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terça-feira, 14 de março de 2017

Nota para os adeptos do F.C.Porto que foram a Turim:
Vocês foram muito grandes. Obrigado!

Havia uma montanha de categoria especial para escalar, uma desvantagem grande que era preciso anular. Portanto, só uma performance de nível elevadíssimo, daquelas que ficam para a história, permitiria chegar ao topo com passaporte para a etapa seguinte. Havia quem acreditasse que era possível, havia quem realisticamente não tivesse a mesma crença, só pedisse uma prestação digna e que terminada a escalada não ficassem marcas para o futuro. Prevaleceu a lógica, passou com justiça o mais forte. Se esta eliminatória em condições normais, já pendia claramente para o lado do campeão italiano, em condições anormais, como foi o caso - no conjunto das duas mãos, ter de jogar mais do equivalente a um jogo completo, com menos um -, era impossível fazer melhor. Mas foi uma prestação que não belisca em nada o prestígio do F.C.Porto, no jogo de hoje, o F.C.Porto até podia ter empatado.

Não seria especulativo pensar que marcar primeiro, colocar pressão, dar a sensação que era capaz e assim perturbar uma equipa de alto nível e muito experiente, era a única hipótese que o F.C.Porto tinha de conseguir aquilo que para muitos era uma tarefa impossível.
Entrando de início com o onze previsível, Casillas, Maxi, Felipe, Marcano e Layún, Danilo, Óliver, André André e Brahimi, André Silva e Soares, o F.C.Porto viu a Juventus entrar melhor e mais perigosa - muito porque André Silva não fechava e permitia as subidas de Alex Sandro. Aos poucos, muito por obra de Danilo e Óliver no meio-campo e Brahimi na esquerda, o conjunto de Nuno Espírito Santo(NES) foi equilibrando, tendo bola, chegando ao último terço do campo, embora sem criar grandes problemas a Buffon. Não durou muito esse equilíbrio, os italianos a partir dos 25 minutos começaram a dominar, foram superiores, ameaçadores. Apostando na largura, nessa altura em particular pela direita, onde o duo Daniel Alves e Quadrado se distinguia com cruzamentos perigosos, por duas vezes Mandzukic e Dybala estiveram próximo do golo. Os Dragões, por sua vez, já sem grande capacidade para se soltarem, iam procurando aguentar. E já com o intervalo à vista e o nulo a persistir, chegou o fatídico minuto 42: canto, má abordagem na zona central, bola no segundo poste, remate para golo. Maxi em desespero, atira-se à bola, corta com a mão um lance de golo iminente, penalty, cartão vermelho, Juventus na frente. Se com onze já poucas dúvidas existiam, a partir daí terminaram definitivamente.

Para a segunda-parte, com a eliminatória praticamente perdida e com menos um, mais que tudo era fundamental minimizar danos, evitar um resultado que abalasse o moral das tropas para o futuro. NES mexeu e bem, tirou André Silva, fez entrar Boly para o centro da defesa, Marcano passou para a esquerda, Layún para direita, um trio no meio-campo, André André, Danilo e Óliver, na frente Brahimi e Soares. A equipa ficou equilibrada, manteve a segurança defensiva, na posse da bola procurou sair a jogar, criou uma grande possibilidade para empatar quando Soares sozinho e com tempo para tudo, na cara de Buffon, atirou rente ao poste. Era um bom início e se foi verdade que o campeão italiano esteve por cima, controlava e criou perigo, também é verdade que o F.C.Porto nunca foi uma equipa perdida. O conjunto de NES com uma defesa que garante segurança e dá tranquilidade - Marcano e Felipe foram enormes, Boly não destoou, os laterais foram o elo mais fraco - , com a ajuda de um tampão chamado Danilo e André André crescendo no jogo, teve sempre critério, nunca se banalizou e teve outra clara oportunidade para marcar ao minuto 82, desta vez foi Diogo Jota - tinha entrado para o lugar de Brahimi aos 67 minutos. aos 70 saiu Óliver e entrou Otávio, também a pensar no jogo de domingo - que desperdiçou um golo cantado. Depois e até final, nada mais de relevante aconteceu, a partida terminou com uma vitória da Juventus que se pode considerar justa, mas o F.C.Porto pela atitude, pelo carácter e pela forma como soube lutar contra o infortúnio, merecia marcar e se empatasse...

Nota final:
Depois de em Agosto ter ultrapassado no play-off um grande adversário, os também italianos da Roma e entrado na prova rainha da UEFA, terminou hoje em Turim a participação do F.C.Porto na Champions. Estamos fora, mas sem dramas, do jogo de hoje só pode sobrar cansaço, pois a forma como os Dragões se bateram não envergonham ninguém. Acho que atendendo aos factos que aconteceram no jogo, a equipa do F.C.Porto até sai reforçada de Itália para o que resta da época. Com menos um mais de 45 minutos, frente a uma grande equipa e perder pela diferença mínima... não causa mossa, pelo contrário...


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