hora à espera, com o Dragão ali ao atravessar da rua, custa, mas temos de aguentar, faz parte das regras. Eles chegaram, passaram, umas bocas para lá e para cá, nada de mais, até deu para rir. Entrei e vi que antes e durante o jogo, tirando os cântigos provocatórios de um lado para o outro e uma confusão antes da bola rolar, no local onde estavam os adeptos do Sporting, nada de anormal se passou. Isto, mesmo que adeptos leoninos espalhados pelo estádio tivessem festejado efusivamente o golo da sua equipa e alguns viscondes que estavam nos camarotes, tivessem tido comportamentos que deixaram muito a desejar. Acabou o jogo, regresso tranquilo, fiz o post, fui-me deitar e embora sabendo que tinha havido qualquer coisa antes do jogo, quando de manhã passei os olhos pelos sites dos jornais e pelo facebook, fiquei pasmado com o que vi, li e a forma como o assunto dos incidentes foi tratado pelos orgãos de comunicação citados anteriormente, mas também pela querida estação pública de televisão. Como é possível dizer-se que adeptos do Sporting foram recebidos à pedrada, quando foram eles, vindo desalinhados do grosso da coluna que a polícia protegeu e a 2 horas do início do jogo, tiveram um comportamento provocatório, violento, agrediram pessoas que estavam tranquilamente à espera da abertura das portas, apenas com o propósito de entrarem de borla? Como é possível o lixo da manhã tv ter dito que aquela centena de homens de preto eram Super-Dragões que estavam a chegar e que a violência eram adeptos portistas uns contra os outros? A questão que coloco é: até quando isto vai acontecer? Até quando nós portistas vamos permitir que sejamos sempre acusados de tudo, mesmo quando o nosso comportamento não tem nada de censurável, foi apenas de defesa e protecção perante a violência que estavamos a ser vítimas? Espero que as entidades policiais expliquem a verdade do que se passou e que o F.C.Porto, de uma vez por todas, faça chegar a quem de direito, a sua revolta pela forma facciosa, falsa, rasteira e sempre contra o mesmo, como estas questões são tratadas pelo jornalismo sem ética e sem deontolgia. Eu e acredito que muitos portistas pensam como eu, estou cansado de ver o meu clube ser sempre o mau da fita, até quando os maus da fita têm outras procedências. Como foi manifestamente o caso de ontem. Aliás, este F.C.Porto - Sporting foi típico de como funciona algum jornalismo em Portugal. Depois de terem inventado uma guerra de palavras entre Pinto da Costa e Bruno de Carvalho, quando o presidente do F.C.Porto apenas disse que não viu jogar o Sporting e não conhecia o novo  herói do povo leonino, ontem e hoje para terminarem em beleza, talvez frustrados e defraudados nas expectativas, como não havia nadica di nada para dizer sobre o árbitro, distorceram factos e viram azul quando era verde.

Este artista, para não dizer um palavrão, não estranhou que cerca uma centena de adeptos do Sporting, vestidos de preto e que vinham a provocar, praticar disturbios e a agredir pessoas pela Alameda do Dragão abaixo, terem vindo fora do cordão de segurança e tratou-os como se fossem um grupo de adeptos pacíficos que só queriam ir ver o jogo. Tadinhos que não estavam a fazer mal a ninguém, nem tão pouco queriam entrar de graça no estádio. A partir daí foi um destilar do mais primário anti-portismo, com alusões, como não podia deixar de ser, ao Benfica. São estes artistas, escolhidos a dedo - está algum portista naquele painel, onde estão, por exemplo, um ex-director de comunicação do Benfica e outro do Sporting? - que sistematicamente deturpam situações, vêem os factos com o olho traseiro, contribuem para agitar e atacar o F.C.Porto. Para quando começar a responsabilizar este tipo de gente ou pelo menos, denunciar a forma vesga e sectária como analisam os acontecimentos?

F.C.Porto 3 - Sporting C.P. 1. Olha, o Porto ganhou!


Antes do jogo e de algum tempo a esta parte, o país anti-portista uniu-se, vestiu de verde e branco, fez tudo para motivar o leão, andou positivamente com o bicho ao colo. Nunca o Sporting teve tantas condições para ganhar no Dragão e sair líder do campeonato como neste jogo, diziam eles à boca cheia. Uma goleada ao Alba, coitado do Alba, foi transformada num grande feito, impressionante, foi apelidado o ataque leonino. Montero, então, qual Jackson, qual Falcao, foi a grande descoberta do futebol mundial. Em 9 golos, 4 em fora-de-jogo? Que interessa isso? Bruno, novo herói verde e vermelho, diz que o Sporting, se não fossem os árbitros ia em primeiro lugar e mais nada! O homem é um génio, está para os presidentes como Mourinho está para os treinadores, nos mind games. Populismo?, mas o que é isso, ó meu, estratégia brilhante, colocou toda a pressão no F.C.Porto e não tem nada a perder. Se ganhar, então, sai em ombros e corta duas orelhas. Mike e Melga, que já cá andam há muitos anos e são observadores atentos ao futebol português, bem tentaram colocar água na fervura - ver aqui -, dizendo que também podia acontecer o F.C.Porto ganhar e ficar com 5 pontos de avanço para os dois rivais de Lisboa, mas ninguém lhes ligou. Que interessa que o Dragão seja Tri-campeão, esteja há cinco anos sem perder em casa, nos últimos três só tenha tido uma derrota e sabe Deus como, seja hegemónico e tenha uma clara superioridade nos confrontos com o Sporting? Nada! Eu até apostei que o Sporting não perde, disse todo lampeiro Jaime Pacheco, pensando que estava a falar para chineses, juntando-se ao côro. Pois é, para grande espanto de tanta gente, o F.C.Porto ganhou, como eu tinha dito, com naturalidade.

Dito o que precisava de ser dito e avançando para o jogo, não foi uma exibição brilhante do F.C.Porto, mas foi uma vitória justissíma, clara e cristalina e não há razões para o costumado choradinho calimero, mas atenção, com o Sporting e os seus paineleiros, nunca se sabe...

Perante um Estádio do Dragão quase cheio - 48.108 espectadores -, a fervilhar de entusiasmo e com um colorido muito bonito, o conjunto azul e branco entrou bem e conseguiu chegar cedo à vantagem: minuto 11, excelente combinação pela esquerda, Alex Sandro a ser claramente derrubado por Maurício, penalty indiscutível que Josué transformou, como de costume, superiormente. Em vantagem o F.C.Porto e vá saber-se porquê, não tirou daí qualquer benefício. Pelo contrário, a equipa de Paulo Fonseca começou a complicar, a errar passes, foi incapaz de ter bola e pior, começou a dar sinais de intranquilidade que não se compreende. Os centrais, então, abusaram. Éramos na época passada uma equipa de posse, esta época deixamos de ser e em alguns momentos, principalmente entre o golo e o quarto-de-hora até ao intervalo, raramente ligámos uma jogada, mais de três toques com a bola em nosso poder, era uma festa. Valeu que o Sporting também não fez nada de relevante, no pior período do F.C.Porto e nos últimos 15 minutos, muito porque Josué começou a procurar zonas interiores e a dar linhas de passe, o F.C.Porto melhorou, voltou a estar por cima, foi para o descanso a vencer justamente, pela margem mínima.

Na segunda-parte, o jogo até começou equilibrado, o F.C.Porto como tinha acabado os primeiros 45 minutos, o Sporting mais subido, mas pressionante. Estava o jogo assim, repartido e sem lances de grande perigo nas áreas, quando num livre sobre a direita, Helton socou mal a bola, ela foi para a frente, William Carvalho recuperou-a, rematou, a bola bate em Fernando, desvia a trajectória e entra. Era o empate, naquele momento, sem que o Sporting tivesse feito muito para o merecer. Reacção imediata e fulminante dos Dragões, grande jogada de Danilo e F.C.Porto novamente em vantagem. Sem tempo para festas, outra vez a perder, o conjunto de Jardim subiu, procurou e conseguiu pressionar mais à frente, criou um lance golo que Helton evitou com uma grande defesa, redimindo-se do erro no golo do 1-1. E como passado pouco tempo o F.C.Porto fez o 3-1, após mais uma excelente jogada - Varela para Jackson, cruzamento do colombiano, amortie do nº17 de cabeça para Lucho que também de cabeça marcou - o jogo ficou resolvido. Daí até ao fim o F.C.Porto limitou-se a gerir e mais nada de relevante se passou, tendo o jogo terminado com o Dragão a festejar ao som de olés.

Muito bem Helton, apesar do erro que deu o golo ao Sporting.
Muito bem também os dois laterais e Danilo melhor um bocadinho que Alex pelo golo, embora o lateral-esquerdo tivesse marcado meio golo.
Não tão bem os centrais, foram os que mais erraram a passar e que mais complicaram.
Fernando fez mais um jogão.
Herrera, teve coisas boas e outras que me apeteceram bater-lhe. Acusou a responsabilidade e o erro de terça-feira só ajudou a piorar.
Defour esteve bem melhor.
Josué, voltou a mostrar que encostado à linha é um desperdício, quando interiorizou esteve bem melhor, tal como frente ao Zenit. Paulo Fonseca teima, teima, para quê?
Licá, está numa fase de clara falta de confiança, a bola parece que tem picos.
Jackson, não está tão bem como na temporada anterior, mas para além do desgaste do jogo da Champions, é vítima da forma como F.C.Porto joga. Não tem apoios, é muitas vezes uma ilha no meio de vários jogadores adversários.
Ghilas, entrou para ganhar moral.
Varela, ou melhor, super-Varela. Grande exibição, o melhor em campo, merecia marcar, deu uma grande bofetada de luva branca a alguns portistas que sistematicamente lhe faltam ao respeito.
Lucho, capitão, líder e mais alguma coisa... um golo a coroar uma grande jogatana.

Notas finais:
Continua a faltar organização no meio-campo, com Fernando e Lucho intocáveis, falta a certar com o terceiro homem. Falta mais apoio ao ponta-de-lança. Falta tranquilizar a defesa e já disse há meses, enquando o miolo não funcionar, pior para o quarteto defensivo e em particular para os homens do centro da defesa.
Espero que esta vitória traga confiança e alguns deixem de parecer que a bola lhes queima nos pés.

Os golos do F.C.Porto foram erros da defesa do Sporting, o golo dos leões foi um belo golo. Haja pachorra para alguns comentadores. E se estão em empresas públicas...então ainda custa mais. Sai-nos do bolso.

F.C.Porto - S.C.Portugal. Responder no campo ao falatório leonino


Nota de abertura:
O que diriam alguns vermes que circulam em alguma comunicação social se fosse Pinto da Costa a dizer o que anda a dizer Bruno de Carvalho? Que estava a incendiar o jogo, que se comportava como um pirómano, que só sabe viver em guerrilha, etc.? Pois era, mas agora dizem que o presidente do Sporting está fazer muito bem, a retirar pressão à equipa e a concentrá-la em si, ao mesmo tempo que pressiona o F.C.Porto. Uma estratégia brilhante, rematam recos, rascordes e afins.
Quanto ao Bruno, quem desdenha quer comprar; nós até temos para vender; mas como ele não tem dinheiro... fica a falar sozinho.

Apesar do alarido e como disse na nota de abertura, a máquina de propaganda estar a puxar pelo Sporting - quando não há boi, puxa-se pela vaca - e isso ter contagiado e levado a alguma bazófia leonina, o F.C.Porto está a encarar o jogo com a naturalidade própria de um Tri-campeão. Acho muito bem. Não precisamos de andar a gritar histericamente que somos melhores, que vamos fazer isto e aquilo. Não, apenas precisamos de dizer com a tranquilidade de quem está habituado a estes jogos: jogamos em casa, logo, somos favoritos. E para provar esse favoritismo, nem precisamos de transcendência, precisamos apenas de ser uma equipa unida, concentrada, com a atitude, carácter e a qualidade exibicional de terça-feira. Se conseguirmos isso e não é pedir muito, a sorte não nos virar as costas e não houver factores estranhos a condicionar, acredito que vamos ganhar... naturalmente.
Dito o básico, uma nota final:
Espero que da parte do Mister não haja receio nem hesitação na hora de tomar decisões. Mais vale errar por acção que por inacção.
 
TODOS AO DRAGÃO 

O árbitro é Artur Soares Dias, auxiliado por Rui Licínio e Bruno Rodrigues
 
Lista de convocados:
Guarda-redes, Helton e Fabiano;
Defesas, Danilo, Maicon, Otamendi, Mangala e Alex Sandro;
Médios, Fernando, Lucho, Herrera, Carlos Eduardo, Defour e Josué;
Avançados, Jackson, Ghilas, Ricardo, Varela e Licá.

A minha equipa provável:
Helton, Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Defour ou Herrera e Lucho; Varela, Jackson e Josué.

Antevisão de Paulo Fonseca

Estatísticas e curiosidades à volta do F.C.Porto - Sporting CP:
O Clássico de Domingo será o jogo nº 80 realizado na cidade do Porto a contar para história do Campeonato Nacional. Nos anteriores 79 jogos realizados na Constituição, Antas ou Dragão, entre F C Porto e Sporting, o F C Porto regista 42 vitórias, 24 empates e 13 derrotas, F C Porto que marcou 138 golos e sofreu 77 golos, nesses 79 Clássicos. Curiosamente, o Sporting apresenta melhores registos em jogos no Porto, em contraste com o Benfica. O F C Porto ganhou como visitado 42 jogos ao Sporting, mas acumula já 48 vitórias sobre o Benfica, isto é, mais 6 vitórias. Ditam as estatísticas que o F C Porto tem melhores resultados quando no Porto defronta o Benfica.
Relativamente às ultimas 30 temporadas, o F C Porto ganhou 19 jogos, regista 9 empates e tem apenas 2 derrotas em confrontos directos com o Sporting, nas Antas ou no Dragão

Eis os 30 ultimos Clássicos, resultados e marcadores respectivos:
1983/84 FC Porto 1 Sporting 0 golo : Gomes
1984/85 F C Porto 0 Sporting 0
1985/86 F C Porto 2 Sporting 1 golos: André e Lima Pereira.
1986/87 F C Porto 2 Sporting 0 golos: Gomes (2).
1987/88 F C Porto 2 Sporting 0 golos: Madjer e Sousa.
1988/89 F C Porto 3 Sporting 0 golos: Madjer (2) e Rui Águas.
1989/90 F C Porto 3 Sporting 2 golos: Demol (2) e Branco.
1990/91 F C Porto 2 Sporting 0 golos: Geraldão e Jorge Couto.
1991/92 F C Porto 0 Sporting 0
1992/93 F C Porto 0 Sporting 0
1993/94 F C Porto 2 Sporting 0 golos: Drulovic e Vinha.
1994/95 F C Porto 1 Sporting 1 golo: Zé Carlos.
1995/96 F C Porto 2 Sporting 1 golos: Domingos (2).
1996/97 F C Porto 1 Sporting 2 golo: Barroso.
1997/98 F C Porto 1 Sporting 1 golo: Jardel.
1998/99 F C Porto 2 Sporting 1 golos: Jardel e Doriva.
1999/00 F C Porto 3 Sporting 0 golos: Jardel (2) e Chainho.
2000/01 F C Porto 2 Sporting 2 golos: Deco e Maric.
2001/02 F C Porto 2 Sporting 2 golos: Deco e Jorge Andrade.
2002/03 F C Porto 2 Sporting 0 golos: Helder Postiga e auto-golo.
2003/04 F C Porto 4 Sporting 1 golos: Mc Carthy, Derley, Maniche e Jankauskas.
2004/05 F C Porto 3 Sporting 0 golos: Mc Carthy, Diego e Carlos Alberto.
2005/06 F C Porto 1 Sporting 1 golo: auto-golo.
2006/07 F C Porto 0 Sporting 1
2007/08 F C Porto 1 Sporting 0 golo: Raul Meireles.
2008/09 F C Porto 0 Sporting 0
2009/10 F C Porto 1 Sporting 0
2010/11 F C Porto 3 Sporting 2 golos: Falcao (2) e Walter.
2011/12 F C Porto 2 Sporting 0 golos: Hulk (2).
2012/13 F C Porto 2 Sporting 0 golos: Jackson e James.
O resultado verificado com mais frequencia nas 30 ultimas temporadas desportivas foi a vitória do F C Porto por 2-0, aconteceu esse resultado em 7 Clássicos.
Goleadores que fizeram história no F C Porto, ou jogadores/artistas que deixaram marca no F C Porto como Gomes, Madjer, Domingos, Jardel, Mc Carthy, Derley, Deco, Maniche, Falcao, Hulk, ou mais recentemente Jackson e James, marcaram nas Antas ou no Dragão neste Clássico, curiosamente, o bulgaro Kostadinov, em  4 temporadas em que representou o F C Porto nunca marcou ao Sporting nas Antas, mas em contraste, em 4 jogos que fez em Alvalade, marcou em 3 desses jogos.
Paulo Futre, Campeão Europeu de 1987, formado no Sporting e que representou o F C Porto durante 3 temporadas, Futre nos 6 confrontos directos com o Sporting, nas Antas e Alvalade, nunca marcou ao Sporting com a camisola do F C Porto para o Campeonato Nacional.

Ó Vítor, carago pá, deixa-os falar...


Vítor Pereira, ver aqui, no serviço público portista que o blog Portista Forever presta à comunidade azul e branca, veio dizer que tudo que tem sido dito pelo presidente, jogadores, adeptos - ele não disse, mas digo eu que adorei aquela tarja da invasão à aldeia -, etc., do Sporting, só vai servir para motivar o F.C.Porto. Concordo, eu também gosto deles assim, eufóricos, entusiasmados, cheios de papo e de bazófia, falando do melhor clube português como se estivessem falando de um qualquer Alba, por mais respeito que me mereça o clube de Albergaria-a-Velha, mas como gosto deles assim, calo-me bem caladinho e no domingo vê-se quem é quem.

Meus caros, se no campeonato as coisas, mesmo com um nível exibicional que tem deixado a desejar, têm corrido bem e lideramos o campeonato, na Champions League não é bem assim e perdemos dois jogos seguidos em casa, facto que sem ir confirmar, creio nunca ter acontecido desde que a prova mais importante da UEFA tem este nome. É natural, porque não estamos habituados, que estejamos tristes, desanimados, alguns já não acreditem que vamos seguir em frente - como disse num dos posts anteriores, não é o meu caso. Nada de mal, sempre houve e continuará a haver, os mais optimistas e os mais pessimistas. Mas há uma coisa que devemos ter sempre na memória, é que mesmo não sendo normal duas derrotas consecutivas e elas não tenham sido frente a duas equipas de menor valia, esta cultura de exigência só é possível porque de há mais de trinta anos a esta parte alguém, Pinto da Costa e quem o acompanha, colocou a fasquia neste patamar tão elevado. Portanto, se já temos de levar com aqueles que "gostam de nós", sempre prontos a extrapolarem os maus resultados, a criarem problemas, confundir, perturbar, dividir, ver portistas a terem o mesmo comportamento, alguns que nunca geriram um clube de bairro, colocarem em causa quem décadas de competência comprovada, a mim incomoda-me bastante e tenho de fazer um grande esforço para me conter e por nome aos bois.

Ontem os atletas das várias modalidades visitaram o Museu F.C.Porto by BMG - ver fotos. Só lhes fez bem, ver para conhecer o que é o F.C.Porto e no Museu está a História do F.C.Porto - talvez faça alguns perceberem o clube onde estão... Alguns adeptos, daqueles sempre prontos a puxar do gatilho nas horas más, deviam logo que possível também passar por lá e ver com atenção as diferenças, o antes e o depois. Quem sabe não teriam mais respeito e perceberiam a injustiça de certas coisas que dizem?

Hector Herrera e chapeau para as divagações de RPA


- Meu caro Hector Herrera, sejamos claros: foste ingénuo, aquilo que nós vulgarmente designamos de passarinho. E que passarinho! Primeiro, nem sequer devias ter ido para a barreira - porque ninguém te mandou sair dali para fora? Segundo, muito menos sair da barreira antes da bola partir, quando já tinhas amarelo. Mas agora não adianta chorar, desanimar, martirizaste, muito menos, culpares-te pela derrota. No F.C.Porto todos ganham, empatam ou perdem, ninguém é crucificado ou apontado a dedo. Como pudeste verificar, depois da tua saída a equipa uniu-se, foi solidária, teve carácter, uma grande atitude, todos deram mais um bocadinho e não merecíamos perder. Também acredito que depois do jogo ou no treino de ontem, apesar de uma chamada de atenção obrigatória - não podes, nem deves, voltar a fazer o mesmo e espero que tenhas aprendido a lição -, todos devem ter procurado animar-te, a ajudar-te a passar este momento difícil. Portanto, meu caro Herrera, como alguém disse, o que não nos abate, torna-nos mais fortes. É isso que esperamos de ti. Esquece o que se passou, levanta a cabeça e regressa mais forte. Tens valor, tens vontade, estôfo para seres importante no F.C.Porto. E como no futebol tudo muda muito rapidamente, se na terça foi um dia mau, quem sabe no domingo não será um grande dia?
 
Dito o que precisava de ser dito sobre Herrera, é importante dizer mais qualquer coisa, perguntar, como é possível que numa jogada de ataque do F.C.Porto, tenhamos perdido a bola e pior, permitido que Hulk, um jogador que conhecemos bem as características de força, potência e velocidade com a bola controlada, tenha recebido a redondinha à vontade e tenha embalado por ali a baixo, só sendo travado em falta e quase em cima da área?

 
Por gostei muito e merece ter ainda mais visibilidade, chapeau para as divagações de meu amigo RPA. 

"Divagações de RPA..."
«Lendo pelo facebook alguns comentários, pasme-se, pelos mesmos de sempre, pasme-se de novo, denegrindo o nosso Clube, relacionando o facto de ontem à noite, apesar do vendaval da Luz, mesmo assim terem jogado o seu jogo, ao contrário de, na época passada, em Setúbal, o nosso jogo de Campeonato ter sido adiado devido ao mau tempo... fazendo a partir de tal situação a comparação, evidentemente colocando-nos em causa, entre UEFA e Liga de Clubes... deu-me para perder algum tempo com algumas divagações acerca do referido tema, mas, sobretudo e fundamentalmente, tentar entender a origem intelectual e o que motiva a promoção desses comentários doentios...

Como é habitual, em alguns, há sempre e constantemente muita pedra atirada e esconder da mão, muita suspeita lançada, muito denegrir, levantamento de falsos testemunhos, desonestidade intelectual... dos adeptos do clube dos direitos adquiridos. Quando se trata de algo relacionado com o Porto, evidentemente é tudo obscuro, envolvido em suspeita, a conversa habitual. Quando relacionado com o seu clube, obviamente não passam de coincidências... A média por época de 15 jogadores expulsos/5ª amarelo no jogo anterior aos adversários; as constantes expulsões aos adversários (uma e muitas vezes duas por jogo) e branqueamento às habituais agressões dos seus próprios jogadores nesses mesmos jogos (Javi, Luisão, Cardozo, C. Martins, Maxi, Matic, D. Luiz, Coentrão, etc...); as constantes agressões inclusive de quem tecnicamente os dirige, branqueadas, para variar; as contratações cirúrgicas dias antes de jogarem contra eles (Marcel, Fonte, Jardel, Makukula, Faria, R. Duarte, etc...); as regulares artimanhas e emboscadas nos túneis, invasões (Braga, Luz, Feira...); tudo isso, obviamente e evidentemente, tratam-se apenas de coincidências... eles são os bonzinhos, os bons chefe de famílias, os expoentes máximos da verdade desportiva. Nada que uma boa propaganda não consiga proclamar, e como consegue. Há os bons, os sérios, os tais da verdade desportiva e, claro, os outros, os maus da fita, os malfeitores. Na década de 60 a taxa de analfabetos e parolos em Portugal andava na casa dos 40%. Ser benfiquista era algo dado como adquirido (em menor escala ser sportinguista), tal como ser católico, fazer a comunhão. Não havia escolha, estava instituído na sociedade, de Trás-os-Montes ao Algarve. Felizmente, hoje em dia, as pessoas são mais livres nas suas escolhas, têm possibilidade e acesso ao que bem entenderem, sem serem obrigadas a enviesarem os seus pensamentos para uma certa e determinada direção previamente instituída, por muito que a máquina de propaganda vermelha continue a todo o vapor a querer determinar e tomar como verdade. As pessoas escolhem o que bem pretendem e querem, têm outras opções, maior capacidade de resistirem ao pré-determinado. As pessoas são cultas, informadas, têm outros meios. A franja maior da atual "população" benfiquista advém dos anos 50 e 60, do Portugal analfabeto, cinzento, reles, fechado, dos “pequeninos”, dos conceitos pré-estabelecidos à medida dos interesses do “Império”, da sua Capital, das suas gentes. Não é portanto difícil compreender a lógica e mentalidade habitual da maior parte dos seus adeptos, a sua mentalidade reles e retrógrada de constante desresponsabilização e justificação dos seus constantes insucessos desportivos e contas miseráveis época após época, da perda dos seus direitos ilegitimamente adquiridos ao longo de décadas. Não é difícil também perceber como se reza o Amém por lá, e se veneram (ou venerou) gente do calibre de um Gaspar Ramos, Jorge Brito, Vale e Azevedo e, o maior de todos, o vigarista mor - Vieira. Sabemos que é duro e difícil para quem se achou sempre e eternamente “dono” de direitos adquiridos (como qualquer outra instituição lisboeta) ilegitimamente conquistados e presenteados ao longo de décadas, nesse mundo do quer posso e mando, sob e pelo protecionismo e incentivo da Capital do Império, Estado Novo, DGD, PIDE... de repente, em pouco mais de vinte anos, ver-se confrontado com um Clube (bem como também de outras instituições fora da capital) que teve a ousadia e coragem de enfrentar tal status-quo, colocando a sua força, a sua capacidade de luta, o seu saber, ao serviço de quem não se revê nesses mandos e desmandos da capital deste país centralista, o qual, não permite a ninguém, seja no desporto ou em qualquer outra área, ter o direito legítimo ao que é seu, ou pelo menos lutar e reivindicar, em igualdade de circunstâncias, por essa possibilidade. Felizmente para nós, adeptos de F. C. Porto, temos este baluarte, que nós dá a nós adeptos e simpatizantes, a certeza de um presente diferente e de um sonho para o futuro, real, bem real, de uma contínua luta pelo que é legitimamente nosso.»

Extrapolando o F.C.Porto 0 - Zenit 1 de ontem


Agora, com mais calma, mais a frio, importa dizer o seguinte:
Mesmo que a situação esteja muito complicada na Champions - temos de ir ganhar a S.Petersburgo para continuarmos na luta pelo apuramento... -, eu não atiro a toalha, eu acredito na passagem aos oitavos-de-final. Não porque sim, não porque sou um adepto irrealista, ajo com o coração e não com a cabeça, mas por convicção. Porque sou Porto e ser Porto é conhecer a História do F.C.Porto e essa História obriga-nos a confiar que enquanto for matematicamente possível, por mais difícil que seja a tarefa, desistir não faz parte do nosso ADN. Foi assim nos dois últimos anos e quando muitos já davam o título por perdido, foi assim em 2004/2005 e 2008/2009, como diz o Paulo Teixeira num dos comentários, quando a passagem em frente na Champions já parecia uma miragem. Em 2004/2005 à quarta jornada tínhamos 2 pontos, passamos em 2º lugar com 8; em 2008/2009 à terceira jornada tínhamos 3 pontos, perdido em casa com o Dínamo de Kiev na terceira jornada, fomos lá ganhar na quarta, acabamos a fase de grupos em 1º lugar. Nem preciso de dizer que esta minha convicção assenta no pressuposto que nos próximos jogos vamos ter um Porto igual ao de ontem: na atitude, no carácter e no espírito Dragão.

Eu também gostava que o F.C.Porto não vendesse ninguém e ainda se reforçasse. Mais do que eu, acredito, gostava o Presidente que sempre que é possível faz por isso. Fez em 1986/1987 quando tínhamos um plantel muito acima das nossas possibilidades; fez em 2003/2004 quando convenceu Mourinho e Deco a ficarem; ia fazê-lo em 2011/2012 se um rapaz que estava na cadeira de sonho, não abalasse a poucos dias de se iniciar a época. Mas na política desportiva do F.C.Porto, como já disse quinhentas vezes, não pode ser essa a regra. Não, a política desportiva do F.C.Porto é comprar bem, formar, valorizar, transferir... E é óbvio que esta política tem custos - se temos de abdicar dos melhores e se às vezes não conseguimos contratar quem se imponha logo, a integração demora mais tempo, temos problemas. É o que está a acontecer. Saíram Moutinho e James - jogadores de qualidade e que para além do seu valor, tinham 3 anos de F.C.Porto, com o que isso significa.. -, já tínhamos Defour e chegaram Herrera, Carlos Eduardo e Quintero. Ter o belga como já disse, não é a mesma coisa que ter o João e os outros, jovens com valor e potencial, precisam de tempo. Sendo assim, é difícil a nossa tarefa. Não nas competições internas, aí, com mais ou menos dificuldades, ainda vamos levando a água ao moinho e os danos têm sido pequenos, mas nas provas da UEFA, em particular na Champions. Na prova mais importante do mundo entre clubes, a exigência é muito maior e como temos visto esta época, frente a equipas de valor superior ou semelhante ao nosso, onde tudo se decide nos pormenores, o mínimo erro pode ser fatal, paga-se caro. Foi o que aconteceu nos dois últimos jogos. Às vezes as falhas de atenção, desconcentrações, alguma inexperiência, não têm consequências, outras, como se viu contra o Atletico de Madrid e o Zenit, fazem toda a diferença. Se a juntar a isso, não há aquela pontinha de sorte e a bola bate na trave e não entra... ainda pior.
Para mim isto é claro, está claro na minha forma de ver o F.C.Porto e de há muitos anos a esta parte. Obviamente que não há organizações perfeitas, nem homens infalíveis, podemos sempre melhorar. Para isso todos os contributos são bem-vindos, mas não é com crítica fácil, com soluções miraculosas ou dizendo mal de tudo e de todos, colocando tudo e todos em causa. Basta ter memória e no F.C.Porto nem precisa de ser comprida

Josué e Lucho:
Quando no post de ontem disse que o duo referido devia ter saído mais cedo, não é porque ache que jogaram mal, pelo contrário, quer o capitão quer Josué, fizeram um grande jogo - o Nº 8 provou que no meio, é outro jogador. Tem técnica, visão periférica, sabe ter bola, é capaz de fazer passes de rotura. Lucho é a referência da equipa, o toque de classe, o grande capitão. Sim, porque estavamos com menos um e isso obrigou ambos a desdobrarem-se, a acorrerem a vários lados e naturalmente, acusaram o desgaste. Josué porque pouco habituado a estes andamentos; Lucho porque já não tem a frescura de outros tempos. Pelas razões apontadas, o meio-campo e a partir do meio da segunda-parte, com excepção de um super-Polvo, começou a perder intensidade, organização, capacidade de trazer a equipa para a frente, Lucho e Josué começaram a chegar tarde às bolas e a fazer faltas, algumas junto da área. Josué saiu aos 75, Lucho após o golo do Zenit, aos 86. Para mim, Defour devia ter entrado mais cedo para o lugar de Josué; Lucho devia ter saído na altura, minuto 75, que saiu o ex-Paços. É jogar no totobola à segunda-feira? OK, cada um que pense o que quiser, esse foi o meu pensamento no estádio e foi bem audível.

Público do Dragão:
Já fiz vários posts sobre assobios e assobiadores, estão aí e quem quiser conhecê-los basta ir à barra de pesquisa, colocar assobios e pode ver o que penso sobre o assunto. Não vou, portanto, aprofundar, mas depois do que aconteceu ontem, importa dizer mais qualquer coisa. O público do Dragão é exigente, a isso foi habituado, mas percebe de futebol e é justo - também aqui há obviamente excepções. Ontem, mesmo perdendo, despediu a equipa com aplausos e com o suporte das claques, nunca deixou de dar ânimo, carinho e o estímulo que ela precisava para lutar e conseguir outro resultado. Ao contrário, mesmo ganhando ao Trofense, a equipa saiu apupada. Porque será? Para mim que conheço o público portista há dezenas de anos, desde o tempo do célebre Tribunal das Antas, porque, podemos sempre empatar ou até perder, mas temos sempre de sair do campo com a certeza que fizemos tudo para ganhar. Temos de ter sempre a certeza que quem veste a camisola do F.C.Porto a honra com profissionalismo, dá sempre o máximo.

Última hora:
Taça de Portugal, 4ª eliminatória, Guimarães - F.C.Porto e Benfica - Sporting

F.C.Porto 0 - Zenit S.Petersburgo 1. Numa grande prova de carácter, uma derrota muito injusta


Depois do haraquiri de Herrera que deixou o F.C.Porto com menos um desde o minuto 6 da primeira-parte, se o jogo já não era fácil, mais difícil ficou. Jogar com menos um jogador frente a uma grande equipa, com jogadores de grande qualidade e um Hulk em grande forma, era uma tarefa muito complicada, muito exigente, super-desgastante e que obrigava a que no bem tratado relvado do Dragão estivesse um grande Porto. E esse Porto esteve lá. Mesmo tendo perdido o jogo e ficando numa situação muito difícil para seguir para os oitavos-de-final, não tenho nada a recriminar ao conjunto azul e branco. Apoiados por um público excelente, que nunca se cansou de apoiar e que no fim soube reconhecer o trabalho dos pupilos de Paulo Fonseca, fomos uma equipa unida, concentrada - tirando uma ou outra excepção, Otamendi em particular -, tivemos atitude, carácter, períodos de bom futebol, em particular na primeira-parte e não merecíamos perder.
Mas se é verdade que não merecíamos perder e repito, não há nada a apontar à equipa; também porque a arbitragem com um critério que deixou muito a desejar, teve uma actuação que prejudicou o F.C.Porto; estarei a ser injusto se disser que Paulo Fonseca, na segunda-parte e partir de certa altura, foi demasiado passivo - concretamente a partir de meio da etapa complementar? Nestes jogos frente a equipas de valor semelhante à nossa, jogar tanto tempo com menos um nota-se muito, obriga a que cada um dos outros tenha de dar mais um bocadinho, o desgaste é maior e faz-se sentir mais nuns do que noutros. Por isso, com o Zenit a crescer e ter mais bola, circulando-a a toda alargura do campo e assim, obrigando os jogadores portistas a correrem mais, o meio- campo começou a vacilar, a perder organização, houve uma clara quebra física em Josué, em Lucho - quando o capitão baixa as meias, só quem está distraído não percebe o significado -, apenas esse "Monstro" chamado Fernando foi capaz de manter o nível. Com o nº8 a não conseguir segurar uma bola, sair a jogar, idem para Lucho - não tanto nas saídas, mais na marcação e recuperação -, com a agravante de El Comandante, por falta de pernas, ter originado dois ou três livres em zonas perigosas e com Hulk a marcar os livres, ainda pior, Paulo Fonseca hesitou demasiado. O técnico portista que tinha tirado e bem, um Licá ainda a ter dificuldade em soltar-se nestes jogos e metido Varela; ainda tarde, mas a tempo, metido Defour, para o lugar de Josué, demorou de mais a tirar Lucho, só o tirou e meteu Ghilas, quando o F.C.Porto já perdia.
A equipa, numa atitude louvável e grande demonstração de raça e crença, ainda reagiu, podia e merecia ter empatado nos últimos minutos, altura em que teve duas boas oportunidades, mas não conseguiu fazer justiça. Provavelmente estou a ser injusto, teríamos perdido na mesma com a saída de Lucho mais cedo, mas tenho a meu favor o facto de no estádio e quando faltavam vinte minutos, ter dito que era a hora do capitão dar a vaga. Lucho estava completamente exausto. Não foi assim e agora não adianta chorar, olhemos para a frente. Quando a equipa dá tudo, deixa tudo em campo, só nos resta aplaudir, deitar a tristeza para trás das costas e seguir em frente.

Notas finais:
Quando se perde assim, custa, mas não deixa mossa. Na Champions a situação está complicada, mas se em S.Petersburgo tivermos esta atitude, este carácter e esta qualidade, podemos fazer lá o que os russos fizeram cá. Já não seria a primeira vez que isso acontecia com equipas russas e dos seus vizinhos ucranianos - já fomos arrancar vitórias em circunstâncias terríveis, na neve de Moscovo e Kiev
Nas provas internas, atrevo-me a dizer, um Porto como o de hoje, é o grande favorito para ganhar o campeonato. É essa a lição que devemos retirar desta derrota amarga.
Grande força colectiva, grande solidariedade, um por todos e todos por um, hoje fomos Porto. Muita gente em grande nível, mas Helton, Mangala e Fernando e Jackson um bocadinho mais acima. Pela negativa, Herrera. Um jogador que já tem amarelo não vai para a barreira, muito menos sai da barreira antes da bola partir.

F.C.Porto - Zenit S.Petersburgo. Muito importante ganhar


Amanhã, mesmo sabendo que quem joga bem está mais próximo de ganhar e uma vitória com uma boa exibição dá moral e confiança para o futuro, é um dos tais jogos que pela sua importância e pelo valor do adversário, mais importante que tudo, o que é preciso é conquistar os 3 pontos. Frente a uma equipa que lidera destacada o campeonato russo, recheada de bons jogadores, com um meio-campo e um ataque de grande categoria; uma equipa perigosíssima nas transições ofensivas e onde o "nosso" Hulk e o "rafeiro" Danny, têm um papel fundamental a marcar e a assistir o ponta-de-lança - deve jogar Kerzhakov -, sem esquecer Shirokov que aparece muito bem na zona de finalização vindo de trás; é fundamental uma equipa portista a jogar no máximo das suas capacidades. Concentrada e atenta na organização defensiva; com um meio-campo equilibrado na função de marcar, recuar ou avançar conforme as circunstâncias; e um ataque que procure com velocidade e criatividade, explorar algumas debilidades defensivas da equipa de S. Petersburgo. Também, porque tem acontecido no passado recente, não podemos ser fortes durante apenas uma parte do jogo e ser fracos na outra, temos de ser constantes e equilibrados na qualidade exibicional durante os 90 minutos. Resumindo, temos de ser um Porto das grandes ocasiões, dentro e fora do campo, é preciso que as grandes noites europeias voltem ao Dragão. Vamos lá malta, sabendo da importância que a Champions representa para o F.C.Porto, uma vitória deixa-nos em situação privilegiada, com os oitavos à vista. E deixa-nos mais fortes, confiantes e moralizados para o futuro.
 
Árbitro Paolo Tagliavento  (ITA)
Árbitros assistentesMauro Tonolini  (ITA) , Lorenzo Manganelli  (ITA)
Árbitros assistentes adicionaisPaolo Mazzoleni  (ITA) , Paolo Valeri  (ITA)
Quarto árbitroAlessandro Giallatini  (ITA)
Delegado da UEFAPetr Fousek  (CZE)
ObservadorManuel Diaz Vega  (ESP)

Lista de convocados:
Guarda-redes, Helton e Fabiano;
Defesas, Danilo, Maicon, Otamendi, Mangala e Alex Sandro;
Médios, Fernando, Lucho, Herrera, Quintero, Defour e Josué;
Avançados, Jackson, Ghilas, Ricardo, Varela e Licá.

A minha equipa provável:
Helton, Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Defour e Lucho; Varela, Jackson e Josué.

Dossier de imprensa 
Antevisão de Paulo Fonseca 
Antevisão de Lucho González 

Curiosidades e estatísticas em torno dos jogos do F.C.Porto frente a equipas da Rússia e ex-U.Soviética.
Nas 5 décadas e meia de participações do F C Porto em provas da UEFA, várias vezes o F C Porto se cruzou com equipas da ex-U.Soviética e posteriormente da Rússia.
No Século XX nunca o F C Porto defrontou equipas da Rússia, mas em 1984, Donetsk foi escala para Basileia e em 1987, Kiev foi estação de passagem para Viena, ambas cidades da Ucrânia da antiga U.Soviética. Só neste Século tivemos passagens pela Rússia e apenas nos ultimos 10 anos. Vamos ver quando, que adversários defrontamos, resultados respectivos e em que prova da UEFA: época 2004/05, Liga dos Campeões (fase de grupos): CSKA Moscovo 0-0 no Dragão e vitória por 1-0 em Moscovo; época 2006/07 Liga dos Campeões (fase de grupos): CSKA Moscovo 0-0 no Dragão e vitória por 2-0 em Moscovo. na época 2010/11, Liga Europa (Oitavos Final): CSKA Moscovo, vitória por 2-1 no Dragão e nova vitória por 1-0 em Moscovo. época 2010/11, Liga Europa (Quartos Final): Spartak Moscovo vitória por 5-1 no Dragão e nova vitória em Moscovo por 5-2. Época 2011/12, Liga dos Campeões (fase de grupos): Zenit empate 0-0 no Dragão e derrota em S Petersburgo por 1-3.

Balanço de 10 jogos/eliminatórias com equipas da Rússia:
Defrontamos por 5 x equipas da Rússia, o CSKA em 3 ocasiões, o Spartak e Zenit uma vez cada.
Registam-se 6 vitórias para o F C Porto, 3 empates e apenas uma derrota e justamente com este Zenit (Fucile com certeza se recordará...), o F C Porto marcou nesses 10 jogos 18 golos e sofreu 7 golos.
No Dragão (todos esses jogos foram disputados no Dragão), o F C Porto regista 2 vitórias e 3 empates.
Na Rússia, o F C Porto acúmula 4 vitórias, e apenas uma derrota e com este Zenit.
Balanço este francamente positivo para o F C Porto, excepto no confronto directo com o Zenit. Mas se é verdade que a tendência era positiva no histórico com o At. Madrid, essa tendência alterou-se, vamos concerteza inverter esse registo anterior com o Zenit!

Ontem, no Programa Prolongamento, Eduardo Barroso foi igual a si próprio: intelectualmente desonesto e rasteiro. Utilizando como estratégia a meia verdade, dizendo umas coisas e omitindo outras, o nosso conhecido Dr.Cutty Sark passou para a opinião pública uma imagem que quem não conhece a verdade, até pode pensar que Pinto da Costa, em 2003, tinha elouquecido. A propósito das declarações de Bruno de Carvalho, sobre a idade do Líder portista, Barroso atirou-se aqueles que tinham criticado o novo D.Sebastião leonino, dizendo que por um lado, ele, Barroso, nunca atacaria ninguém pela idade, mas dizendo a seguir que ninguém se tinha incomodado quando Pinto da Costa chamou bêbado a Filipe Soares Franco. Mentira! Houve muita virgens ofendidas que na altura, tal como Barroso agora, se mandaram ao ar, criticando com veemência Pinto da Costa, omitindo as razões pelas quais se deu o bate boca, o Presidente do F.C.Porto reagiu, sem utilizar a palavra bêbado, note-se.
Como Manuel Serrão não disse nada e para quem não conhece o que se passou, fique a conhecer a verdade, eu explico.
Pinto da Costa tinha uma óptima relação com Soares Franco quando este era vice-presidente do Sporting, foi pois com surpresa e revolta que tomou conhecimento da declaração do responsável leonino, que disse, acho que em Itália, para atacar o PC, o seguinte:
«Ouvi dizer que o Papa estava a morrer. Ele faz esta semana 25 anos de legado e o senhor Pinto da Costa já vai com 21.»
Como quem não  se sente não é filho de boa gente, Pinto da Costa não gostou e reagiu, dizendo:
«Este senhor é indigno de representar Portugal numa comitiva de futebol, porque ofendeu o espírito da maior parte dos portugueses que têm uma admiração pelo homem, pelo Papa, ainda que tenha atenuantes devido à hora a que proferiu as declarações.»

Portanto, foi isto que se passou. Pinto da Costa apenas reagiu a uma declaração de mau gosto, com outra, mas sem nunca utilizar a palavra que Barroso ontem utilizou. Como ambos são pessoas de bem, rapidamente sanaram o problema, as relações entre os dois normalizaram-se e ainda perduram.
Esta é a verdade dos factos. Barroso, mais uma vez, tem sido uma constante no seu comportamento, foi rasteiro e intelectualmente desonesto. Mas a estratégia de Barroso, é a que utilizam muitos e de há muitos anos a esta parte. Se for preciso omitir, branquear, dizer meias verdades e até mentir... faz-se. O que é preciso é denegrir Pinto da Costa e para isso todos os meios estão justificados.

Exigência consciente


A exigência e ousadia de um Líder, Pinto da Costa, predestinado e que foi logo absorvida pelos portistas, transformou o F.C.Porto, o futebol portista em particular e colocou o gigante da Invicta num patamar que muitos julgavam impossível. No F.C.Porto quando jogamos mal assumimos as nossas responsabilidades, corrigimos, seguimos em frente. Da nossa cultura não faz parte chorar sobre o leite derramado, dourar a pílula, arranjar desculpas esfarrapadas. Não branqueamos as más exibições destacando jovens de grande potencial - e até temos alguns...-, como se já fossem os melhores do mundo, porque não gostamos de desviar as atenções do essencial, tapando o Sol com uma peneira. Esse não é e espero que não venha a ser no futuro, o nosso estilo. E porque não foi assim que construímos o nosso sucesso.
Serve esta introdução para responder a um amigo - e a todos os que pensam como ele -, que hoje de manhã e depois de ler o post do jogo de ontem, me questionou, perguntando:  
- Não estás a ser demasiado exigente? 
A minha resposta saiu rápida:  
- Demasiado exigente, frente ao Trofense, último classificado da 2ª Liga e que tem no meio-campo dois jogadores, Tiago e Hélder Sousa, cuja soma das idades é de 74 anos, 38 do primeiro e 36 do segundo? Poupa-me!
- Mas eles nunca saíram de lá de trás, defenderam-se com todos e isso criou-nos dificuldades. Não te podes esquecer que a nossa equipa tinha muitos jogadores que raramente jogaram juntos, portanto, sem entrosamento e sem conjunto.
- Olha, mas não é assim que jogam 90% das equipas que nos visitam nas provas nacionais? E sendo assim, não temos de ser mais pressionantes, mais intensos, mais rápidos pensar e a executar, mesmo que hajam limitações de entrosamento e conjunto, como foi o caso de ontem?

Meu(s) caro(s), a minha exigência é consciente, não é, nem nunca foi excessiva. Já passei temporadas consecutivas a comer sardinhas e carapaus, já tive épocas recheadas de belos manjares e estou preparado para tudo. Tenho a noção da realidade e das dificuldades que tivemos, por exemplo, frente ao Atletico de Madrid e a consciência do que nos espera na próxima terça-feira no jogo com o Zenit. Não gostei de perder com os espanhóis, mas em jogos com equipas de valor semelhante, não vou à espera de grandes recitais, nem faço grandes exigências, apenas que façam tudo para ganhar. Agora frente a adversários claramente inferiores, como foi o caso de ontem e de alguns no passado recente e menos recente, aí é outra coisa, exigia-se mais da equipa do F.C.Porto. Se nós e os que dirigem, treinam e jogam, se contentarem com tão pouco, em jogos desta natureza, então algo vai mal no reino do Dragão.

Nota final:
Andebol, Champions League, F.C.Porto 22 - Dunkerque 21. Grande vitória! 


Aqui, com os agradecimentos à Ana Ferreira do Portista forever, entrevista de Antero Henrique ao jornal O JOGO.

F.C.Porto 1 - C.D.Trofense 0. Evolução na continuidade


Continuidade porque ganhamos, justamente, indiscutivelmente - era o que faltava!... -, o objectivo de passar à 4ª eliminatória foi conseguido, mas também houve continuidade na exibição que foi fraquinha, fraquinha, principalmente na segunda-parte. Ora como este jogo serviu como uma espécie de treino, um ensaio para o jogo de terça-feira e como costuma dizer-se que após um mau ensaio, vem um bom espectáculo, frente ao Zenit vai ser diferente, vamos jogar muito melhor e estar à altura das exigências.
Que dizer mais? Que até tivemos largura, Ricardo na direita e Varela na esquerda, mas quando a bola é metida na zona de finalização é o ponta-de-lança contra o mundo? Que tivemos o domínio total, mas foi muito para ao lado e para trás, muitos toques, pouca contundência e objectividade no ultimo terço do campo? Que apesar do domínio que referi e muitos ataques, oportunidades foram poucas, flagrantes apenas uma de Ghilas que bateu num defesa quando ia para golo nos primeiros 45 minutos e outra de Fernando já ao minutos 90+3 e daí a escassa vitória? Que gostei de D.Reyes e Ricardo e não desgostei do miúdo da B, Victor Garcia?  
Que esperava mais de Ghilas, embora a falta de ritmo seja notória e como disse antes, a vida de ponta-de-lança no F.C.Porto é difícil? Que Carlos Eduardo tão recuado no duplo-pivot parece-me um desperdício e hoje então nem se fala? Que Quintero faz coisas do arco da velha, mas continua a jogar num campo pequenino e precisa de alargar o raio de acção? Que Fabiano não teve nada que fazer até aos minutos finais e aí porque os colegas fartaram-se de lhe passar bolas para ver se ele era bom a jogar com os pés e ele ainda tremeu um bocadinho? Que dos mais antigos gostei de Kelvin que entrou muito bem e Defour apenas para serviços mínimos? Que Danilo e Alex Sandro estavam com a cabeça no Hulk e companhia? Que Maicon naquela postura de "craque" me irrita pra carago? Que Varela foi decisivo? E como os últimos são os primeiros, Fernando fez um jogão e pelo que jogou merecia ser feliz ao 90+3? É, é bem melhor não dizer mais nada...

Notas finais:
Mais de 20.000 espectadores hoje no Dragão, alguns pela primeira vez. Será que voltam? Eu na terça-feira lá estarei, mas sou doutros tempos...
Meus caros, este estado de espírito é só hoje, amanhã já não é nada.

Parabéns ao Hóquei, mais um título, mais uma Supertaça. Quantas são, quantas são?
 

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