Archive for janeiro 2022
F.C.Porto 2 - C.S.Marítimo 1. Vitória justa de um bom Porto até ao golo dos insulares. Depois...
Após uns dias de turbulência com a saída de Luis Díaz como pano de fundo, a que se juntou algumas ausências importantes, o F.C.Porto conseguiu manter-se na senda dos êxitos, a vantagem para os seus perseguidores - aconteça o que acontecer nos jogos de Sporting e Benfica -, segue o seu caminho que só não é sereno e tranquilo por culpa de algumas decisões de quem dirige o clube, decisões que, para mim, nem fazendo um enorme esforço, se tornam compreensíveis.
Entrando com Diogo Costa, Bruno Costa, Mbemba, Fábio Cardoso e Wendell, Otávio, Grujic, Vitinha e Pepê, Fábio Vieira e Evanilson, o F.C.Porto encontrou um Marítimo bem organixado e posicionado, sempre pronto a sair para o ataque. Dragões por cima, com muita bola, mas com dificuldades em criar perigo, muito por culpa de algumas más opções e decisões. Só que de repente, uma brilhante jogada de combinação, terminou num golo espectacular de Evanilson, depois de uma assistência também ela notável de Otávio, iam decorridos 18 minutos. Poderiam ter empatados os insulares, após uma péssima abordagem de Mbemba e Bruno Costa.
Portistas continuaram a trocar bem a bola, conseguiram algumas belas iniciativas, mas enfeitaram demasiado, muita cerimónia na hora de rematar e por isso a vantagem mínima foi-se mantendo. Era preciso ser mais objectivo e contundente nos últimos 25 metros.
O intervalo chegou com 1-0, resultado que castigava a forma demasiado adornada como a equipa de Sérgio Conceição abordava os lances de ataque.
O treinador do F.C.Porto mexeu, aos 63 minutos saíram Fábio Vieira e Pepê, entraram João Mário e Francisco Conceição, mas as melhorias não foram nenhumas. O futebol dos portistas continuava demasiado tricotado, bem como pouco eficiente. Muita bola, pouco perigo.
Aos 71 entrou Zaidu e saiu Wendell - o brasileiro começava a sentir dificuldades para travar as investidas dos adversários -, o terceiro não aparecia, o espectro do empate pairava.
Já perto dos 90, saiu Bruno Costa, entrou Toni Martínez, o Marítimo tentou, não teve oportunidades, mas obrigou a equipa de Sérgio Conceição a ter até ao fim todas as cautelas.
Resumindo, vitória justa de um bom Porto até ao golo dos verde rubros. Depois...
F.C.Porto 3 - F.C.Famalicão 1. Vitória natural, liderança reforçada
A jogar em casa frente ao Famalicão, esta época aquém das expectativas e a ter de lutar muito para se manter no principal campeonato do futebol português, o F.C.Porto tinha a possibilidade de aumentar a vantagem para o Sporting - derrotado pelo Braga, em Alvalade. Com uma primeira-parte melhor do que a segunda, os Dragões não desperdiçaram a oportunidade, venceram por 3-1, passaram a liderar com seis pontos de vantagem para o Sporting.
Entrando de início com Diogo Costa, Bruno Costa, Mbemba, Fábio Cardoso e Wendell, Otávio, Uribe, Vitinha e Luis Díaz, Fábio Vieira e Evanilson, e frente a um adversário muito recuado, a equipa de Sérgio Conceição entrou dominadora, teve muita bola, circulou bem, mas faltava contundência no último terço - até ao golo de Otávio, minuto 25, não houve praticamente nenhuma oportunidade clara.
A vencer, o F.C.Porto continuou na mesma toada, voltou a marcar no minuto 37, obra de Luis Díaz - grande passe do autor do 1° golo -, chegou ao intervalo com uma vantagem que, não sendo decisiva, era tranquila e corolário da sua manifesta superioridade.
Na segunda-parte os azuis e brancos perderam fulgor, quase se limitaram a gerir, o Famalicão melhorou, mas sem causar grandes problemas aos portistas. Taremi que tinha entrado para o lugar de Fábio Vieira - iam decorridos 70 minutos -, aos 78 sofreu e converteu o penálti, colocou o resultado em 3-0, se ainda existissem dúvidas sobre o vencedor, com esse golo elas ficaram completamente dissipadas. Daí até final ainda entraram Francisco Conceição e Pepê, para os lugares de Evanilson e Luis Díaz - minuto 79 -, Grujic substituiu Vitinha - em cima do 90 -, Uribe exagerou a forçar o amarelo e acabou bem expulso - porque vai para a selecção já estava fora do jogo com o Marítimo, mas não limpou, mantém os quatro amarelos -, o Famalicão ainda fez o ponto de honra, o jogo terminou com a vitória justa e indiscutível do líder do campeonato.
Nota final:
Ainda falta muito campeonato, a vantagem para o 2º classificado é boa, mas é preciso estar atento, não facilitar, embandeirar em arco, manter o espírito e o rumo
BSAD 1 - F.C.Porto 4. Começou mal, mas acabou bem
Depois do empate do Benfica e frente a um adversário que lhe tem criado algumas dificuldades nas últimas épocas, o F.C.Porto venceu sem espinhas, manteve a liderança isolada e aumentou a vantagem para o 3º classificado.
Entrada em falso, um golo oferecido, BSAD na frente do marcador - tu queres ver que o F.C.Porto frente a um adversário fraco, sem identidade, sem adeptos, sem estádio, que é último classificado no campeonato e já vai no terceiro treinador, vai voltar a complicar, a história de perder pontos no Jamor vai repetir-se?
Reacção começou a desenhar-se antes da expulsão, com a expulsão intensificou-se, Evanilson fez o 1-1, Taremi marcou, mas o VAR e bem, anulou, voltou a marcar, mas o árbitro marcou falta, resultado ao intervalo era um empate que castigava a entrada pouco inspirada da equipa de Sérgio Conceição, hoje substituído no banco por Vítor Bruno.
Na segunda-parte as coisas continuaram a melhorar, Evanilson bisou e consumou a reviravolta, Taremi, após passe açucarado de Fábio Vieira marcou e desta vez valeu. Mais tarde Evanilson numa noite de grande fulgor, fez um hat-trick, deu cor à vitória justíssima dos portistas - Ainda deu para Luis Díaz falhar um penálti.
Tudo somado, mais três pontos, mais uma vitória clara, numa exibição que começou mal, mas acabou bem.
Duas notas finais:
Saúde-se e aplauda-se os milhares de portistas que num domingo à noite estiveram no Jamor no apoio à sua equipa.
Aplauda-se também a estreia dos jovens da equipa B, João Mendes e Gonçalo Borges no campeonato.
F.C. Vizela 1 - F.C.Porto 3. Vitória justa, objectivo cumprido, numa exibição que não foi famosa.
Após mais uma ameaça de adiamento por efeitos do Covid e que, tal como no Estoril, voltou a não se confirmar, F.C.Vizela e F.C.Porto defrontaram-se nos quartos-de-final da Taça de Portugal. Os portistas venceram e estão nas meias-finais onde vão defrontar o Sporting.
Estas notícias, adia-se, não se adia, não têm jogadores, mas depois já têm, parece que tem feito mal à equipa do F.C.Porto, que entra mal e depois sofre.
Entrada completamente a dormir da equipa do F.C.Porto e nem o efeito de marcar cedo, minuto 8, por Uribe, acordou a equipa de Sérgio Conceição. O Vizela que entrou bem no jogo, aproveitou esse marasmo, empatou e colocou justiça no resultado iam decorridos 24 minutos. Com o empate, os da casa recuaram, o F.C. Porto teve mais bola, mas a qualidade do futebol pouco mudou, continuou lento, mastigado, de toques e toquezinhos, poucas vezes a baliza do Vizela correu perigo.
Resultado ao intervalo era justo. Castigava a má exibição dos portistas, premiava o bom jogo e determinação dos vizelenses.
Estoril 2 - F.C.Porto 3. Reviravolta contra a farsa e a pouca vergonha. Inchem, mas não rebentem...
Frente a um Estoril, completo! e que, segundo o seu treinador, afinal sempre quis jogar - isto há coisas curiosas....-, F.C.Porto, depois da derrota do Sporting e com possibilidades de liderar isolado, entrou de início com Diogo Costa, Corona, Mbemba, Fábio Cardoso e Wendell, Otávio, Uribe, Vitinha e Luis Díaz, Taremi e Evanilson, venceu de reviravolta após uma 1ª parte muito aquém das expectativas
F.C.Porto começou por cima, mais posse, mas um futebol mastigado, previsível, desinspirado, sem contundência no ataque, sem dinâmica no meio-campo, defesa apanhada em contra-pé e com alguns jogadores muito abaixo do que exigia, sendo Wendell o caso mais flagrante. O Estoril defendeu bem, saiu com organização e critério para o contra-ataque, marcou um golo que o VAR e bem, invalidou. Ficou o aviso, aviso que os portistas não levaram a sério e por isso foram castigados. Aos 38, Arthur com a colaboração de Mbemba, adiantou os canarinhos, Wendell atingiu o pico mais baixo da sua exibição ao minuto 42, cometendo penálti claro, Franco aumentou o marcador. E assim, com surpresa apenas para quem não estava a ver, Dragões foram para o intervalo a perder por 2-0, castigo justo para 45 minutos muito fraquinhos.
Na 2ª parte o F.C.Porto entrou com vontade de mudar o rumo dos acontecimentos e mudou.
Logo aos 49 minutos Taremi reduziu, surgiram mais algumas oportunidades claras para empatar e que o guarda-redes dos estorilistas evitou, por volta da meia-hora os Dragões baixaram o ritmo, o Estoril que jogou sempre muito bem, aos 63 ameaçou com um golo que foi e bem, invalidado. Era preciso dar um abanão, ele foi dado, as substituições começaram com a saída de Corona e a entrada de Pepê, continuaram com a saída de Vitinha e Evanilson para as entradas de Fábio Vieira e Toni Martínez e terminaram com a saída e Fábio Cardoso para entrar Francisco Conceição, e o F.C.Prto voltou a subir de rendimento. É verdade que correu riscos, mas chegou ao empate aos 84 por Luis Díaz, à vitória já perto dos 90, com Francisco Conceição a ser o herói, marcando o golo da vitória que isola os portistas na frente do campeonato com 3 pontos de vantagem para o 2º classificado.
Nota final:
Foi uma vitória contra a farsa, contra um comportamento absolutamente miserável do Estoril - que tem de ser investigado. Quem joga assim, preparou muito bem o jogo, não podia andar a falar de adiamentos, dizer que não tinha as mínimas condições para jogar - e com a colaboração de alguma comunicação social sem escrúpulos, ética e vergonha na cara. Destaque para o panfleto da queimada e as lixeiras da Cofina, mais alguns escroques que comentam nas televisões.
