Archive for maio 2013
Afinal o "morto" está vivinho da silva e brinca ao cão e ao gato
Em Junho de 2007, a propósito de declarações de Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira teve uma frase de péssimo gosto sobre o Líder do F.C.Porto, "É o estrebuchar do morto". Ora, passados 6 anos, o "morto", para além de ter ganho 5 campeonatos contra apenas 1 de Vieira, agora brinca ao cão e ao gato com o presidente do Benfica. Vieira, um líder fraco, sem força nos orgãos sociais e com medo das reacções dos adeptos, anda a hesitar há meses sobre a atitude a tomar em relação a Jorge Jesus. Kadaffi dos Pnéus quer fechar o ciclo, como prova ao facto de fazer juras de amor eterno ao seu treinador, sem nunca consumar o casamento, mas tem medo que o Mister Chiclete venha para o F.C.Porto. Mais, o medo é tanto que Vieira está disposto a reforçar os poderes de um treinador perdedor, fragilizado e contestado. Nos entretantos Pinto da Costa, vivinho da silva e coração recauchutado, goza à fartazana.
Vi aqui que José Mourinho quer Mangala no Chelsea. Não sei se é verdade, mas sei que o defesa internacional francês, ao serviço do F.C.Porto, é o tipo de jogador que José Mourinho gosta. Mangala é jovem, bom profissional, tem qualidade, carácter, raça, tanto pode ser central, como lateral e até trinco. É esquerdino - factor a ter em conta...-, bom no futebol aéreo, rápido, tem consciência que ainda está a crescer e por isso, disponível para aprender, enfim, um jogador que um treinador com a filosofia de José Mourinho, com pouca paciência para primas donas, valoriza e gosta de ter ao seu serviço. Ouvi na Bola Branca uma entrevista de Mangala e o jogador francês fala um português quase correcto. E isso tem um grande significado e diz tudo sobre o central do F.C.Porto e que apesar da badalação, quer continuar de Dragão ao peito. Que diferença para algumas vedetinhas, tipo Atsu, que deve tudo ao F.C.Porto e que acha que o seu pé é demasiado grande para um tão pequeno sapato. Estaremos atentos ao futuro do jovem ganês. Não tenho memória de nenhum jovem que tivesse deixado o F.C.Porto, desde Tinaia até Coelho, que tenha provado que sair do F.C.Porto foi uma boa opção.
O lixo da queimada, para meter veneno, até fez uma excepção à regra de capas vermelhas, para dar destaque às pseudo relações extremadas entre o Sporting e o F.C.Porto.
"Sporting inflexível: Moutinho rende 4,7 milhões".
Mas o que tem o F.C.Porto a ver com isso? O Fundo de Solidariedade é da responsabilidade do clube comprador. Logo, vão-se queixar a quem comprou. Mas atenção, antes de irem para a FIFA vejam bem se têm os direitos que julgam ter. O "Guardanapo" também queria tudo e mais alguma coisa, fez queixa à Liga, Federação, UEFA, FIFA e depois, para além de ir receber ao Totta, ainda vai ter de pagar...
Mais: "Relações extremadas com portistas e Rolando deixa de ser hipótese".
O Sporting não tem dinheiro para pagar o que Rolando ganha; o jogador é do F.C.Porto e tem contrato por mais dois anos; e apresentam as coisas como se o clube de Alvalade fosse fazer um favor ao F.C.Porto, mas fez birra e já não faz?
Estes tipos da queimada estão completamente passados. Tinham pouca noção do ridículo, mas azia do quase triplete acabou com o pouco que ainda lhes restava.
Josué e James, tantas semelhanças!
Josué regressa ao F.C.Porto. E é uma contratação que me agrada muito.
Jovem, apenas 22 anos, português, da nossa formação, tecnicamente evoluído, com um enorme potencial e um pé esquerdo que até escreve, Josué é um bom rebelde e é o tipo de jogador que chamo de "ranheta" - antigos jogadores criados no futebol da rua, sempre com ranho no nariz e a limpá-lo às mangas da camisola... -, que me agrada. Se tiver calma, a cabeça no lugar e disposição para aprender, mais paciência para esperar, pode ter um grande futuro no F.C.Porto - e quem sabe, daqui a algum tempo dar o salto, não para um clube melhor, mas que pague melhor? Para além do que referi, olho para Josué e vejo tantas semelhanças com James e não é só no facto de ambos serem esquerdinos. Não, é porque ambos podem jogar nas faixas; ambos gostam de a partir daí, procurar zonas interiores; ambos podem jogar na chamada posição 10; ambos são bons nos lances de bola parada, cantos e livres; ambos são bons nos passes de rotura; e se não são goleadores, marcam golos.
É uma afirmação ousada, mas que assumo e fica para memória futura:
- Josué vai rapidamente fazer esquecer James Rodríguez.
Parece que também Licá vem para o F.C.Porto. Não o conheço bem e como disse em relação a Carlos Eduardo, só os vi nos jogos frente ao F.C.Porto e nesses jogos os meus olhos quase só vêem os jogadores portistas. Portanto, faço o que faço sempre: desejo-lhes as boas-vindas e espero para ver, dando, como sempre, o benefício da dúvida.
Dos 6 jogadores já contratados, Diego Reyes, Ricardo, Tiago Rodrigues, Josué, Licá e Carlos Eduardo, ressalta o facto de serem quatro portugueses, todos ainda jovens e que jogam no campeonato português. Agrada-me, embora e como já referi anteriormente, cada vez mais temos de nos preparar par planteis maioritariamnete com jogadores de todo o mundo. Desde que sejam bons profissionais...
Nota final:
Tinha um post alinhavado sobre o treinador do F.C.Porto na próxima época. Não tenho nenhum indício que me leve a pensar que não vai ser quem penso, mas como no futebol, o que é verdade hoje, pode ser mentira amanhã, se esperar mais um dia ou dois, não se perde nada.
As razões porque não gostaria de ver Jorge Jesus no F.C.Porto
Acabada a brincadeira, terminado o merecido gozo - hoje gozamos, amanhã somos gozados, o futebol é isto e o resto é conversa -, falemos de coisas sérias.
Porque tem toda a credibilidade, não pela bazófia, mas pela obra feita e perto de 30 anos a ganhar, mais do que nos atreveríamos a sonhar; porque, como se viu ainda agora nas eleições que tiveram lugar no sábado passado, é um Líder incontestável e incontestado; no F.C.Porto presidido por Pinto da Costa manda quem pode e obedece quem deve. Assim, tem o clube todo direito e toda a legitimidade para contratar, um dia, Jorge Jesus. Não será por isso que deixarei de ser portista, sócio e até o lugar anual - só deixarei se esse dinheiro me fizer falta para o essencial. Mas, para mim, isso significaria, mais que engolir um sapo ou um elefante, seria engolir um Jardim Zoológico. As razões são as que se seguem.
Cultura do eu versus cultura do nós.
Isto é, Jorge Jesus é muito eu, o F.C.Porto é muito nós. No Dragão o mérito é dividido por todos, o demérito também. Jorge Jesus, não, raramente o vemos a fazer mea-culpa, nunca tem responsabilidades de nada, há sempre razões que não têm a ver com ele quando algo corre mal. Por outro lado, quando tudo corre bem está sempre a puxar dos galões e muitas vezes chega ao cúmulo da vaidade para reivindicar méritos. Um exemplo: o golo de Lima no Benfica - Sporting. A jogada é muito bonita, é um golo que levanta um estádio, mas é fruto da inspiração individual de um jogador, Gaitan e não como disse Jesus, aquilo é trabalhado. Não, as jogadas de inspiração individual não se ensaiam, nem se treinam, são coisas de momento. Ninguém imagina o Artur Jorge vir dizer que o golo de calcanhar de Madjer, na final de Viena, foi obra do treino...
Jesus é conflituoso.
Já assistimos e por diversas vezes, Jesus a entrar em campo e envolver-se com jogadores, treinadores e até árbitros, no final do jogo. Enquanto treinador do Benfica isso nunca lhe trouxe qualquer consequência grave, mas no F.C.Porto que ao contrário do clube do regime, não conta com o silêncio comprometido e branqueador de uma comunicação social de cócoras, caíria o Carmo e a Trindade.
Jesus cansa os jogadores.
As reacções de Cardozo na final da Taça de Portugal a que se junta a reacção de Enzo Pérez em Amesterdão, são sintomas que Jesus cria anti-corpos nos jogadores, cansa-os de tal maneira que depois acontecem reacções, a quente, é verdade, mas que são sintomáticas de um mau estar. Um treinador que passa os 90 minutos a gesticular e a gritar para dentro do campo, já não faz sentido. Tudo é tratado no treino, durante o jogo o treinador tem de corrigir, mas esporadicamente, não passar 90 a gritar para dentro do campo. Só perturba, enerva, deixa os jogadores sem a tranquilidade para tomar as melhores opções. No Benfica, todos acham piada a essa forma de estar, no F.C.Porto seria criticado. Jankauskas teve uma frase que define bem Jesus: precisa de 2 horas para dizer o que José Mourinho diz em 20 minutos.
Jesus é arrogante e prepotente, para além de fanfarrão
São por demais as atitudes de arrogância, prepotência do actual treinador do Benfica. Desde o quem não gostava de 5-0, quando o F.C.Porto foi goleado pelo Arsenal e na antevisão de um jogo do Benfica. Os quatro dedos apontados e a gozar com Manuel Machado quando o resultado era de 4 para o Benfica e 0 para o Nacional. O limpinho, limpinho, quando tudo tinha sido sujinho, sujinho. Quando as coisas lhe estão a correr bem ninguém o segura. Acho que estas atitudes demonstram uma certa forma de estar, o carácter fanfarrão e truculento de JJ.
Discurso muito pobre.
Não consegue construir uma frase sem dar umas valentes calinadas. Agora acham-lhe piada, até lhe chamam doutor do povo, diz as coisas certas, com as palavras erradas, etc., se estivesse no F.C.Porto, ui que gozo! e não seria só por parte dos adeptos do Benfica...
Não tem fair-play.
Os exemplos de pedir a Artur e Ola John para se atirarem para o chão e queimar tempo, são sintomáticos e nunca mereceram da parte daqueles que falam muito do fair-play qualquer reacção. Ao contrário e isso é sintomático do que seria no F.C.Porto, do que aconteceu há anos com Paulinho Santos, fortemente criticado quando saiu de maca e fez sinal para o banco que estava tudo bem. Também nunca foi capaz de dar os parabéns ao F.C.Porto e ao seu treinador pelos títulos conquistados, desde que treina o clube do regime.
Cultura de exigência limitada.
Como disse aqui, apelidar a época de brilhante, quando ainda não tinham ganho nada, é um conceito completamente antagónico à cultura do F.C.Porto e teria produzido uma reacção de repúdio nos portistas. No F.C.Porto as épocas só são brilhantes quando se ganham títulos e não pequenos títulos. Uma Supertaça, Taça de Portugal ou Taça da Liga, sem uma prova internacional ou sem o campeonato, nunca seria uma época boa, muito menos brilhante. Uma época igual à do Benfica seria um problema complicadíssimo de gerir, mesmo num clube de sucesso e que é hegemónico no futebol português - aguenta mais facilmente um ano sem ganhar.
Modelo, sistema, qualidade de jogo, gestão física e mental.
O modelo de jogo das equipas de Jesus, é atractivo, naquele futebol de ataque em turbilhão, mas contra equipas limitadas nas suas ambições, com carências e sem meios para discutir os jogos. Nas competições europeias, esta época, na Champions, falhou, na Liga Europa teve boas prestações, mas também teve alguma sorte e continua sem títulos. O sistema varia entre o 4x2x3x1 e o 4x4x2. Curioso que o sistema que Jesus diz que é mais fácil de anular, o 4x3x3, sistema do F.C.Porto, tem quase sempre dado água pela barba a Jesus. Mais, o treinador do Benfica sofre do complexo Fecepê, entra com medo, altera tudo. Sintomático esta época, quer na Luz quer no Dragão, Vítor Pereira ganhou a Jesus antes, durante e após os jogos. Saiu deles sempre por cima. Também não é despiciendo concluir que sendo Jesus o mestre da táctica, perdeu no Dragão a 2 minutos do fim, depois de um lançamento de linha lateral no ataque, porque a equipa estava completamente desorganizada e foi apanhada em contra-pé na sequência de um contra-ataque.que deu a vitória ao F.C.Porto. Idem na final da Liga Europa. Também no tempo de descontos e após um canto, falharam totalmente as marcações. É verdade que o Benfica teve vários jogos com vitória e nota artística, mas para além de ser frente a equipas das ditas pequenas, muitas vezes e porque dava jeito, as exibições foram extrapoladas, nunca tiveram em conta factores que permitiram o brilho encarnado. O Benfica foi a equipa que mais vezes jogou contra adversários em inferioridade numérica. A gestão física e mental da época, mais uma vez, não foi a melhor. Não cedeu em Março e em Abril, mas cedeu em Maio e com um grande estrondo. Jesus foi campeão no primeiro ano de Benfica e na primeira metade da época esteve de facto muito forte, mas só ganhou o campeonato na última jornada, em sofrimento e sabe Deus como. Não, não falo do caso túnel que colocou o melhor jogador do F.C.Porto, Hulk, fora do campeonato e impediu o F.C.Porto de lutar até ao fim pelo título, mas falo do túnel de Braga que deixou a equipa da cidade dos arcebispos sem o sem jogador chave, Vandinho e Mossóro ter depois partido a perna. Esta época foi o que se viu. Frente a um F.C.Porto com o pior plantel dos últimos 10 anos, com um ponta-de-lança com 23% de incapacidade no banco - enquanto o Benfica se deu ao luxo de nem contar com A.Kardec... -, com jovens como Kelvin, Atsu, Abdoulaye, Sebá e até Tozé a serem chamados à liça, Jesus depois de desperdiçar uma vantagem de 4 pontos, falhou novamente.
Valorização de activos.
Jesus valoriza activos, é verdade, mas como quase todos os treinadores o fazem. Depois, umas valorizações são mais rentabilizadas e têm mais impacto que outras e isso não depende de Jesus, depende do empresário que trata dos negócios. Jorge Mendes, como se vê agora nas vendas de J.Moutinho e James, também transformou o mal-amado Vítor Pereira num grande valorizador de activos. E há mais prontos a partir e por bons preços, assim queiram os responsáveis do Tri-campeão.
Notas finais:
Não digo que Jesus não tem virtudes, tem com certeza, mas não tantas como se apregoa por aí. Como já disse e repito, quem está no Benfica é muito mais valorizado, badalado e exaltado que quem está no F.C.Porto, desde jogadores até aos treinadores, passando pelos dirigentes.
Há quem diga que Jorge Jesus no F.C.Porto com a estrutura do F.C.Porto seria diferente naquilo que tem de pior e que apontei no post. Tenho dúvidas. Ele sempre foi assim, não acredito que vá mudar agora.
Portanto, pesando os pós e contras, JJ no F.C.Porto? Não, por favor, senhor Presidente. Eu sei que o senhor gosta de mostrar e provar que quem não ganha nos outros, ganha no F.C.Porto. OK, mas isso já está mais que provado, não precisa de mais nenhum exemplo.
Meu Bernardezinho, meu pequeno princípe que tanto me fazes lembrar o Rui Barros... Será possível ver-te de Dragão ao peito?
Carta de solidariedade ao freteiro com calo no cu como o macaco, Delgado
Caríssimo freteiro com calo no cu como o macaco, Delgado, acabou a época e depois de tantas expectativas criadas e porque sei que estás a sofrer horrores - a úlcera crónica, provocada por mais de 20 anos de azias e o calo cada vez maior e mais inflamado, meu Deus, tanta comichão!, não te devem dar tréguas -, venho por este meio manifestar-te a minha e acredito que de todos os portistas, solidariedade e oferecer-te o meu ombro para chorares. Ao mesmo tempo peço-te, por tudo quanto é sagrado, para continuares a trilhar o caminho do rigor, da isenção e a exaltares quem de facto merece ser exaltado. Não desistas amigo. Podíamos viver sem os teus editoriais a gozar com a opção de Pinto da Costa por Vítor Pereira; sem as tuas ironias quando as coisas correm bem ao SLB; ou sem os teus sempre equilibrados ases e duques? Seguramente que podíamos, mas não era a mesma coisa. Um abraço e mais uma vez a minha, nossa solidariedade que podes estender à esmagadora maioria da redacção da bola, mas em particular ao baninho, ao traumatismo ucraniano Paralvas e acima de todos, ao Guerra... mas sem esquecer o Kasparov.
Ah, freteiro, se eu adivinhasse nos números do euro milhões, como na certeza do que sai daí, estava riquíssimo. Tal como previa, lá está o elogio a Bruno de Carvalho pela resposta a Pinto da Costa, no ases e duques de hoje. Mas deixa que te diga, se fosse eu que mandasse, o Bruninho ainda ia ter mais motivos para apurar o seu finíssimo sentido de humor. É que sendo o F.C.Porto preso por ter cão e preso por não ter, isto é, tanto é criticado se agir correctamente, como agir erradamente, eu tinha vendido o João Moutinho por 11 milhões de euros e o Sporting não recebia nem mais um cêntimo. Nós não somos o paizinho, nem mãezinha do Sporting, não temos que defender os seus interesses e portanto, tinha ido ainda mais longe... Quem sabe se não era agora que Benfica e Sporting se fundiam?
Pragal Colaço, João Malheiro, Rui Gomes da Silva, Sílvio Cervan, José Nuno Martins, Afonso de Melo, Leonor Pinhão e tantos outros, figuras públicas que deviam ter tento na língua e cuidado na escrita, mas que passam a vida a vomitar ódio contra o F.C.Porto, merecem tudo que lhe está a acontecer.
Eu avisei em 22 de Março
Nunca um treinador foi tão endeusado em Portugal como o actual treinador do Benfica. Exterminador Implacável, Catedrático, Mestre da Táctica e agora, Doutor do Povo, são alguns dos epítetos que nem os mais carismáticos e com currículos assinaláveis, técnicos portugueses, alguma vez tiveram. Jorge Jesus é o génio da lâmpada, o rei sol do futebol luso, aliás, tenho dúvidas que tenha havido futebol em Portugal antes do Mister Chiclete ter chegado ao clube do regime... São tantas e tantas as loas com que somos diariamente bombardeados, que até chega ao ponto de alguns entendidos dizerem que mesmo não ganhando o campeonato ou a Liga Europa, Jesus continuará no Benfica. Se é assim, porque ainda não renovou? Estão à espera do quê? É simples: se não for campeão ou ganhar a prova da UEFA, Jesus não fica no clube do regime. E os que agora o elevam aos infinitos, serão os mesmos, como se viu no passado, que vão crucificar Jesus. Ponto final...
Agora, apenas acrescento que se me dessem a possibilidade de escrever um guião para esta época, não iria tão longe no castigo ao Benfica. Mas hoje, como aconteceu no Dragão e em Amesterdão, toda arrogância foi castigada.
Pois é, agora pede ajuda ao Luís Filipe Vieira ou ao panfleto da queimada
Enquanto esperamos pela final da Champions League que promete ser um grande espectáculo; pela final da Taça de Portugal, que nunca teve tanta badalação; por saber quem vai ser o treinador que vai tentar conduzir o Dragão ao tetra - há quem diga que está tudo relacionado com a partida de amanhã no Jamor -, nos despedimos com pena de mais dois grandes jogadores, João Moutinho e James Rodríguez que deixam o F.C.Porto; e o Presidente, em dia de reeleição, pisca o olho a Rui Patrício, falemos do "Guardanapo".
Embalado pelo canto de algumas sereias que chafurdam no chiqueiro da queimada, sempre disponíveis para darem todo o destaque a quem quiser "bater" no F.C.Porto - já estão a meter veneno sobre a transferência de João Moutinho e os calimeros vão na onda, não aprendem nada e continuam a ter reacções de clube de bairro -, Carlos Pereira, presidente do Marítimo e conhecido pelo "Guardanapo" - a foto que encabeça o post, explica porquê -, sem razão e sem necessidade, comprou uma guerra com o F.C.Porto, mas não só e agora está em muito maus lençóis - ver aqui.
Tudo começou com a transferência do jogador Pepe para o F.C.Porto, jogador que depois foi transferido para o Real Madrid. O F.C.Porto pagou ao clube madeirense o que tinha de pagar, mas o "Guardanapo" queria mais. Como não recebeu, criou problemas quando do interesse portista por Kléber - não veio na altura pretendida... - e com ajuda dos mesmos de sempre, fez um grande barulho, ameaçou e recorreu para tudo quanto era sítio, UEFA, FIFA, Liga, FPF. Nunca viu ser-lhe reconhecida razão e pior, foi condenado a pagar 2,53 milhões de euros aos brasileiros do Atlético Mineiro. Com a teta do Governo Regional seca, sem capacidade para gerir sem essas verbas, resta ao "Guardanapo" duas hipóteses: uma pedir ajuda ao seu grande amigo Luís Filipe Vieira - talvez um novo negócio, tipo Makukula..-, ou então pedir ajuda ao panfleto da queimada.
O anti-portismo vende, dá destaque e 15 minutos de fama a qualquer pingarelho. OK, mas quando se trata de resolver os problemas nos locais próprios, aí fia mais fino, nunca o F.C.Porto é apanhado em contra-pé. Nem cá dentro, mas principalmente, lá fora, onde a justiça não é produzida por pavões vaidosos e petulantes. Fica a lição. Que o novo presidente do Sporting não vá pelo mesmo caminho do "Guardanapo" e não se deixe influenciar pelo canto de sereias que chafurdam em alguns chiqueiros, nem pela ânsia de protagonismo por parte de alguns "notáveis" sempre prontos a deitar faladura.
Hoje é dia de eleições no F.C.Porto. Como entendo que é mais importante votar que assinar a lista de recandidatura, já cumpri o meu dever. Apesar de ter chegado na altura em que Pinto da Costa estava a dar entrevistas à porta do pavilhão e havia alguma agitação, foi muito rápido.
Há três anos votaram tão poucos associados que o F.C.Porto nem publicou os resultados. Hoje espero que votem mais, mas se não votarem que o clube diga quantos votaram. Mais uma vez a chamada comissão para a recandidatura fez muito pouco ou nada pela mobilização dos sócios.
Desta vez e ainda bem, há resultados
Se eu fosse benfiquista - Deus me livre e guarde!
Olhava para o F.C.Porto com o respeito que merece um grande clube, um clube bem dirigido, com uma cultura de sucesso, ganhadora, com uma massa adepta apaixonada, cada vez maior, ao fim e ao cabo, olhava para o F.C.Porto como um rival terrível. Mas isso sou eu, os benfiquistas não são assim. Agarrados a um passado bafiento e a preto e branco; endeusados por uma comunicação social de cócoras, sem sentido crítico e que tudo faz para agradar aos "6 milhões" e vender papel; o Benfica desde que percebeu que deixaria de reinar a seu belo prazer, partiu, com a ajuda de alguns peões de brega, de que o melhor exemplo é essa aberração chamada Rui Gomes da Silva, para as mais vergonhosas campanhas com o objectivo de denegrir a imagem daqueles que lhe fazem frente. Porque é o melhor e é aquele que há mais anos impede o Benfica de ganhar, o F.C.Porto é a principal vítima dos ataques caluniosos, baixos, sujos. Como paradigma, todos os portistas se lembram e acredito, não perdoam, foi a tentativa miserável de afastar o campeão 2007/2008 da Champions. Esta época, então, foi possível verificar toda a arrogância benfiquista e da máquina de propaganda que a suporta. Quando ainda não tinham ganho nada, já ninguém os aturava e segurava, já pisavam em cima de tudo e todos os que não comungam dos seus ideais - imagine-se o que teria acontecido se a tripleta sonhada, mas, felizmente, não concretizada, tinha acontecido? Tínhamos de passar semanas sem ler jornais, ouvir rádio, ver televisão. É este Benfica arrogante, populista, megalómano, incapaz de reconhecer o mérito e a competência dos outros, defeitos que se acentuaram com Vieira na presidência (*), que fomenta o anti-benfiquismo, divide o país, não permite uma rivalidade saudável e desejável. Não, não é o F.C.Porto e os portistas que têm complexos de inferioridade em relação ao Benfica. É o contrário, é a mania das grandezas do clube da Luz que não suporta que o dito clube da província, regional, "pequeno" lhe faça frente e lhe ganhe tantas e tantas vezes. Todos os pretextos servem para nos atirar com a marca, com os muitos milhões, com tudo... Coitados, não percebem que isso ainda valoriza mais os nossos triunfos. Ganhar aos davides, é normal, ganhar aos golias, e há 30 anos, é muita chicha!
Concluindo, Vieira, o bazófias do seu treinador e a esmagadora maioria dos benfiquistas, perderam e nunca mereceram tanto perder. Tiveram tudo a seu favor, a três jornadas do fim tinham 4 pontos de avanço, dois jogos em casa e dependiam apenas deles para ganhar o campeonato. Festejaram antes do tempo, foram incompetentes e lá foi o campeonato. Olharam para dentro, fizeram auto-crítica, concluíram que perderam por culpa própria? Não! Esqueceram almeidas, capelas, baptistas, jogadores pretendidos, apalavrados e nunca concretizados, árbitros pressionados e agarraram-se a um erro do árbitro no Paços de Ferreira-F.C.Porto para voltar à cassete do costume. Foram os árbitros, o sistema, foi tudo, menos a sua incapacidade e o mérito do F.C.Porto... Mesmo quando e em três dias de exuberância portista, a grandeza, a mística e a cultura de vitória da Instituição F.C.Porto, ficou bem expressa.
(*) - Verídico
Quando o F.C.Porto foi jogar pela primeira vez a Alverca, na altura presidido por Luís Filipe Vieira, os responsáveis do F.C.Porto e porque conheciam a ligação dos dirigentes do clube ribatejano ao Benfica, iam na expectativa de como iriam ser recebidos. Foram recebidos principescamente, com uma Limousine à espera de Pinto da Costa e seus pares. A partir daí estabeleceu-se uma excelente relação entre clubes e entre os seus responsáveis, relação que levou muitas vezes PC e LFV a estarem juntos e nas mesmas trincheiras, sobre várias questões do futebol português. Tudo mudou quando Vieira foi para o Benfica, no mandato de Manuel Vilarinho e para o homem forte do futebol. Vieira deixou de ser amigo de Pinto da Costa no dia anterior a ter entrado no Benfica. Que cada um tire as suas conclusões. Eu há muito tempo que tirei as minhas...
Confirmação oficial dos negócios João Moutinho e James, aqui.
45 milhões pelo colombiano e 25 pela maçã podre.
Obrigado Incrédulo
Prémio Kompensan/Rennie, 6ª edição, época 2012/2013
Como sempre acontece quando o F.C.Porto é Campeão - quando não é, o prémio fica para mim - o Dragão até à morte leva a efeito mais um Prémio Kompensan/Rennie, desta feita, na 6ª edição. Aliás, desde que existe o blog - Abril de 2007 - é a sexta vez que se disputa o Troféu o que é sintomático da superioridade portista e as crises de azia que essa superioridade vai provocando por aí. Tal como no ano passado são 11 os nomeados - uma equipa de futebol...- a votação durará 10 dias e os vencedores das edições anteriores, Pedro Sousa, José Manuel Delgado, Domingos Amaral, Rui Gomes da Silva e Rui Santos não vão a jogo. Assim e para esta edição, os nomeados são:
Carlos Daniel, jornalista da RTP;
Hugo Gilberto jornalista da RTP
Fernando Guerra, jornalista do panfleto da Queimada;
João Gobern, paineleiro benfiquista;
João Querido Manha, jornalista TVI e lixo da manhã;
Leonor Pinhão, colunista do panfleto da Queimada e CM;
Sílvio Cervan, colunista do panfleto da Queimada
Vítor Serpa, jornalista e "director" do panfleto da Queimada;
João Malheiro paineleiro da televisão lixo da manhã;
Paulo Garcia jornalista da SIC;
Octávio Ribeiro director do lixo da manhã.
Meus caros amigos, como podem verificar, o contador está completamente passado, agora e depois de tantos terem votado, só marca 28 votos. Não sei vale a pena continuar...
Há, pelo menos, uma pergunta que é óbvia: quem vai ser o treinador?
João Moutinho e James no Mónaco
Somos um clube grande, mas de um país falido. Como não temos por trás nenhum magnata de dinheiro fácil e para nos mantermos competitivos, temos de comprar bem, formar, valorizar e transferir com mais valias. Graças ao nosso profissionalismo, organização e competência, temos conseguido isso, ano após ano e é assim que somos um clube ganhador, de sucesso, um caso de estudo a nível internacional. Portanto, diria que as saídas de João Moutinho e James para os franceses do Mónaco, é mais do mesmo, outros entrarão, crescerão e sairão, é esse o nosso destino. Mas, meus caros amigos, é um triste e doloroso destino. Depois de Falcao, Hulk, ver partir agora, dois dos nossos melhores jogadores, é dose, deixa marcas, dá vontade de desistir. Claro que é um grande negócio, 70 milhões de euros - ainda não sabemos os termos e isso é importante ( o Sporting tem 25% de mais valias acima de 11 milhões de euros, no caso de João Moutinho) -, mas mesmo que arranjemos bons substitutos, não é a mesma coisa. É preciso sempre tempo para perceber o clube, a nossa marca, o nosso modelo... É mais um grande desafio a quem dirige o F.C.Porto.
O campeonato só acabou no domingo e a agitação já é grande... Vai ser um defeso do carago...ai, carago não, carago!
James:
«O F.C.Porto é grande, mas há maiores e eu quero continuar a conseguir coisas importantes»
É, o Mónaco é bem maior que o F.C.Porto... mas apenas na carteira do Dimitri Ryboloviev.
Desejo a ambos a melhor sorte do Mundo. Chegaram quase sem currículo, saem recheados de títulos. A maçã, então, não só não era podre, como era da melhor qualidade.
Mas ouvi agora no Porto Canal que assinou por 4 anos pelo F.C.Porto...
Não
costumo acompanhar jogos das outras equipas, mesmo quando jogam frente
ao F.C.Porto só tenho olhos para os nossos jogadores, mas já me disseram
que é muito bom. Vamos aguardar que se confirme. O Porto é outra
exigência, outra responsabilidade, muito mais pressão. Como sempre, vou esperar para ver.
Entretanto, bem-vindo Carlos Eduardo
Balanço da época, Vitor Pereira, o treinador bi-campeão
Todos os que passam pelo Dragão até à morte sabem perfeitamente qual foi o meu posicionamento em relação a Vítor Pereira nestes dois anos que o treinador leva de F.C.Porto. Está em variadíssimos posts e basta colocar o nome do treinador na barra de pesquisa que ficam a saber tudo o que disse sobre o técnico bi-campeão. Sendo assim, não vou recuar aos primeiros tempos de Vítor Pereira como técnico principal do F.C.Porto; nem às dificuldades de ter de substituir um treinador que tinha ganho tudo e que abandonou a cadeira de sonho a oito dias de começar a época; nem ao tempo que Vítor Pereira teve a tarefa hercúlea de lidar com vedetas de ego inchadíssimo que queriam sair e depois se sentiram orfãos do seu mentor, André Villas-Boas - curiosamente, tirando C.Rodríguez que ía jogando uns bocaditos e ganhou alguma coisa, o que ganharam os outros? - e em vez de ajudarem quem vinha de novo e tinha uma tarefa gigantesca pela frente, resolveram ter comportamentos vergonhosos, alguns, porque já é passado, nem vale a pena recordar. Também já dei para o peditório do Iturbe, não são uns fogachos e de vez em quando, que me fazem mudar de opinião. Vou falar desta época, época em que a qualidade exibicional melhorou bastante e tivemos alguns jogos muito conseguidos. Pelo grau de dificuldade, cito em particular os da Champions, frente ao PSG e ao Málaga no Dragão.
Tivemos outros menos conseguidos, mas mesmo nesses fomos conseguindo ganhar e no único jogo que não vencemos em casa, Olhanense, só não ganhamos porque faltou eficácia e até um penalty falhamos. Para além desse jogo, tivemos dois resultados comprometedores, empates, note-se, em Alvalade e no Funchal - mais uma grande-penalidade decisiva, falhada. Mas mesmo assim, quando tudo parecia fugir, o andor carregado e as capelas todas iluminadas, tivemos o grande mérito de nunca baixar os braços, acreditamos até ao fim, quando foi preciso mostrar de que massa somos feitos, mostrámos, fomos campeões sem derrotas. Portanto, principal objectivo da temporada conseguido e Vítor Pereira bi-campeão. Na principal prova do futebol europeu, a UEFA Champions League, atingimos os oitavos-de-final, patamar que depois de 2004 e só por uma vez, foi ultrapassado - quartos-de-final, com Jesualdo em 2008/2009. Aqui chegados, a questão que se coloca é: deve Vítor Pereira continuar? A minha resposta é...depende! Se o F.C.Porto pensa em fechar um ciclo, tem possibilidades de encontrar alguém, não de topo, daqueles caros, muito badalados e que já passaram por grandes clubes europeus, mas alguém já com provas dadas e que quer dar um passo em frente num clube que para além de jogadores, projecta treinadores para as melhores equipas e melhores campeonatos europeus, então sim é bom para o clube e para Vítor Pereira que sai por cima, ganhador, deixa as portas abertas para o futuro. Se não tem essa possibilidade e as alternativas são Domingos Paciência, José Peseiro, Paulo Fonseca, Rui Faria ou e vad retro Satanás, Jorge Jesus, então, meu querido Vítor Pereira! Mas atenção, Vítor Pereira a continuar não pode ficar a ideia que é porque aceita tudo que lhe põem no prato, não faz ondas, não exige nada. Não, têm de ser dadas ao Mister melhores condições, isto é, mais e melhores alternativas para o plantel. Se sair um titular dos indiscutíveis, tem de entrar alguém teoricamente, pelo menos, de valor semelhante e depois, têm de ser preenchidos algumas lacunas do plantel e que já falei no post anterior. Vítor Pereira não pode vacilar neste ponto. A cobrança vai aumentar, ao mínimo deslize a instabilidade e a contestação regressa e o treinador tem de ter os meios para que a cobrança seja mais justa, não fique a ideia que lhe faltam ovos, como aconteceu esta época.Meus caros amigos, até há dias tive a sensação que independentemente de conquistar ou não o título, Vítor Pereira saía. Fiquei com essa sensação após a eliminatória frente ao Málaga. Porquê? Por o seguinte: é verdade que os mínimos foram conseguidos e apesar do sonho, temos de ser realistas, ninguém exigia ganhar a Champions. No entanto, quando saiu o Málaga e depois da nossa superioridade no jogo da 1ª mão, as aspirações, legítimas, eram de seguir em frente. Não conseguimos e para mim, nesse momento importante da época, na altura que podia dar um grande passo em frente, Vítor Pereira ficou a marcar passo. Faltou liderança na abordagem ao jogo da Andaluzia, apesar de atenuantes - lesão de Moutinho, um jogador nuclear; James estar muito abaixo das suas capacidades e estar a regressar de uma lesão grave; e Defour ter sido expulso. Porque digo isto? Simples: depois do jogo frente ao Estoril, antes de Málaga, que ganhámos 2-0, resultado conseguido nos primeiros 13 minutos, houve sinais claros de abaixamento notório, relaxamento, uma abordagem ao resto do tempo de jogo errada. E o que fez Vítor Pereira? Em vez de dar um murro na mesa, alertar, dizer que a jogar assim, seríamos eliminados, não fez nada disso, encolheu-se, falou em poupança. Na altura aqui e aqui, senti o perigo, deixei indícios de preocupação, infelizmente estava certo. Um treinador tem que ter uma relação cordial, amiga e de apoio aos seus jogadores, mas há momentos que, até para bem deles, tem de ser duro.
Neste momento, as sensações já são diferentes, acho que Vítor Pereira vai ficar. Nunca será um treinador com o carisma, nem com um discurso motivador, mobilizador, galvanizador de outros que já passaram pelo F.C.Porto. Mas é um profissional sério, trabalhador, competente e um portista como nós. Se sair desejo-lhe as maiores felicidades e que tenha todo o sucesso no clube para onde for. Se ficar, cá estarei, com respeito, objectividade e de forma construtiva a elogiar ou a criticar, conforme o caso.
Pois, pois, alguém que por dois anos consecutivos atira a toalha e dá os parabéns ao Benfica quando o campeonato, como se provou, ainda não estava decidido, vir falar na nossa cultura de vitória, só dá uma enorme vontade de rir. Ahahahah!- Ó Miguel, se fossem todos como tu, bem tínhamos desistido antes do tempo e estes dois últimos títulos tinham ido para o galheiro.
Balanço da época, a estrutura
Porque os balanços fazem-se no fim, obviamente, sem deixar que a euforia nos tire o discernimento e partindo de um princípio que nem sempre tudo está bem, só porque acabou bem. A pior coisa que podemos fazer e refiro-me à estrutura que dirige o F.C.Porto, é pensar que para a próxima época, tal como aconteceu nesta que ontem terminou, com mais ou menos dificuldades, voltaremos ganhar. Não podemos pensar assim e mesmo não acreditando que quem dirige o F.C.Porto pense assim, deixo algumas reflexões sobre erros cometidos e que gostaria de não ver repetidos.
Primeiro, temos de deixar de ser um clube silencioso, que só reage em desespero e voltar a ser um clube atento, guerreiro, de luta e combate. Foi assim que chegamos até aqui, é essa alma que se foi perdendo, que temos de recuperar. Não pode, nem deve ser apenas o treinador na antevisão ou após os jogos, a falar. Pior ainda se o treinador não for um grande comunicador e as mensagens não saírem com a clareza pretendida. Tem de haver alguém a chegar-se à frente.
Segundo, temos de criar dinâmicas diferentes de motivação, galvanização e mobilização que levem mais gente ao Dragão, apesar da crise profunda que atinge Portugal e em particular, o Norte do país. É preciso mais proximidade com os sócios que não pertencem às casas do F.C.Porto e às claques. Um clube de sucesso, dominador e com tantos títulos, apesar de tudo que referi, não pode perder público nos jogos em casa.
Terceiro, mesmo compreendendo que só existe um plantel; que a equipa B serve de viveiro à A; e que não somos um clube rico, portanto, um clube que pode ter dois jogadores de valor semelhante para cada lugar; e sendo assim, não me chocam algumas adaptações - por exemplo, atrás, Mangala a lateral-esquerdo e Maicon circunstancialmente a lateral-direito; há lugares específicos onde não pode haver facilitismos. Não podemos ter como alternativa a Jackson, Liedson, um jogadores incapaz de jogar mais que 20 ou 30 minutos e que pediu um indemnização por incapacidade de 23%; não podemos ter, numa equipa que faz do seu sistema preferencial o 4x3x3, apenas e para as alas, Varela e os jovens que ainda na época passada estavam no Rio Ave, Kelvin e Atsu. Idem para o meio-campo, onde continuo a pensar, a contratação de Izmaylov não me parece feliz. Se João Moutinho é claramente um jogador à Porto, o russo parece-me claramente um corpo estranho, a antítese do jogador à Porto. Tudo correu e acabou bem, mas tivemos jogos e de grande importância, por exemplo o jogo da Luz, em que o banco era à base de jovens ainda a crescer e sem experiência para confrontos de grande responsabilidade. Isto quando em dois anos consecutivos perdemos Falcao e Hulk, jogadores fundamentais e só o primeiro foi substituído e no segundo ano. Valeu que Jackson chegou, viu e venceu. E se Cha Cha Cha se tem lesionado? Ou não tem rendido tanto, facto perfeitamente natural em quem só agora chegou ao futebol europeu?
Também a equipa B precisa de mudar. Se queremos que a equipa B seja o viveiro onde se abastece a equipa principal, temos de dar uma volta aquilo. Temos de colocar gente que seja exigente, capaz de dizer aqueles jovens o que é o F.C.Porto e que somos um clube que pode não ganhar sempre, mas tem de deixar tudo em campo para ganhar sempre. Como é possível que um jogador de 36 anos, José António, corra mais, tenha mais vontade e determinação que alguns jovens de vinte, vinte e poucos anos? Por outro lado, se compreendo que o sistema, modelo e filosofia da equipa secundária tenha tudo a ver com a equipa principal, tem que haver liberdade para quem dirige, mudar e adaptar a equipa, sistema, modelo, tudo, ao que a ocasião justifica e vi jogos em que fiquei com muitas dúvidas que era assim. Exemplo: F.C.Porto - Freamunde. A perder 2-0 ao intervalo, quando já na segunda-parte Rui Gomes mexeu, tirou um ponta-de-lança e meteu outro, tirou um médio criativo e deixou lá o trinco. Os famosos processos não podem ser cartilhas que têm de se respeitar integralmente.
Tenho respeito e consideração por Rui Gomes, mas acho que para a equipa B é preciso alguém com um perfil mais Porto, naquilo que isso significa: alguém que junte competência que Rui Gomes tem, mística e até alguma rebeldia saudável que Rui Gomes não me parece ter.
Meus amigos, quando falo na estrutura, falo do Presidente, da Administração da SAD e do CEO, Antero Henrique, Antero que durante o período mais difícil da época esteve no centro do furacão e até o estado do relvado serviu de arma de arremesso contra ele. Disse neste post que algumas críticas eram injustas, precipitadas, desajustadas. Agora que terminou a época, aponto aquilo que me parece que esteve menos bem e deixo em aberto a possibilidade de discussão e outras críticas que julguem necessárias. Com fundamento, objectividade e de forma construtiva. Pois, como se provou com a conquista do título, não somos um clube de 8 ou 80. Não estava tudo mal, como a conquista do tri não significa que está tudo bem.
Há sinais, Ricardo e Tiago Rodrigues já estão contratados, que as coisas estão a mudar. Embora e já bati nessa tecla, se não mais veremos plantéis maioritariamente compostos por portugueses, em igualdade de circunstâncias, o que é nacional é bom. E a propósito, Josué, jogador do Paços e da nossa formação, agora que parece mais calmo e mais consciente das suas responsabilidades profissionais, para mim seria uma hipótese a ter em conta. Há ali um talento e uma rebeldia que bem "trabalhada", pode dar bons frutos.
Se tiver possibilidades, amanhã falo de Vítor Pereira e darei a minha opinião sobre o que foi feito de bem e de mal e o que acho melhor para o futuro do F.C.Porto.
Paços de Ferreira 0 - F.C.Porto 2. Campeão invicto, justo e sem mácula
Meus amigos, primeiro, um grande grito de vitória que venha do fundo da alma, que vá daqui até ao Céu e ecoe pelos aos quatro cantos do Mundo, de Poooooorto!!! Agora que já gritamos, vamos a isto.
Caiu o pano sobre o campeonato e o vencedor foi o suspeito do costume, o F.C.Porto, que, "apenas", conquistou 7 campeonatos nos últimos 8 anos. Coisa pouca, já se vê. Somos uns campeões invictos, justos e sem mácula. Somos campeões, melhor, tri-campeões, porque, como não me canso de repetir, somos um clube de resistentes e não um clube de desistentes. Foi essa cultura que aprendi e que me vai acompanhar sempre, enquanto por cá andar e que procuro passar, que nos levou ao título. Já sabemos e também não nos importamos, que depois de terem colocado as faixas, feito a festa, deitado os foguetes; e com a arrogância que os caracteriza, na altura que estavam por cima, nos tentarem humilhar, pisar e desrespeitar, falando em novo ciclo, hegemonia do Benfica, etc., num andor que apelidei de nacional/benfiquismo bafiento; agora que estão a apanhar as canas, eles a aí estão, sem pudor e sem memória, incapazes de reconher os erros próprios e os nossos méritos, a cavalgar a onda e a resumir tudo a um penalty mal assinalado. Capelas, Almeidas e Baptistas, passaram à história e tudo se vai resumir a um só jogo. Pobres e tristes gilbertos, carlinhos, delgados, guerras e tantos outros. Adiante. Somos campeões invictos, o que é um feito digno de realce. Somos campeões justos, porque se tivemos períodos de menor fulgor, também tivemos belíssimos jogos e para além disso, se a nota artística é importante, mais importante é chegar ao fim no lugar mais alto do pódio. Somos campeões sem mácula, porque se tivessemos que fazer contas aos benefícios e prejuízos nos nossos jogos e em comparação com o nosso principal rival, eles levavam clara vantagem.
Meus amigos, estou feliz, muito feliz, mas não eufórico. Estou sereno e tranquilo, o meu êxtase foi no sábado passado. Foi no minuto 92 do último Porto 2 - Benfica 1 que a GRANDE ALEGRIA aconteceu. E não tenho cabeça nem disposição para mais. Mais que falar é altura de sentir e festejar. Com calma, mas à PORTO. Foi uma época muito difícil, também para mim, mas valeu a pena.
Parabéns ao Presidente; ao Antero; aos jogadores na pessoa do capitão Lucho - sempre que está no F.C.Porto é campeão; a todos os adeptos, mas em particular as claques que nunca deixaram a equipa sozinha e se num ou outro momento, não tiveram o melhor comportamento, aquilo que fizeram de positivo, num apoio constante e nunca desistente, ultrapassa de largo o negativismo de uma ou outra situação. E como os últimos são os primeiros, um GRANDE ABRAÇO de parabéns ao MISTER VÍTOR PEREIRA, um grande profissional, um treinador competente e um portista como eu. Que tão maltratado foi...
Nos próximos dias, com tempo, calma, de forma fria e objectiva, falaremos e faremos o balanço da época.
Paços de Ferreira - F.C.Porto. Meus amigos, só faltam vocês
Chegou a hora da verdade e o F.C.Porto só está numa situação privilegiada porque somos um clube de resistentes e não, nunca!, de desistentes. No entanto, ao contrário de alguns, mesmo conhecendo bem a nossa cultura e a nossa filosofia, nunca dou nada como garantido. O futebol não é matemática, ninguém ganha ou perde antes de jogar, o desporto rei está cheio de imprevistos que deviam levar a alguma contenção nas garantias antecipadas de vitória. É e será sempre esta a minha forma de estar e se não dou nada como perdido, mesmo quando todas as possibilidades e favoritismos estão do outro lado, também não deito foguetes agora, quando temos tudo a nosso favor. Mas, obviamente, acredito que vamos ganhar, conquistar o tri-campeonato e dar mais uma grande alegria à imensa - cada vez somos mais...- legião de adeptos do F.C.Porto, cá dentro e por esse mundo fora.
- Meus amigos, profissionais do F.C.Porto, depois do Andebol e Hóquei se terem sagrado, brilhantemente, campeões nacionais, agora é a vossa vez de cumprir o destino do F.C.Porto, isto é, ganhar. Façam-no, sagrem-se tri-campeões e juntem-se à festa.
O árbitro é Hugo Miguel, auxiliado por Nuno Pereira e Hernâni Fernandes.
Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Fabiano e Helton;
Defesas, Danilo, Otamendi, Mangala, Abdoulaye e Alex Sandro;
Médios, Castro, Izmaylov, Moutinho, Defour e Lucho;
Avançados, James, Jackson, Sebá, Liedson, Kelvin e Varela.
Equipa provável: Helton, Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro, Defour, Moutinho e Lucho, James, Jackson e Varela.
Antevisão de Vítor Pereira:
Que antevisão faz deste jogo em Paços de Ferreira?
É unânime considerar que o Paços fez com mérito uma época brilhante, com belíssimos executantes do ponto de vista individual. Do ponto de vista colectivo, os seus treinadores fizeram um trabalho brilhante, conseguiram uma coisa nunca conseguida no clube. É fácil avaliar a qualidade do Paços de Ferreira. É fácil avaliar também que as condições daquele campo não são normais. Nós FC Porto, nós jogadores, nós administração, nós adeptos, pensamos que não teremos um jogo fácil. Prefiro ir com a necessidade de ganhar do que ir com a gestão de resultado. Sabemos que temos de ganhar, mas isso está-nos no sangue, jogamos sempre para ganhar e é com essa mentalidade que lá vamos, única e exclusivamente focados na vitória e é assim que abordaremos o jogo em Paços.
Coloca de parte a teoria que o facto do Paços já estar qualificado para a "Champions" o pode tornar um adversário mais relaxado e acessível?
Uma equipa que fez o trajecto que o Paços fez até aqui, com um treinador e jogadores a quererem provar a sua competência, entrarão em jogo com o objectivo de comprovarem a época que fizeram.
O que fez para travar a euforia dos jogadores a seguir à vitória sobre o Benfica e a ausência do Fernando muda muito a estratégia da equipa para o jogo de amanhã?
Euforia só aconteceu nos minutos posteriores à vitória, o que é natural porque conquistamos uma vitória importante e que pode ser determinante para a conquista do título. A partir daí e com a experiência destes jogadores, sabemos que nada está ganho, que é importante em Paços de Ferreira termos a nossa identidade e nem o próprio campo serve de justificação, porque o nosso trabalho de meses é em espaços reduzidos, isso é o que mais trabalhamos, é um trabalho para produzir qualidade no momento da perda de bola e o comportamento que queremos é agressivo. Essa é a nossa identidade, a maior parte das vezes instalados no meio-campo do adversário. Estamos mais do que preparados para defrontar o Paços. Relativamente ao Fernando, é um jogador muito importante para nós, tem sido ao longo destas épocas todas, mas temos outros jogadores, com outras características, mas com qualidade para nos garantir o tipo de jogo que queremos e estamos habituados a fazer.
O seu grande desafio e dos jogadores é partir da ideia de que não há campeões antecipados? Entra para a galeria dos treinadores históricos se for campeão sem derrotas, que só há dois, Villas-Boas e Jimmy Hagan...
Vinha a dizer há muito tempo que este campeonato seria disputado até à última jornada, que seria um campeonato a exigir a máxima concentração de todos nós e chegar depois de tanto trabalho ao último jogo dependendo de nós próprios, foi aquilo porque sempre lutamos e andamos estes meses todos de trabalho a lutar. Acredito na grande capacidade competitiva dos nossos jogadores, na nossa massa associativa e acredito que amanhã podemos dar mais uma alegria aos nossos adeptos e é isso que nos move.
Não sinto necessidade de falar de mim próprio, não estou aqui para falar de mim, estou aqui para falar dos meus jogadores, do que amanhã temos para conquistar.
Vai ser treinador do FC Porto na próxima temporada e quer ser treinador do FC Porto na próxima temporada?
Eu repito, não estou aqui para falar de mim, não sinto essa necessidade, estou aqui para falar de um jogo fundamental para nós, para a conquista do principal objectivo da época, que é a revalidação do título.
Foi preciso controlar os níveis de euforia depois do último jogo?
Foi uma semana de trabalho normal, uma semana de trabalho focada, igual às outras sabendo que depois de meses de trabalho que um jogo decide o campeonato, mas este é um plantel que tem uma mistura de jogadores experientes com jogadores jovens e isto para nós não é nada de especial, porque este clube está habituado a ganhar títulos, não só no futebol - e queria aproveitar para felicitar mais um título no andebol de forma espectacular, da forma que eu vi ontem -, é um clube habituado a ganhar títulos e a possibilidade de ganhar mais um amanhã não nos traz ansiedade. Nós gostamos de viver na pressão e com a pressão positiva de uma vitória amanhã garantir mais um título. Não é um de meia dúzia de anos em meia dúzia de anos, é mais um.
Acredita que há incentivos monetários para vencer, que isso está a acontecer e que importância lhe atribui?
Aquilo que passa por mim é motivar a equipa é fazer perceber e tomar consciência que não precisamos de nada de especial, precisamos é de estar ao nosso nível, de fazer o nosso jogo, precisamos de garantir a nossa identidade durante os 90 minutos, o jogo não se jogará em dez ou 15 minutos, jogar-se-á em 90 minutos mais os descontos. A nossa identidade é clara para toda a gente, uma identidade de posse, da qual eu me orgulho. Eu orgulho-me que a minha equipa jogue sempre da mesma forma, porque tanto faz jogar aqui com o Benfica, como jogar na Luz, ou ir jogar com o Paris SG ou a qualquer outra parte do mundo, porque isso é claramente um sinal de qualidade e é isso que eu quero amanhã. Todos os assuntos que andem à volta passam-me ao lado e nem sequer vou comentá-los.
Se vencer em Paços de Ferreira passa a ser o segundo melhor treinador da era Pinto da Costa...
Quero acabar a época sem falar de mim próprio, não sinto essa necessidade.
Os árbitros deixam-no tranquilo e se a diferença pontual ainda dita, em teoria, uma vitória do FC Porto?
Relativamente à arbitragem, falei e falarei sempre que me sentir prejudicado, sempre que sentir que houve um jogo em que os erros foram acumulados. Acredito na arbitragem portuguesa, acredito nos árbitros portugueses, acredito na seriedade das pessoas e acredito na competência dos árbitros para estes jogos. Nunca procurei condicionar a arbitragem de qualquer jogo, se entenderam em algum momento como uma tentativa de condicionamento de alguma arbitragem estão completamente enganados, porque não faz parte da minha essência como ser humano ter esse tipo de estratégia.
A qualidade tem de se provar todos os dias, as estatísticas dizem-me muito pouco, temos é de provar amanhã, em jogo, que somos dignos vencedores deste campeonato.
Acha que acabou por levar a melhor nos "mind games" com Jorge Jesus?
Reconheço sem qualquer hipocrisia que o Jorge Jesus é um grande treinador, não tenho dúvidas absolutamente nenhumas, e esta competição salutar também faz de mim melhor treinador, porque quanto maior for a competitividade ajuda a nos tornarmos melhores. Isto não se trata da discussão de um título entre o Vítor Pereira e o Jorge Jesus, isto trata-se da discussão de um título entre dois clubes que fizeram deste campeonato, ao contrário do que vi muito gente dizer, um campeonato muito difícil. Quem me disser que este campeonato não foi competitivo, de qualidade, está completamente enganado. Tivemos um Paços de Ferreira, um Estoril, um Rio Ave, equipas que apareceram com um grande nível, foi diferente dos outros porque em Portugal damos as coisas por adquiridas. Este para mim foi o campeonato mais espectacular dos últimos anos, porque continua em aberto na última jornada o título, as competições europeias, as equipas para a manutenção, um campeonato que temos de valorizar, em vez de irmos sempre na triste ladaínha que tudo é mau no campeonato e não se atribui mérito a quem ganha.
F.C.Porto campeão nacional de Hóquei em Patins
Ao vencer o Benfica no Dragão Caixa por 7- 3, o F.C.Porto sagrou-se campeão nacional de Hóquei em Patins a duas jornadas do fim. É o regresso à normalidade depois de um ano de interregno.
Parabéns a Ilídio Pinto, Tó Neves, jogadores, restante staff, adeptos e a todos os que contribuíram para mais um título e mais uma grande alegria da grande família que torce pelo F.C.Porto.
Três dias de emoções fortes
Hoje, amanhã e domingo, são três dias de emoções fortes, três dias onde os corações dos Dragões vão bater mais depressa. Tudo começa mais logo, 21:30, no Dragão Caixa, com o jogo de Andebol, decisivo para o título, entre o F.C.Porto e o S.L.Benfica. Continua no sábado, no mesmo local, 15 horas, com o Hóquei, também frente ao Benfica e também decisivo para o título. E acaba no domingo em Paços de Ferreira, 18:30, frente ao Paços, na principal modalidade do clube, o Futebol e cuja a importância nem preciso de assinalar. São jogos de lotações esgotadas, grande entusiasmo, apoio forte e apaixonado, às equipas que vestem de azul e branco. Mas mais, o facto do F.C.Porto, nestes três dias de emoções fortes, poder conquistar três títulos e fazer o pleno, mostra bem o clube que somos. Depois, sabendo nós quem é o nosso principal rival pela conquista desses títulos, percebemos bem porque é que o anti-portismo prevalece neste cantinho à beira-mar plantado. Se dermos uma volta por aí, constatamos que se o F.C.Porto ganhar não é porque tem melhores equipas, melhores técnicos, melhores jogadores, adeptos fervorosos, foi mais competente. Não, é porque razões extra desportivas. É sempre a mesma conversa, são sempre as mesmas desculpas, só há verdade desportiva quando ganha o clube do regime. Depois estranham, ficam escandalizados, quando assistem a reacções como as que se viram após o Benfica ter perdido com o Chelsea.
Como eles gostavam de reinar sem oposição. Era tudo tão bonito se o Dragão não atrapalhasse...
Sinais:
O CEO da Futebol Clube do Porto - Futebol SAD, Antero Henrique, faz parte da lista da direcção que Jorge Nuno Pinto da Costa leva a sufrágio no próximo dia 25 de Maio.
Como não se prepara uma lista a 8 dias do acto eleitoral, nesta altura o F.C.Porto ainda não é campeão e a política desportiva foi contestada, Pinto da Costa deixa um sinal claro de confiança naquele que tem sido o seu braço direito.
F.C.Porto 26 - S.L.Benfica 23
F.C.Porto pentacampeão nacional de Andebol
No futebol nada pode ser dado como adquirido
Passada a final da Liga Europa - terá um pequeno capítulo mais à frente - e criado um tabu - Jesus, sai ou fica no Benfica? Depende de uma vaga de fundo, do que acontecer domingo ou da final da Taça de Portugal? -, a última e decisiva jornada do campeonato vai regressra em força e todo o cuidado é pouco. O exemplo dos dois últimos jogos do Benfica, embora as diferenças na postura dos clubes sejam substanciais, devem fazer meditar e nunca podemos pensar que se consegue ter sucesso com arrogância, faltas de humildade, desrespeito. E por isso não me canso de repetir: só um Porto ao mais alto nível, com atitude, carácter, determinação, qualidade e respeito pelo adversário, pode sair de Paços de Ferreira com o título conquistado. A pressão, a intensidade e a responsabilidade que espera o F.C.Porto no próximo domingo é a mesma do jogo frente ao Benfica. Ninguém se pode esconder, todos têm de estar no máximo e dar o máximo. No futebol, tudo muda muito depressa, nada pode ser dado como adquirido. Os mais avisados e mais conscientes desta realidade, estão mais próximo do sucesso.
Não sou cínico, nem hipócrita e sendo assim, não vou dizer que fiquei triste com o que se passou ontem em Amesterdão. Não, como já disse, nestes jogos, desejo tanto a vitória do Benfica como os benfiquistas, em circunstâncias iguais, desejam as do F.C.Porto. No entanto, sem cavalgar ondas ou pisar na desgraça alheia, é importante dizer o seguinte: nas finais não há justiça ou injustiça, ganha-se ou perde-se. No futuro ninguém vai querer saber quem jogou melhor ou pior, o que fica para história é a vitória do Chelsea. Mas sempre quero acrescentar que o Benfica não foi competente no ataque e no seu melhor período, principalmente os 20 minutos iniciais da 1ª parte; foi incompetente na 2ª, já mais repartida, com o golos dos ingleses a serem falhas inadmissíveis. O primeiro, numa bola lançada com a mão pelo guarda-redes para o meio-campo e Fernando Torres, junto aos dois centrais do Benfica - como foi possível?-, consegue isolar-se e depois de fintar Artur, marcar. O segundo, num canto, Ivanovic recua quatro passos atrás e perante a apatia de Jardel e André Almeida, marca de cabeça. Portanto, objectivamente, foi isto que se passou, o resto é conversa para alimentar a chama. Até porque, de falta de sorte na Liga Europa, o Benfica não se pode queixar muito. Nós portistas, faz hoje 29 anos, também já tivemos a nossa conta, uma final parecida, a da Taça das Taças de 1984, frente a uma super-Juventus e a um Prokop de má memória. E também custou muito a digerir. Tanto que até fizemos uma angariação de fundos para arranjar verbas e mandar fazer uma taça que servisse como compensação da desilusão e perpetuasse a injustiça de Basileia - agora até dá para rir e seria impossível uma coisa igual. Vitórias morais já não fazem parte do nosso repertório. Depois, bem depois, convencemo-nos que as finais são para ganhar e já lá vão quatro - Viena, Sevilha, Gelsenkirchen e Dublin.
Notas finais:
Uma excelente notícia. E um prémio merecido para muitos portistas que nunca deixam que as modalidades caminhem sozinhas.
Qualquer semelhança entre a transmissão da SIC de ontem, com a do jogo frente ao Fenerbahçe, é pura coincidência.
- Pinto da Costa mete-te nojo, ó Pinhão? Aqui no Porto há muita gente que diz que não, até dizem que gostam das mesmas coisas...
Ainda a propósito, PC disse que gostava que ontem o Benfica ganhasse. Cínico, hipócrita, é preciso ter lata, gritaram alguns e algumas, benfiquistas. Se Pinto da Costa dissesse que queria que o Benfica perdesse, uma vergonha, mau português, provocador... Conclusão: preso por ter cão e por não ter.
Ao contrário do que já li por aí, acho muito bem que o Benfica tenha convidado todos os clubes da 1ª Liga, com excepção do F.C.Porto. Com a Benção Papal ainda ganhavam a taça...
A última estação
Não quero saber, mas não vamos esquecer, nunca!, a rábula miserável dos bilhetes que o Barbosa está a fazer. Nem quero saber de todos os apelos, alguns patéticos, aos pacenses para darem tudo frente ao F.C.Porto, como se isso estivesse em causa. Também não ligo a possíveis estímulos vindos daqui ou dali, sempre recorrentes nestas ocasiões, para que os pupilos de Paulo Fonseca façam história. Muito menos menos me aquecem ou arrefecem as muitas transferências de jogadores portistas para aqui e para ali que todos os dias aparecem. Não, aquilo que me interessa saber e sei, é que o F.C.Porto está a preparar-se bem para ultrapassar todos os obstáculos que lhe apareçam pela frente na Mata Real e sair da última estação com o título na bagagem. Não há ruído, provocação ou pressão, não há amarelo por fora e vermelho carregado por dentro, capaz de nos tirar a concentração, desviar atenções do essencial: o F.C.Porto está preparado para tudo, inclusive para em Paços de Ferreira ir buscar o tri ao inferno. Porque SOMOS PORTO!
Notas finais:
Os portistas conhecem-te bem Cadú, lembram-se bem do penalty absurdo que fizeste no Boavista-Benfica decisivo para o título de 2004/2005. Portanto, vires agora dizer e de forma provocatória, que vais ver o Paços - F.C.Porto de cachecol da equipa da Capital do Móvel e camisola do Benfica, só confirma aquilo que já se sabia. Mas tem cuidado, a camisola do Paços é amarela e a do F.C.Porto azul e branca, logo, uma camisola vermelha ali não faz sentido... e alguém pode levar a mal.
A marca, cultura que ainda nos distingue
Lembram-se todos os que frequentam o Dragão até à morte de eu por várias vezes ter referido que as acusações dos benfiquistas contra Pedro Proença, culpando-o pela perda do campeonato anterior, para além de serem uma grande falácia, significam uma forma de estar que é a antítese da do F.C.Porto. Disse também que mesmo dando de barato os erros do árbitro de Lisboa, erros que penalizaram o bi-campeão - o mais flagrante foi o lance de andebol ou voleibol, como quiserem de Cardozo na área do Benfica -, o Dragão não saiu da Luz campeão. Não, com esse triunfo, o F.C.Porto ficou com 3 pontos de avanço, mas ainda faltavam 9 jogos. Ora e é aqui que a porca torce o rabo, depois, apesar de termos perdido 4 pontos - Académica em casa e Paços fora -, ainda acabamos o campeonato com 6 pontos de avanço. Volto a recordar isto para quê? Para mostrar o que, apesar de tudo - ver este post -, nos distingue do Benfica. Enquanto eles, dirigentes, técnicos, adeptos e até a máquina de propaganda, a partir da derrota frente ao F.C.Porto, só se preocuparam em fazer um grande alarido com o golo irregular de Maicon, deixaram de acreditar e descuraram as suas obrigações - com os 4 pontos que os Dragões perderam, se tivessem feito a seu dever e vencido os seus jogos, tinham sido campeões -, o F.C.Porto, esta época, após o jogo frente ao Marítimo, apesar de ter ficado com um atraso que o tornou dependente dos resultados do Benfica para poder chegar ao título, nunca desistiu, foi vencendo e esperando. É essa marca e essa cultura que ainda temos e eles não tem, que nos distingue e faz com que neste momento estejamos por cima e apenas a depender de nós para conquistar o tri.
Este post, se por um lado tem o objectivo de marcar diferenças, por outro tem o objectivo de lembrar que essa marca e cultura que nos distingue, não só não se pode perder, como tem de ser consolidada.

Como sempre, publico os artigos de terça-feira e os de Paulo Teixeira Pinto de sexta e sábado. Acho melhor não comentar o artigo de Miguel Sousa Tavares. Mas sempre digo o seguinte: quem diz que Varela, andou por ali, das duas uma, ou não viu o jogo ou está de má-fé.Kelvin, marcou o golo da vitória e atendendo ao que isso significou e pode significar, foi o homem do jogo, mas se há um jogador que merece os maiores elogios na partida de sábado passado, é o Drogba da Caparica. Não só marcou o golo do empate, como foi ele que iniciou a jogada do 2-1, foi Varela um dos poucos que conseguiu trazer a equipa para a frente, criar perigo para a baliza de Artur. Não ver isto, repito, ou não viu o jogo, ou está de má-fé
A euforia dos adeptos não entra no balneário
A euforia que se instalou entre os adeptos do F.C.Porto no final do jogo de sábado passado, após a vitória frente ao Benfica, foi uma euforia normal, interpreto-a pelas circunstâncias em que o triunfo aconteceu e pelo que significou - a altura e o marcador do golo, mais a conquista do primeiro lugar e a uma jornada do fim, potenciaram aquela explosão de alegria e foram naturais algumas reacções demasiado festivas. Mas mesmo que não fosse assim, mesmo que alguns portistas tenham exagerado nos cânticos e nas reacções de campeões antecipados, os adeptos não jogam e essa euforia não entra no balneário. O que é importante é que o grupo, depois dos dois merecidos dias de folga e no regresso ao trabalho, esteja concentrado, consciente das responsabilidades, das dificuldades que ainda o esperam, mantenha a humildade e o low-profile que o caracteriza. E não tenho dúvidas, quer pelas declarações do Presidente, pelo que conheço da estrutura que gere o futebol profissional do F.C.Porto, que assim será. Como é óbvio, acredito que vamos ganhar e conquistar o tri, mas e bato três vezes na madeira, se isso não acontecer, não será porque a equipa de Vítor Pereira vai entrar na Mata Real com as faixas de campeão ao peito.
Nota final:
No que me diz respeito, estou tranquilo, sereno, confiante, mas mantenho-me fiel à minha filosofia de sempre, isto é, nem embandeirar em arco nas vitórias, nem dramatizar muito as derrotas. Não preciso dizer quando as coisas correm mal que Pinto da Costa é finito, colocar tudo e todos em causa e quando correm bem o Presidente é o melhor do Mundo, já somos outra vez os maiores.
90+2, golo de Kelvin, loucura total
Há momentos que não se explicam, sentem-se. Foi o que aconteceu ontem ao minuto 90+2, quando do golo de Kelvin que deu a vitória e colocou o F.C.Porto muito próximo do título. Foi um momento quase único, uma explosão de enorme alegria, um momento que não se apagará da memória de todos aqueles que ontem estiveram no Dragão. Alegria e emoção igual, só senti quando do célebre golo de Ademir, também frente ao Benfica, golo do empate e que viria a ser decisivo para que o F.C.Porto conquistasse o título 1977/1978 e assim colocasse fim a uma longa travessia do deserto no principal campeonato do futebol português. Foram segundos de loucura total, abraços à esquerda e à direita, uma enorme vontade de abraçar o estádio todo. Mas naquele momento, para mim, não era apenas a possibilidade, forte, mas ainda não garantida, do tri vir para o Dragão que motivou aquela loucura total. Não, era também um grito, um enorme grito de revolta contra a maledicência, a discriminação de que o F.C.Porto é vítima. Era um grito, um enorme grito de revolta, para com todos aqueles que, sistematicamente, não têm pelo F.C.Porto o respeito que o F.C.Porto merece e exige. Um grito de revolta porque muitas vezes, principalmente quando estamos em disputa com o Benfica, somos tratados como se fossemos o pior dos clubes estrangeiros.
O exemplo do CEO da EDP, António Mexia, que à boa maneira dos tempos da outra senhora, declarou em entrevista à Antena 1, ser bom para o país que o Benfica ganhasse ao F.C.Porto e se sagrasse campeão - aqui, apartir do minuto 68 -, é apenas mais um, entre muitos exemplos semelhantes. Todos têm direito a ter as preferências clubísticas que quiserem, mas dizer que era bom para o país, é uma falta de respeito pelos todos os outros e são muito milhões, que no país, não torcem pelo Benfica. Os benfiquistas não gostam de ser tratados como sendo o clube do regime, mas os factos são tão óbvios sobre essa verdade indiscutível que nem vale a pena discutir.
Ainda a propósito da Antena 1, quero condenar e lamentar que um jornalista e um técnico da rádio pública, tenham sido agredidos no final do jogo de ontem. Conheço bem Fernando Eurico, sei do seu profissionalismo, da sua competência, do seu equilíbrio, rigor e isenção. Sei que gosta dos ingleses do Arsenal, não sei se é adepto de algum clube português, nem me interessa, mas sei e sou um observador muito atento, que enquanto portista não tenho nenhuma razão de queixa e pese a ousadia, não acredito que algum adepto de outro qualquer clube, não pense como eu. No entanto, tenho para mim, que não foi o Fernando Eurico e o seu colega que foram agredidos, foi a Antena 1. Volto a referir que condeno, lamento e envio um abraço de solidariedade aos dois, mas é importante que a direcção da rádio, ao mesmo tempo que condena, seja capaz de reflectir, ir a montante e ver se alguns profissionais da casa têm o comportamento isento, equilíbrado, rigoroso que se exige a uma estação de serviço público. Porque, meus amigos, as coisas estão ligadas com o que disse acima e o F.C.Porto tem muitas razões de queixa.
Fernando Saul, um Speaker que é um Super-Dragão.
Sou amigo do Fernando Saul, mas não é por amizade, é porque ele merece o elogio, mesmo que tenha torcido o nariz quando lhe disse que hoje ía merecer umas palavras aqui no tasquinho.
Ontem, para além de duas belíssimas coreografias e do apoio incansável das claques, Super e Colectivo, foi importante ter como Speaker alguém tão apaixonado pelo F.C.Porto. Fernando Saul foi o que sempre foi, mas mais um bocadinho. Um Speaker vibrante, de chama bem alta, que nunca deixou esmorecer o entusiasmo, nunca deixou de acreditar e nunca desistiu. Quem joga são os jogadores, eles são sempre os primeiros responsáveis pelas vitórias. Mas ontem, se todos ajudamos um bocadinho e se se fala do apoio do público, também é preciso não esquecer quem teve um papel importante para que o público portista estivesse on fire 90 minutos. Daí o justo e merecido elogio a Fernando Saul, o Speaker do Dragão.
Nota final:
Já estava no estádio quando Pedro Proença entrou para fazer o aquecimento, acompanhado pelos seus auxiliares. Na mesma altura, junto ao local onde estava a reportagem do Porto Canal, estava C.Sapunaru a preparar-se para ser entrevistado. Foram para o romeno e não para Proença, as palmas que se ouviram.




































