Archive for outubro 2016
As crónicas do Felisberto Costa: Vamos soltar a chama do Dragão!
Vamos soltar a chama do Dragão!
Nunca assobiei um jogador do F.C. PORTO.
Já lhe insultei a mãe, a mulher, o próprio, mas assobiar nunca!
Enquanto o insulto mal chega 2 degraus abaixo, o assobio prolonga-se pelo ar, entra no relvado, enervando quem está em redor, o jogador a quem é destinada a dita sinfonia, a equipa e o treinador. Só não enerva os 2 principais intérpretes que, esses sim, deveriam levar sempre e sempre uma assobiadela monumental. A equipa adversária e o árbitro!
O adversário quando sente que a equipa da casa está pressionada, não pela contingência do próprio jogo, mas sim pelos seus adeptos, conhecendo o que a casa gasta, ao ouvir a plebe assobiar os seus, é como se uma enorme salva de palmas lhe fosse congratulada!
Quanto ao árbitro então nem se fala. Por norma, por lei e por lógica, é a figura nº 1 da assobiadela, mas se não for para ele, o fulano até se deve rir ás gargalhadas de contentamento!
E para cúmulo de virgens ofendidas, os assobiadores levam com atitudes á Brahimi, e depois sentem-se ultrajados.
Não sou contra os assobios, quando se nota que a equipa está a gozar connosco (olhem por exemplo, se fosse adepto do Manchester United, ter dado 100 milhões por um jogador que faz do Herrera um craque, sofrer goleadas com um special one no banco, aí sim, teria todo o direito em assobiar logo aos 2 minutos de jogo), mas esses sinais são logo dados de início. Não é preciso ser-se catedrático de futebol para ver se a equipa vai ter ou não sucesso.
Já nos tempos da Antas, do famigerado tribunal, das almofadas pelo ar, dos isqueiros a voar, havia gente que assobiava, mas foi no Dragão, creio que a partir de Jesualdo que os assobios se tornaram em requiem, a turba se tornou insensível, intolerante, confundindo exigência com arrogância.
Agora que voltamos finalmente a ter um conjunto de jogadores, uma equipa técnica, que não sendo perfeita, não sendo la creme de la creme, não sendo o Barcelona ou o Bayern, depende apenas e só de si própria para atingir o desiderato a que se propôs.
Está nas nossa mãos, nas nossas gargantas, no nosso portismo, acarinhar esta equipa, este treinador, defender com unhas e dentes o que é nosso e sagrado. Mas para isso é preciso fazer como disse e bem Nuno Espírito Santo: tornar de novo o Dragão numa fortaleza inexpugnável.
Com o nosso apoio constante, o cairmos em cima do adversário (exemplos? Os lançamentos laterais, em todo o lado se vê adeptos a mandar bocas, a enervar o jogador contrário. No Dragão a boca está ocupada em trincar pipocas, ou a falar ao telemóvel!!!).
Vamos fazer do desenho de Nuno Espírito Santo, um Picasso que fará os nossos adversários incharem de raiva e inveja!
Com o aproximar de jogos decisivos - sim são decisivos, digam o que disserem - se cada um de nós se diz e se quer um bom Dragão, então, pessoal, vamos deitar fogo aos adversários!
Vamos lá a ver se nos entendemos...
Vamos lá a ver se nos entendemos: não devemos olhar apenas para fora, colocar todo o enfoque nas decisões dos árbitros, mas se devemos fazer críticas para dentro - para um presidente que ultimamente cada vez que fala parece que atrai os maus espíritos, é logo desmentido pelos acontecimentos; um treinador que enche a boca com Somos Porto, mas depois diz coisas e tem comportamentos que são a antítese do que é Ser Porto(mais à frente explico); uma equipa que tão depressa cria expectativas positivas como logo a seguir borra a pintura toda, não tem estofo, não dá confiança e a juventude não explica tudo. Ontem, apesar de ter dominado o jogo durante os 90 minutos, perante uma equipa cheia de boa vontade, preocupada quase exclusivamente em defender e conquistar um pontinho, mas fraquinha, o F.C.Porto fez uma exibição desequilibrada, só os últimos 20 minutos da primeira-parte e os 15 iniciais da segunda, foram razoáveis. Aí faltou eficácia, mas não só, faltou também mais assertividade na hora de definir, houve jogadas que encrencaram porque não foram tomadas as melhores opções. No forcing final faltou clarividência, foi tudo muito confuso, mais coração que cabeça -, também temos de denunciar estas poucas vergonhas que se vão passando semana após semana. Contra o Arouca ficou um penalti por marcar, ontem outro, este com possível influência no marcador. Pior, como temos assistido, os critérios em relação aos nossos rivais, são diferentes. João Pinheiro, o benfiquista de Famalicão - ou será Barcelos?-, fez uma arbitragem sempre contra o F.C.Porto.
Nas faltas: é normal a equipa que dominou todo o jogo ter mais faltas, 18, que a equipa que foi claramente dominada, 12?; nos descontos, não deu nenhum na primeira-parte, só deu 4 minutos na segunda, com 6 substituições, jogador caído e só depois de muito tempo ter entrado a maca, guarda-redes vitoriano sempre a queimar tempo; transformou um penalti onde há unanimidade em toda a CS, num cartão ao nosso jogador Otávio, por simulação - como será que o artista do apito se sentirá perante a certeza que errou duplamente? - e não devemos clamar contra esta pouca vergonha? Devemos e por isso não entendo que o treinador tenha ido embora para o balneário. Os adjuntos, os jogadores, médico e dirigentes, tiveram algum súbito ataque de loucura? Não! Sentiram-se injustiçados, reclamaram e fizeram muito bem, o ar comprometido do árbitro disse tudo. Nuno só tinha de lá estar, por todos os motivos. Porque não esteve? Que alguém lhe pergunte na primeira oportunidade.
Assim, por mérito próprio que não renego, por óbvio demérito alheio, mas com a ajuda de quem devia ser isento e equidistante - os mesmos de sempre: árbitros sem nível, internacionais de pacotilha, feitos a martelo e ao sabor de interesses bem visíveis, árbitros com critérios desiguais e com nítida influência nos jogos e na classificação -, o Benfica chega ao Dragão com a tranquilidade de uma vantagem confortável e que até lhe permite manter a liderança mesmo perdendo. Por sua vez o F.C.Porto vai entrar no clássico pressionado, ciente que qualquer resultado que não seja uma vitória o deixará numa situação complicada na luta pelo título. É assim e com a cumplicidade de uma comunicação social maioritariamente desonesta, que nos últimos anos se tem fabricado o campeão.
Notas finais:
A frase Somos Porto foi dita por Nuno Espírito Santo(NES) numa conferência de imprensa que ficou célebre e a meio de uma temporada muito difícil para o Porto de Jesualdo Ferreira. Foi a época do túnel da pouca vergonha, uma época em que um pseudo juíz de toga vermelha, fez a diferença, deu cabo da concorrência de F.C.Porto e S.C.Braga, estendeu a passadeira vermelha ao clube do regime. Portanto, Ser Porto é algo que o actual treinador dos Dragões devia saber bem o significado. Mas talvez deslumbrado e estimulado pelas palavras de Jorge Nuno Pinto da Costa, NES na antevisão do jogo do Bonfim, teve uma tirada que me deixou apalermado. Disse o Mister: a euforia dos adeptos não se transmite à equipa. Euforia dos adeptos?! Então adeptos de um clube que ainda não faz muito tempo ganhou tudo, conquistou campeonatos sem derrotas, ficaram eufóricos porque o F.C.Porto ganhou quatro jogos consecutivos? Sendo que esses jogos foram com o Nacional, Gafanha, Brugges e Arouca? Vamos lá afinar os discursos, Ser Porto não é isto. Ou se é isto... então eu não Sou Porto!
É óbvio que não está nada perdido, nem sou de desistir. Era o que faltava. Mas estou cansado de ver uns raios de sol e pensar que está aí o Verão, depois acordar para a realidade e concluir, desiludido, que ainda estamos num Inverno triste e escuro. Estou cansado de ver que Ser Porto nos últimos tempos é um exclusivo quase só dos adeptos, gente que nunca tem deixado a equipa caminhar sozinha, tem dado muito e recebido muito pouco.
Mais tarde coloco o link dos Dragões Diário, não está abrir no sítio pretendido.
Vitória F.C. 0 - F.C.Porto 0. Falhamos quando não podíamos falhar
Hoje e a oito dias de receber o Benfica, F.C.Porto falhou quando não podia falhar e tem muitas, mesmo muitas, culpas no cartório. Ponto. Mas João Pinheiro, o benfiquista de Famalicão, mostrou à saciedade o que é a arbitragem portuguesa neste momento. Enquanto os nossos rivais em jogos deste género têm 6 e até mais minutos de desconto, este artista, mais um internacional de pacotilha à medida e ao sabor de interesses bem conhecidos, deu 4; transformou um penalty sobre Otávio em cartão amarelo ao jogador do F.C.Porto; no final, Rúben Neves foi derrubado à entrada da área e em zona frontal e nada. Isto, para além de e por variadíssimas vezes, faltas contra o Vitória nunca foram assinaladas e contra o F.C.Porto foram sempre, mesmo algumas que não existiram. Mas falar de vouchers? Que é isso? Atacar e lutar desde o início contra este andor que já se vai formando? Que é isso? A marca não pode ser tocada. Assim não vale a pena; assim, fica difícil manter a chama, dar ânimo e entusiasmo às tropas.
Depois da vitória do Benfica frente ao Paços de Ferreira e do empate do Sporting na Choupana, para os interesses do F.C.Porto qualquer resultado que não fosse uma vitória no Bonfim, seria péssimo. Primeiro: porque manter a distância para o líder a uma semana de o receber e ter possibilidades de lhe suceder na liderança era importante. Segundo: porque deixar os viscondes a 4 pontos, depois de já ter visitado Alvalade, seria ouro sobre azul. Com este panorama pela frente, era preciso um bom Porto em Setúbal, um Porto de mangas arregaçadas, determinado, convicto, capaz de colocar sobre a relva a sua maior valia colectiva e individual. Esse Porto só apareceu a espaços e quando apareceu foi incapaz de marcar um único golo, numa falta de eficácia que não se pode admitir, num momento tão importante como era este. Nuno Espírito Santo (NES) manteve-se fiel ao seu esquema e àqueles que parecem fazer parte da sua equipa tipo - Casillas, Layún, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Herrera (Corona aos 63), Óliver( Rúben Neves aos 73) e Otávio, André Silva e Diogo Jota(Brahimi aos 73) - e o F.C.Porto teve uma entrada em jogo que não foi a melhor. Pouco intenso e sem dinâmica, confuso, com meio-campo incapaz de pegar no jogo e um ataque praticamente inexistente, os Dragões só a partir dos 25 minutos começaram a dar um ar da sua graça. Foi após um contra-ataque exemplar conduzido por Diogo Jota e que Óliver desperdiçou incrivelmente, completamente sozinho na cara de Bruno Varela, que a equipa da Invicta despertou, daí até ao intervalo esteve claramente por cima, sem ter muitas oportunidades, criou as suficientes para merecer ir para as cabines em vantagem. Não foi, muito por culpa própria, faltou contundência no último terço e eficácia na finalização. O Vitória praticamente só defendeu, não conseguiu um único lance de perigo, mas atingiu o seu principal objectivo, manter a sua baliza inviolável.
Na segunda-parte, com o marcador em branco, esperava-se uma entrada forte do F.C.Porto e é verdade que a equipa de NES entrou bem. O conjunto portista, hoje de preto, encostou o Vitória lá atrás, criou oportunidades, nos primeiros 10 minutos esteve muito bem, exceptuando a finalização. Depois e até final do jogo, foi perdendo clarividência, passou a jogar sobre brasas, mais com o coração que com a cabeça, raramente encontrou as melhores soluções para chegar ao golo, as substituições não trouxeram quase nada de novo. E assim, mesmo dominando e atacando muito, golos, nem vê-los. E lá se foram, de forma inglória, mais dois pontos, numa altura que não podia acontecer.
Notas finais:
Os únicos que têm sido constantes e nunca falham, são os adeptos do F.C.Porto que mais uma vez deram muito e receberam tão pouco.
Se num jogo em que uma equipa só defende e era preciso meter bolas na área, Deproite não joga, vai jogar quando? É incompreensível e inexplicável. Melhor, devia ser explicado e sem desenho.
Será que depois do que se passou no Bonfim, o líder vai dizer alguma coisa? Ultimamente, parece sina, quando começa a falar muito... vem aí mau tempo!
Vamos equipa. Por nós em primeiro lugar, mas também contra este estado lampiónico mal cheiroso e bafiento
Há muitas coisas que não estão bem no F.C.Porto e nos deixam a todos muito preocupados: por exemplo, quando sabemos que só em transferências de jogadores temos de facturar 116 milhões de euros em 2016/2017 - a não ser que na Champions aconteça algo que neste momento não se perspectiva: o F.C.Porto ir muito para além dos oitavos-de-final, com o que isso significa em termos de entrada de verbas que não estão orçamentadas. Estão orçamentados 30 milhões e para atingir esses valores basta chegar aos oitavos (a questão do orçamento da SAD será um assunto a tratar aqui depois da Assembleia Geral do dia 3 de Novembro e do que lá for dito por quem de direito; quando este Porto não diz nada e assim permite todas as especulações, mesmo tendo razões mais que suficientes para tomar posição e sem precisar de utilizar os mesmos argumentos rasteiros e miseráveis que no passado foram utilizados contra si; e até a ser verdade a notícia do JN de hoje, que o F.C.Porto continua a pagar 70 mil euros por mês a Julen Lopetegui, quase três vezes e meio mais do que lhe paga a RFE - só recebe 250 mil euros/ano - ou que ainda estamos a pagar a José Peseiro. Mais um que segundo o diário, cada vez menos portuense, tal como Jorge Mendes, acordou com o presidente uma coisa, mas depois não cumpriu.
Podia dar mais alguns exemplos da nossa preocupação com uma forma de gerir desleixada e que tem deixado muito a desejar nos últimos anos, mas não vale a pena... Temos é de sair disto. E sairemos mais facilmente e mais rapidamente se as prestações da nossa equipa forem boas, os resultados desportivos nos permitirem lutar pelos nossos objectivos, o principal dos quais é voltar a conquistar o campeonato/Liga NOS. Por isso, neste momento todo o enfoque na nossa equipa, numa altura em que se avizinham jogos muito importantes: Vitória F.C., em Setúbal, Brugge e Benfica no Dragão. Jogos que em caso de vitória, perfeitamente ao nosso alcance, mesmo não nos dando nada de definitivo, pode dar-nos o elan que necessitamos para sair de uma situação que não é normal no F.C.Porto dos últimos trinta e poucos anos.
No primeiro obstáculo, amanhã no Bonfim, dizem-nos as estatísticas que, de há muitos anos a esta parte, com mais ou menos dificuldades os Dragões têm ultrapassado os sadinos. Mas é sempre bom desconfiar, não facilitar, fazer acontecer, não ficar à espera que aconteça. Assim, é fundamental um Porto equilibrado, organizado, dinâmico e eficaz. Um Porto totalmente concentrado no Vitória, por mais importantes que sejam os jogos que se seguem.
Vamos equipa. Por nós em primeiro lugar, mas também contra este estado lampiónico mal cheiroso e bafiento.
PS - Feio, porco e bonzinho. Elogia agora em Vieira tudo que criticava em Pinto da Costa. Para o vendilhão, Vieira é o novo Papa.
Jorge Nuno Pinto da Costa e o meu contributo para a refundação do clube do regime
Jorge Nuno Pinto da Costa, à margem da exposição sobre os 86 anos do andebol portista que pode ser contemplada no Museu FC Porto - site do F.C.Porto.
«Época de sucesso transversal
“Estou confiante que vai ser um ano de sucesso em todas as modalidades. Nota-se que o espírito do Somos Porto voltou em todas as modalidades. A maneira como a equipa de andebol festejou a vitória sobre o Sporting demonstrou isso mesmo, foi um momento sincero de alegria partilhado por todos. Tento incutir esse espírito em todas as equipas e vamos lutar para vencer em todas as modalidades”
Equipa de futebol
“O espírito, a entrega e a solidariedade sente-se em todo o grupo. É um plantel como eu desejava e que já não via há algum tempo. O Nuno, tal como eu, pode não ter muito jeito para o desenho, mas é sempre importante fazermos passar publicamente aquilo que desejamos ver num jogador do FC Porto. Eles estão a sê-lo, cada vez mais. Vive-se neste momento um ambiente e uma vontade que já não via há algum tempo.”
Campeonato
“Ainda é muito cedo para fazer qualquer tipo de contas. Temos é de nos preocupar com os nossos jogos, sem pensar no que acontece nos outros. O FC Porto ganhou recentemente um campeonato sem derrotas, mas esse tempo já acabou e hoje a realidade é outra. Os três grandes não vão ganhar os jogos todos e vão perder pontos aqui ou ali. A maioria dos clubes trabalha bem, os treinadores portugueses valorizaram-se muito e estão ainda mais competentes. Vai ser um campeonato com muitos pontos perdidos. O Tondela já tirou pontos ao Sporting e ao FC Porto, por exemplo. Até o Barcelona, que é uma máquina, já perdeu um jogo em casa no campeonato. O campeão será o que for mais regular. Lutamos sempre para vencer, mas sabemos que não iremos ganhar os jogos todos.”
Candidatos ao título
“Não consigo apontar nenhum mais forte do que os outros, até porque, sinceramente, não tenho visto os outros jogos além dos do FC Porto. Não tenho uma opinião formada sobre qual dos nossos adversários está mais forte. Acho que o FC Porto está bem, está a subir e tem um plantel forte, com alternativas. Estamos num bom momento, mas não sei se estamos melhores ou piores do que os outros.”
Jogador à Porto
“Nos últimos anos, nem todos os jogadores foram à Porto, mas posso garantir que, neste momento, em todas as modalidades temos jogadores à Porto. Não me surpreende nada a afirmação de jogadores como o André Silva, que é formado no FC Porto e que deveria ter sido lançado mais cedo na equipa principal, mas são opções técnicas que tenho de respeitar.”
Título de campeão
“Não conquistamos o título há três anos e isso é marcante para nós, mas também significa que o FC Porto é um clube vitorioso. Há outros clubes que não ganham há muito mais tempo e outros que nunca ganharam, e não fazem disso um drama, pois já estão habituados. Mas nós não queremos habituar-nos a ver os outros ganhar.”»
Para mim sempre foi claro que no F.C.Porto e em primeiro lugar, quem ganha e quem perde é o presidente. Mas como não é assim com todos, há sempre quem nunca culpe o líder de nada e ande sempre à procura de bodes expiatórios, depois destas declarações penso que não há mais dúvidas...
Junto-me aos lambe cus da queimada e deixo o meu modesto contributo para a refundação do clube do regime. Eles falam em Sport Vieira e Benfica e eu pergunto: porque não Sport Vouchers e Benfica ou Sport Porta 18 e Benfica?
É óbvio que quando se tem estes e outros lambões diariamente a glorificá-lo, o homem julga-se um Deus a quem é permitido fazer e dizer tudo... Depois do que se vai sabendo, Vieira e a sua comandita deviam ter vergonha de falar de apito dourado.
Ninguém tem sucesso sem um forte espírito de grupo
Pelo que se vai vendo dentro e fora do campo, quer pelo que vamos ouvindo e lendo - ainda ontem Danilo em entrevista a Rui Cerqueira no Porto Canal, o referiu -, transparece a ideia que este grupo é amigo, unido, solidário. Ora, sabemos todos os que torcemos pelo azul e branco, no passado e não é preciso recuar muito no tempo, era a união, a solidariedade, o forte espírito de grupo que fazia a diferença, permitiu sucessos importantes, mesmo quando o F.C.Porto não era favorito, tinha plantéis com menos qualidade que os dos seus rivais. Se temos isto, ainda nos falta o que Jorge Costa aponta:
«O FC Porto é uma equipa que ainda está em crescendo, é muito jovem, chegaram vários jogadores novos e penso que ainda é bastante irregular. Ainda não é uma equipa com maturidade e durante os jogos não consegue manter o equilíbrio de uma equipa experiente e madura. Mas está a melhorar cada vez mais, continua a crescer e tenho a certeza de que vai dar muita luta em todas as frentes».
Assim, é fundamental ir consolidando o que já temos de bom e trabalhando para melhorar aquilo que ainda não está bem; é importante evitar excessos de euforia ou deslumbramentos precoces nos bons momentos, como evitar depressões nos momentos negativos; é necessário ter consciência que o caminho é duro, longo e cheio de obstáculos, obstáculos que se tornarão mais difíceis de ultrapassar quando mais competente e perigoso este Porto for, principalmente na luta contra o clube do regime. Mas com a noção que estamos hoje, mais do que ontem, em condições de lutar pelos nossos objectivos, o principal dos quais é voltar a conquistar o campeonato, Liga NOS.
Luís Filipe Vieira no lixo da manhã:
"Acha que um árbitro se deixa corromper por 300, 400 ou 500 euros?"
"A questão dos Vouchers magoou-nos muito, manchou a marca"
Que lata! Que descaramento! Que desfaçatez! Que falta de pudor e de vergonha na cara! Vieira pensa que não temos memória? Quer apagar a história e passemos um pano no que foi o miserável comportamento do Benfica e dos seus peões de brega, no passado recente e menos recente de ataques ao F.C.Porto? Quer que passemos por cima dos insultos e provocações constantes por parte do Benfica? Está preocupado com a marca? E quando a marca F.C.Porto era a melhor da Europa e do Mundo, o que fazia Vieira? Pois, de conluio com a sua seita que incluía vice-presidentes, funcionários da Benfica Tv e do jornal do Benfica, mais alguns vendidos bem identificados da comunicação social - os Guerras, Octávios, Bonzinhos e Delgados, etc. desta vida -, cá dentro e lá fora não faziam outra coisa senão denegrir e prejudicar o nome/marca F.C.Porto. É, aí Vieira não queria saber de marcas para nada!
Que os vendilhões do templo, sempre de cócoras e prontos a branquear os vergonhosos comportamentos do Benfica e de quem o serve, queiram estender uma passadeira vermelha e fazer de Vieira um estadista, uma espécie de Madre Teresa do futebol português, compreende-se, são uns cobardes sem vergonha na cara, mas não contem connosco. Temos memória, não esquecemos nem perdoamos. Vieira, estadista? Só se for do pau oco. Por todas as razões, a principal das quais é que se amanhã as coisas lhe correrem mal, lá vai o verniz, lá vem o Vieira, directa ou indirectamente, colocar em causa os méritos de quem ganhou. Se ele foi capaz de denegrir e colocar em causa o mérito do campeão, mesmo quando ficou em 4º lugar a 26 pontos do primeiro...
A propósito, Luís Filipe Vieira é candidato único à presidência do Benfica. OK, não tenho nada com ou contra isso. Mas como diz o meu amigo João Carlos, agora Vieira é candidato único pela obra, porque os benfiquistas estão satisfeitos, a sua liderança é incontestada e incontestável. Já quando é com Pinto da Costa, como sabemos, as razões são outras...
Luís César o meu Dragão de Ouro preferido e é generosidade, senhores da PJ, é generosidade!
Já foi tempo em que a entrega dos Dragões de Ouro me entusiasmava. Mas depois de ver alguém que tinha andado uma época inteira a falar em cadeira de sonho; a dizer que por ele ficava no F.C.Porto por 15 anos; e ter-se pirado na primeira oportunidade; ser recebido em ombros na Gala de Outubro de 2011, com direito a discurso, excepção à regra nos Dragonados da ocasião, perante o constrangimento de quem o substituiu no banco e que na altura já era contestado, o entusiasmo baixou, ontem não vi com a atenção devida para fazer um post sobre a festa. Nada contra nenhum dos eleitos, mas congratulo-me que Luís César, grande profissional e grande portista, tenha recebido o Dragão de Ouro.
Aqui e aqui, como pequena homenagem, recordo dois trabalhos de Luís César para a Revista Dragões.
A generosidade do clube do regime é comovente...
Marco Ferreira, ex-árbitro, o tal que recebia telefonas de Vítor Pereira antes dos jogos do Benfica...:
"Eu recebi duas caixas, uma no domingo e
outra na terça-feira", continham uma
camisola do Eusébio e os famosos vouchers de refeição que tanta
polémica já criaram (e continuam a criar) no futebol português.
"Foi
o senhor Shéu que me entregou, pessoa que eu respeito muito e eu
disse-lhe que já tinha recebido uma no domingo. Ele disse-me que não
fazia mal, para ficar também com a outra".No espaço de 48 horas um árbitro, os auxiliares, observadores, delegados e afins, foram contemplados com dois kits: um para o jogo Benfica-Sporting que era para se disputado no domingo, mas não foi, foi adiado devido ao mau tempo; e outro na terça-feira seguinte quando o jogo se disputou. Portanto, Marco Ferreira e os seus auxiliares, se quisessem, na terça-feira até podiam ter almoçado no Museu da Cerveja e feito o aquecimento com a camisola do Eusébio. Assim, perante este nobre e desprendido gesto, só nos resta enaltecer a comovente generosidade do clube do regime. Acho até que devíamos fazer qualquer coisa, talvez candidatar o SLB ao Prémio Nobel da Paz.... ou a beatificação de Luís Filipe Vieira!
É generosidade, senhores da PJ, é apenas generosidade... um ano para chegar a essa conclusão não é demasiado tempo?
Obrigado, Miguel Sousa Tavares!
O Miguel Sousa Tavares tem a suprema virtude de colocar a nu a minha falta de conhecimentos sobre futebol. Como tenho dito e repetido, os jogadores não são cones, o que importa são as dinâmicas, mas pensava que o F.C.Porto tinha jogado frente ao Arouca num 4x1x3x2, afinal não foi assim. Depois de ler o eloquente artigo de MST tenho de dar a mão à palmatória, reconhecer as minhas limitações, concluir que o F.C.Porto jogou em 4x3x3 e que não percebo nada de futebol.
Recado para o Serpa:
- Serpa, abre os olhos, arrebita as orelhas e diz aí à tua gente que a Gala dos Dragões de Ouro não foi no Coliseu dos Recreios, foi no Coliseu do Porto.
Nota final sobre os vouchers:
Perguntem aos árbitros se se sentiram pressionados; não há nexos de causalidade, gritam aos quatro ventos as baleias paineleiras. Claro que os árbitros não se sentiram pressionados, nem há nexo de causalidade. Os árbitros só se sentiam pressionados e só havia nexo de causalidade, quando a melhor equipa da Europa corrompia para ganhar ao Estrela da Amadora ou ao Beira-Mar.
Esta equipa precisava de crescer naturalmente, mas será possível? Vai ter que ser!...
Não podemos fugir disto: o F.C.Porto é e de há muitos anos a esta parte um clube de cobrança e exigência máxima, onde não há tempo para ter tempo. Se é assim em ciclos positivos e até de grande sucesso desportivo, muito pior em ciclos negativos como este que estamos a atravessar e que já vai em três anos de seca. Nestas circunstâncias ainda há menos paciência, menos tolerância, o nervosismo impera, as reacções negativas tornam-se mais frequentes, fica difícil encontrar a confiança, tranquilidade e serenidade tão necessárias para um trabalho frutuoso. Olha-se para esta equipa de NES e facilmente se concluiu que é jovem, talentosa e promissora, precisava de crescer sem pressão excessiva, naturalmente. Mas mesmo sabendo que é este treinador e são estes jogadores quem em primeiro lugar tem a árdua tarefa de colocar novamente o F.C.Porto na senda do êxito, pôr um ponto final na instabilidade e no período de seca porque passa o F.C.Porto, será possível? Vai ter que ser!...
Porque este intenso cheiro a bafio, esta constante desfaçatez, falta de pudor, memória e vergonha na cara, este cinismo e hipocrisia, têm de acabar.
Era preciso dedicar um título a Eusébio, isso comoveu quem tinha de ser comovido, rapidamente se formou um andor, levaram o clube do regime ao colo até ao título. Como está bem à vista, silenciaram-se comportamentos que se tivessem origem noutras latitudes teriam feito cair o Carmo e a Trindade, ninguém podia criar obstáculos ao desígnio nacional. Agora Vieira quer conquistar o tetra para dedicar a Eusébio, Coluna, Jaime Graça e, pasme-se, José Torres - sim, o bom gigante foi ignorado pelo Benfica e pelos seus paus mandados da comunicação social, sem esquecer os poderes públicos. Há comparação como foi tratada a morte de Mário Wilson com quando faleceu José Torres? Não, não há comparação, um teve tudo o outro praticamente nada. Mesmo que José Torres como jogador tenha sido muito mais marcante, tal como enquanto seleccionador. Ao comando da selecção até conseguiu levar Portugal a um Mundial numa altura que não era muito comum o nosso país estar em fases finais de mundiais. Utilizo o exemplo de José Torres, porque se fosse buscar exemplos de jogadores do F.C.Porto entretanto desaparecidos, então nem é bom falar... E quando o presidente do Benfica começa com esta lengalenga, este apelo à lágrima no canto do olho, este choradinho cínico, mas que rende, todo o cuidado é pouco e é mais uma razão para que a nossa equipa seja apoiada e acarinhada.
A propósito de Yacine Brahimi.
Não gosto de primas donas; ninguém é mais importante que a equipa; é preciso ter sempre presente o colectivo e um colectivo forte potencia e faz brilhar o talento; mesmo os maiores talentos têm de ser disciplinados, para que possam ser aproveitados em benefício da equipa mas não devem ser castrados - por exemplo, Aguero é um talento, mas Guardiola quer que o argentino dê mais à equipa. Este é o meu pensamento de há muitos anos sobre jogadores com as características de Yacine Brahimi. E como desde que chegou ao F.C.Porto já fui dizendo tudo, não vale a pena repetir o que me incomoda e o que me encanta no franco-argelino. No sábado Brahimi entrou e abusou, teimou, irritou, enquanto não conseguiu o seu momento, marcar um golo, não descansou. Porque antes tinha sido assobiado, quando e depois de uma jogada individual brilhante, colocou a bola no fundo da baliza, não se conteve, teve uma reacção que não foi a mais feliz, um comportamento que não deve repetir, mas que não deve ser encarado como um crime de lesa pátria. Brahimi, mais por culpa de outros que por culpa própria - se não era um jogador para sair, foi tratado como um jogador para sair, pareceu claramente que não contava -, não teve um início de época fácil, está a começar a aparecer agora, se for o caso, tem de ser corrigido, melhorado, mas tem de ser aproveitado. O F.C.Porto não se pode dar ao luxo de ter no seu plantel um jogador talentoso, criativo, desequilibrador e abandoná-lo. Não é bom desportivamente, nem financeiramente. Brahimi não deve reincidir, nós adeptos não devemos colocar mais ênfase num comportamento infeliz que no génio da jogada que terminou num golo de bandeira.
O quadro do Nuno Espírito Santo(NES):
Há momentos que às vezes marcam a carreira de um treinador. José Mourinho, agora tão contestado e a passar um mau momento - muitas culpas próprias. Fazia-lhe bem uma rememoração dos tempos de F.C.Porto, onde com tão pouco, em comparação com o que teve depois e tem agora, fez tanto!...-, quando disse, para o ano vamos ser campeões e foi; ou quando após um péssimo resultado no jogo da 1ª mão frente aos gregos do Panathinaikos - derrota 0-1 nas Antas e 2ª mão no inferno grego onde o F.C.Porto nunca tinha ganho -, disse, calma que isto ainda não acabou e foi verdade, os Dragões viraram a eliminatória com uma vitória em Atenas por 2-0, deu passos marcantes na sua carreira, começou a ganhar uma aura que viria a consolidar e o catapultou para o topo do futebol europeu e mundial.
Nuno, com a história do quadro já teve o seu momento cá dentro; porque nestes tempos em que a informação voa à velocidade da Luz, também lá fora o quadro do NES já teve eco em vários países. Se ganhar, mesmo sem atingir o sucesso de José Mourinho, esta originalidade será sempre recordada pelos melhores motivos. Se não ganhar que se prepare... o futuro é já amanhã.
Pela parte que me toca, ainda o Nuno era uma criança já eu sabia o que era jogar à Porto e um jogador à Porto. Admito que alguns vendilhões do templo precisem que lhes façam um desenho. Atendendo a que não merecem mais, uns gatafunhos servem.
José Neto sobre José Maria Pedroto
Professor José Neto sobre José Maria Pedroto, retirado do site do panfleto da queimada.
Este Homem é um verdadeiro Catedrático... e isto são peças para ler e guardar.
«Foi ao convite da Direção do Museu do Dragão, cativado por um sentimento de alegria e honra que proferi uma aula/conferência no Auditório Dr Sardoeira Pinto no Museu do Dragão, cujo tema tinha por base “cultivar a memória do Mestre Pedroto na arte de bem jogar Futebol”….
Uma sensação de indiscritível emoção se me foi apoderando à medida que me ia aproximando do local, tendo à minha espera quase uma centena de alunos representantes das turmas da licenciatura em Educação Física e Desporto do meu Instituto Universitário da Maia e das turmas do Mestrado em Treino Desportivo da instituição que já lá vão 25 anos me concede o privilégio de lá percorrer uma das minhas paixões – ensinar … ou melhor, aprender com os que ao longo do tempo vão iluminando o bom caminho do relacionamento humano, misturando lembranças com sorrisos e abraços e que tanto apetece converter em aplauso – os meus adorados alunos.
Dizia que à medida que convertia a conquista da distância, se me apoderavam lembranças de outrora … viagens sorridas com a vontade de voar para o treino no Estádio das Antas, também ao encontro dos meus heróis desse tem(p)lo sagrado.
Mais tarde, num final do dia 22 de Março de 2003 vi descer pedregulhos de assentos de vitórias cantadas e que resvalavam até ao verde queimado pela poeira. Também vi, com os meus olhos cansados de saudade farrapos levados pelo vento e nesse sentimento de vitórias que o tempo consagrou, como senti correr nas veias o sangue que também lhe deu vida!...
Mas hoje, com um Estádio lindo … muito lindo, o destaque para um Museu de rara expressão artística, e que bem reflete a magnitude que se curva perante a memória que se revela no perfume dos êxitos alcançados.
Muito significativo foi o nome atribuído do auditório ao presidente honorário da assembleia geral do F.C.Porto.
Dr Sardoeira Pinto uma pessoa sempre elegante no trato, pertença de uma oratória sublime, em cada passo revelava um traço de vertical cidadania, solidez de princípios e firmeza de convicções. Deixou-nos a saudade pelas relações que estabelecia nos gestos de elegância e cavalheirismo e, dum profundo e bem expressivo amor pelo F.C.Porto.
Na parte final de sua vida, com justificativa dificuldade de se expressar oralmente, no silêncio do seu olhar sobravam-lhe as razões de afeto, entusiasmo e fidalguia. Por isso, quanto a mim a atribuição do nome do Dr Sardoeira Pinto ao auditório do museu do Dragão foi uma nota duma inatacável honestidade de grandeza e gratidão.
Pois foi precisamente nesse espaço nobre de sentimentos, que proferi o tema que me foi sugerido: a cultura da memória do Mestre Pedroto como arte de bem jogar.
Durante 75 minutos procuramos abordar a filosofia de um dos maiores treinadores de todos os tempos do Futebol Português e que está bem descrito num trabalho que também está devidamente explorado na bola.pt (espaço universidade, artigo nº 3), publicado em 7 de Janeiro de 2015: José Maria Pedroto – 30 anos de saudade.
“ Diz como jogas e eu te direi como deves treinar” era a temática sempre presente por Mestre Pedroto, um treinador adiantadíssimo no tempo e que foi de resto dos primeiros a constituir equipas técnicas com uma polivalência de funções, ultrapassando a generalidade conhecida pela existência dum treinador principal e um treinador adjunto, geralmente responsável pelo treino de guarda-redes, dado o reconhecimento que a complexidade do homem/jogador reclamava intervenções diferenciadas. Sendo assim, as suas equipas técnicas passaram a ser constituídas por Técnico Principal, ½ Técnicos - adjuntos, Metodólogo de Treino e Observador e Análise do jogo. Para além disso a própria equipa médica iniciava a função de mestria na área da medicina desportiva, iniciando-se a constituição da especialidade.
Como está referido no artigo publicado (aconselho o meu estimado leitor a consultar), aproximava-se do fim a época de 1981/82 e após um treino no inesquecível Vitória de Guimarães (onde tudo começou), o sr Pedroto abeirou-se de mim e lançou-me uma frase que me varreu a alma: Prof. – pr´o ano vai comigo pr´o Porto!...
Sinceramente, julgava que ia desmaiar, tal a explosão que me vinha do peito!...
Que viagem até casa!... possuia um Austin 1000 … até parece que as rodas nem pousavam na estrada … qual o arrepio na espinha e o sofrimento de conter as lágrimas!...
O quê … pr´o Porto?!... Eu, que carrego o cachecol e bandeira e na arquibancada faço meu cântico Porto … nossa glória?!... Vou trabalhar com os meus heróis das cadernetas de meninice até aos campeões dos maiores entre os grandes?!...
… e num dia de Julho, lá estava o Luís César à minha espera, apresentou-me o sr Plácido ( que simpatia de funcionário) e comigo subiu as escadas que ligavam às … “portas do céu!”...
Evoquei na aula/conferência, (jamais deixarei de o fazer), o Mestre Pedroto, essa personalidade inultrapassável pela liderança de saberes e fazeres. Porque me ajudou a encontrar as respostas da eficiência para o tratamento do jogo de futebol e das suas notas explicativas para um rendimento em sucesso, também encontrar as razões para o treino como arte, cultura, ciência e razão.
Depois com Artur Jorge e Tomislav Ivic, sendo o primeiro que mais influência teve na aplicação do meu humilde conhecimento em termos de treino, quer em atletas em estado de recuperação de lesões e no treino personalizado para a otimização do rendimento, constituindo o F.C.Porto a verdadeira cátedra da minha Universidade da vida!...
Ao Sr Pedroto e nestas saudades que o tempo consome, eu sempre justamente associo o Sr Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, louvando com mérito e empenhamento a magnitude das suas lideranças. Por isso, quer queiram ou não, os seus nomes sempre rasgarão as fronteiras de renovadas conquistas, gravando com a persistência de autênticos lutadores as memórias do futuro.
Foi nesta envolvência carregada de sentimentos, afetos e convicções e também reflexões contextuais de avaliação e estudo do jogo, como primeira e fundamental estratégia para periodizar o treino semanal, que expressei as razões do convite que muito me honrou perante quem tive a felicidade de ter junto a mim: os meus amados alunos, o magnífico Reitor e seu assistente, três dos meus melhores amigos, a Drª Mafalda, prestigiada diretora do Museu e demais assessoria diretiva, que de forma notável lideram o projeto dum Museu num pulsar permanente de vida.
No final da exposição todos tivemos a felicidade de tomar contacto com as glórias do tempo rubricadas em troféus, visionadas em vídeo, documentadas em imagens e que transportam para o presente a causa das coisas no seu máximo esplendor e que o Museu expõe de forma muito difícil de descrever … só visto!...
A onda de entusiasmo foi transmitida para a faculdade e começa a correr uma subscrição de tantos alunos a pretender aceder a uma possível nova aula/conferência. Satisfeito o pedido, está definido que todos os alunos que nas disciplinas que leciono atingirem classificação igual ou superior a 16, verão o seu desejo contemplado. Uma estratégia motivacional que irá privilegiar quem se dedica à tarefa de se preparar para ganhar … na vida como no jogo e com Mestre Pedroto no coração: “Olha para o jogo e ele te dirá como deves treinar … olha para a vida e ela te dirá como podes vencer!”...
Obs Como nota de reconhecimento e gratidão pelo convite efetuado, foi com enorme privilégio que deixei em “boas mãos” algumas das minhas publicações para o Centro de documentação e leitura do Museu e … uma bola.
Sim uma simples bola, mas que em tempos, companheira nas férias de verão esteve em destaque, quer na fase final de recuperação de atletas ou de treino antecipado de pré época no sentido de jogadores que me acompanhavam, arrancarem em condições de suportar as exigências na conquista do futuro. O significado dessa simples bola, justifica-se pelo facto de todos os atletas assumirem o lugar de titular e mesmo internacional e a partir desse momento jamais sentir o pesadelo duma lesão. O Fernando Gomes, Jaime Pacheco, Quim, Lima Pereira, Semedo, Zé Beto (saudade) e … (cá para nós que ninguém nos ouve), até o Fernando Chalana e Álvaro Magalhães provaram do toque na “borrachinha” – até lhe chamavam a “bola da sorte”. Estará no lugar que muito honra quem dela “rompeu o coiro” - MUSEU DO F.C.PORTO.»
F.C.Porto 3 - F.C.de Arouca 0. Terminou com magia a bela noite do Dragão
Terminou em beleza, na magia de um Brahimi teimoso e que apesar da pouca inspiração, não desistiu, não se intimidou com os assobios da praxe, tentou, tornou atentar e por fim lá conseguiu um golo, um golão, melhor dizendo, daqueles que só por si vale o preço do bilhete - para tranquilidade dos meus amigos: sim, vi o golo, só saí do estádio depois.
Foi uma vitória indiscutível, alicerçada numa superioridade total, com uma primeira-parte excelente, uma segunda não tão boa, talvez explicada pelo desgaste, natural, depois do jogo de terça-feira, mas principalmente porque o golo da tranquilidade tardou.
No regresso aos jogos do campeonato, Nuno Espírito Santo(NES), apesar do que tinha acontecido em Brugges - foi quando a equipa passou para o 4x3x3 que as coisas melhoraram e o F.C.Porto deu a volta ao resultado -, manteve a mesma fórmula que tão bem tinha resultado na Madeira, mantendo Casillas, Layún, Felipe, Marcano e Alex Telles - uma defesa que está mais sólida, mais entrosada, bem melhor que na época passada -, Danilo, Herrera - posiciona-se bem, dá linhas de passe, toca e vai buscar... lamentavelmente falha muitos passes... -, Óliver - bem NES ao retirá-lo quando já tinha baixado intensidade, concentração e levantado o pé várias vezes -, no lugar de Otávio jogou Corona e na frente a dupla André Silva e Diogo Jota - hoje Jota fez duas assistências para André facturar, mas esteve perdulário e hesitante - e os Dragões arrancaram para 45 minutos muito bons. Entrando forte, pressionante, dinâmico e com ritmo alto, a que juntava um futebol de qualidade muito razoável, o conjunto hoje de azul e branco, encostou o Arouca lá atrás, ainda não tinham passado 10 minutos já tinha criado e desperdiçado duas claras oportunidades de golo. Não marcou, mas não se perturbou, continuou dominador e muito superior - a equipa de Lito Vidigal nunca incomodou Casillas - podia e merecia, porque teve chances para isso, ter chegado ao descanso com mais que o golo solitário do seu jovem avançado, conseguido ao minuto 43.
Resumindo: apenas faltou mais eficácia, sem qualquer favor, a equipa de NES justificava pelo menos mais dois golos.
A segunda-parte, embora sempre com o F.C.Porto melhor e sem o Arouca chatear muito, não foi tão boa como a primeira. A equipa perdeu frescura, clarividência e discernimento, a qualidade baixou, porque faltou mais critério na hora de definir, particularmente no último terço do campo. Com a vantagem a manter-se na diferença mínima, sempre perigosa, porque sem ter feito nada de relevante, o Arouca, podia fazer um golo num lance fortuito em que o futebol é fértil, aos 65 minutos, NES mexeu, retirou Corona e Óliver fez entrar Brahimi e Rúben Neves. Não se pode dizer que as coisas melhoraram muito com as substituições, a toada mantinha, mais próximo o F.C.Porto do segundo que o adversário do empate, mas foi apenas aos 78 que a vitória ficou garantida com o segundo golo, novamente por André Silva, mais uma vez assistido por Diogo Jota. Estava feito, o vencedor encontrado, mas para que o público do Dragão saísse ainda mais satisfeito, Brahimi caprichou e colocou a cereja no cimo do bolo.
O caminho faz-se caminhando, as vitórias cimentam a confiança, trazem tranquilidade e serenidade.A quarta já está, pensemos na quinta.
Será que amanhã as capas dos jornais vão destacar o Dragão como novo líder do campeonato? OK, sei que é à condição, mas se fazem com os outros...
O Sporting empatou em casa com o Tondela e marcou ao minuto 90+6. 6 minutos é muito tempo, mas ouvi numa rádio nacional que foi pouco, deviam ter sido 90+7,5. Que Deus lhes perdoe...
Sobre o F.C.Porto vs Arouca de amanhã, mas não só
Porque isto só lá vai com muitas vitórias; porque as vitórias trazem confiança, tranquilidade e entusiasmo, motivam e mobilizam; é fundamental ganhar amanhã ao Arouca. Arouca que na época passada ganhou no Dragão, recorde-se, num jogo cheio de peripécias e cuja a mais relevante foi a cena teatral já apelidada de Maiconada. A equipa de Lito Vidigal não está a fazer um bom campeonato, no último fim-de-semana até foi eliminada da Taça de Portugal por um clube do terceiro escalão do futebol português, mas vem a casa do F.C.Porto tentar pontuar. Para isso, não estarei muito longe da realidade se disser que vai defender muito, jogar no erro e com o cronómetro, queimar tempo, agitar, perturbar. Foi assim que fizeram história em 2015/2016, penso que vão utilizar a mesma receita esta época. Espero que desta vez não sejamos surpreendidos, estejamos preparados para tudo, sejamos capazes de encontrar os antídotos necessários para contrariar a estratégia do clube da Serra da Freita e conquistar os três pontos.
Depois do modelo e sistema que tão bem resultou na Choupana, não ter resultado na Bélgica - não acho que tenha sido o modelo e o sistema, acho mais que foi a forma como entramos em jogo, sem concentração, pressão, intensidade e dinâmica, mas não sou o treinador...-, será que Nuno Espírito Santo(NES) vai manter-se fiel aquilo que parecia ser a fórmula ideal - obviamente, sempre com uma ou outra alteração em função dos adversários, local do jogo, condições do terreno... - ou vai abandonar a ideia e alterar? Se fosse eu, mantinha Casillas, Layún, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Herrera, Óliver e Otávio, André Silva e Diogo Jota. Se as coisas não funcionassem, fosse preciso mudar, aí, por exemplo, sacava um dos médios, colocava e alargava com Corona - está um passo à frente de Brahimi. A versatilidade e sagacidade para perceber rapidamente o que o jogo pede e alterar, são fundamentais em quem treina equipas com alto nível de exigência. E mantinha porque estamos em finais de Outubro e sem que se possa dizer que se tem rodado muito - num plantel de 26 jogadores, Boly, Evandro, Sérgio Oliveira, João Carlos Teixeira, Varela, Adrián López, Depoitre e até Rúben Neves, que com José Sá e não colocando Chidozie nestas contas, são 10 jogadores raramente utilizados -, o futebol do F.C.Porto ainda é confuso, inconstante, as exibições são um carrossel de altos e baixos - não raras são as vezes que no mesmo jogo passamos de 80 para o 8 e vice-versa -, ora os jogadores nos parecem excelentes, para logo a seguir nos parecerem sem nível para jogar no F.C.Porto. É preciso estabilizar e não se estabiliza se nesta altura ainda se tiver dúvidas sobre aquilo que é melhor para a equipa.
Como tese, não gosto de treinadores teimosos e casmurros, que só mudam quando batem contra o muro. Mas também não gosto de treinadores que à primeira contrariedade ou por pressões externas, abandonam facilmente as suas convicções.
Nota:
Sorteio da Taça de Portugal, 4ª eliminatória, Chaves - F.C.Porto. Ir a Chaves antes de uma ida a Copenhaga para um jogo que pode ser decisivo... não é fácil, para mais quando ainda havia lá tanta pera doce...
Algumas notas sobre as declarações do presidente Pinto da Costa ao Jogo
Declarações do presidente do F.C.Porto ao jornal O Jogo, retiradas com autorização presumida, daqui.
Clicar nas imagens para ler.
Algumas notas:
O senhor presidente falou sobre a vitória frente ao Club Brugge, disse algo semelhante ao que tinha dito após a grande vitória conseguida em Roma - esta é uma equipa à Porto. Pena que não tenha falado também após alguns maus resultados...
Folgo em saber que o senhor presidente está tranquilo em relação aos prejuízos da SAD e que os 95 milhões não eram da treta. Eu como ultimamente estou como S.Tomé...
Acho muito bem que o senhor presidente não tenha comentado a questão dos Vouchers. Como sabemos e nem precisamos de fazer qualquer esforço de memória, é sempre essa a postura do Benfica quando se passa algo com o F.C.Porto.... Para tudo ser maravilhoso, num claro sinal da nossa boa vontade e desprendimento, que tal Luís Filipe Vieira ao lado do líder portista na tribuna do Dragão, no próximo Porto - Benfica? Seria a cereja no cimo do bolo.
Senhor presidente, se houve alarido em relação ao senhor Helton, a culpa é exclusivamente do senhor Helton... Tem piada, fomos acusados de tratar mal o nosso ex-capitão, mas pelos vistos, palavras de presidente, fomos muito generosos e estamos dispostos a continuar a ser.
Andei eu a interiorizar durante tantos a frase, enquanto fomos bons rapazes fomos sempre comidos, para agora ser mimado de fanático, fundamentalista, incendiário e outros epítetos semelhantes.
- É bem feito. Porque não mudasti?
Depois de ouvir o presidente, para quê dizer alguma coisa sobre o Porto Canal? Não vale a pena perder tempo.
O futebol é dinâmica...
Não é fácil analisar de forma coerente este Porto tão inconstante e por isso até compreendo alguns exageros, mas é preciso arrefecer, procurar analisar com critério, fazer o diagnóstico correcto, olhando para a floresta e não apenas para a árvore.
Agora, aquilo que parecia ser a fórmula ideal - um futebol mais dinâmico, mais vertical, mais rápido nas transições... -, sistema indicado - 4x4x2 - e que só precisava se ser trabalhado, ajustado, consolidado, já está em causa. Ontem foi muito mau, o 4x3x3 é que é, com Danilo, Óliver e Otávio no meio-campo, Corona. André Silva e Brahimi na frente. Até pode ser, circunstancialmente, mas sem primeiro converter o argelino e o mexicano às ideias que uma equipa tem de ser solidária, todos têm de ajudar, com bola, tratá-la bem, mas sem bola não pode ser os outros que a recuperem, isto é, colectivismo, colectivismo, colectivismo que potencia e faz emergir o talento, não vou por aí nem acredito que resulte. Não podemos andar a colocar sempre tudo em causa, correu bem, é isto, correu mal, é aquilo, mesmo que os jogadores escolhidos tenham sido exactamente os mesmos que nos levaram a dizer: é isto!
Depois do jogo na Madeira frente ao Nacional, disse aqui o seguinte:
«Agora que parece encontrada a fórmula - mais dinâmica, verticalidade, velocidade e intensidade - e a base - Casillas, Layún, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Herrera, Óliver e Otávio, André Silva e Diogo Jota -, é preciso consolidar, automatizar, afinar, ir melhorando... sabendo que amanhã - porque cada jogo é um jogo -, pode ser preciso alterar, adaptar e aí não pode haver hesitações, é fundamental agir no momento certo. É preferível errar por acção que por inacção.»
Pois é, cada jogo é um jogo, se não está a dar, muda-se, não pode haver hesitações. Ontem ainda fomos a tempo... mas foi por muito pouco. Gosto de treinadores pró-activos - aliás, quase todos os que marcaram a história do F.C.Porto eram assim... - torço o nariz ao reactivos.
Não aos teóricos da treta.
Para alguém como eu, que vê futebol ao mais alto nível de exigência há décadas, ouve, lê e fala de futebol também há muito tempo - só não digo que joguei à bola, porque era fraquito...-, há teorias que nos últimos tempo me metem uma grande confusão. É a mania das posições e em que as posições 6, 8 e 10, são as mais faladas e badaladas numa equipa. E mete-me confusão porque falam de uma maneira que até parece que os jogadores são cones que não se mexem, ou então, estão tão limitados nas suas acções que ficam castrados e sem poderem exprimir todas as suas capacidades. Ora, é preciso acabar com essas teorias nas análises ao desporto-rei. O futebol é DINÂMICA e nas equipas fortes colectivamente, onde há automatismos e processos consolidados, onde há compromisso, pelas suas características uns podem trabalhar mais que os outros, mas ninguém se balda - tu sobes eu fico, eu subo tu ficas, eu vou à esquerda tu fechas no meio, eu perco a bola tu vais tentar recuperá-la e na próxima faço eu isso, etc. -, essa questão das posições não se coloca. Melhor, até se pode colocar, mas não pode nem deve ser tudo. Serve isto para dizer o seguinte:
O que me preocupou verdadeiramente no jogo de ontem foi ver que na véspera todos se reuniram naquela rodinha do vamos lá, temos de ganhar, imagino até, somos Porto... pareciam focados, cientes da responsabilidades do jogo e depois... uma entrada absolutamente desastrada, uma equipa abúlica, sem chama, sem raça, sem agressividade, sem DINÂMICA, jogadores parados, desconcentrados, incapazes de jogar um futebol a um nível de exigência mínima, muito mal individual e colectivamente durante 60 minutos, num jogo de capital importância. Este para mim é que foi o ponto, muito mais que modelo, sistemas e até opções individuais por este e não por aquele.
Pelas razões apontadas, digo não à teoria dos bodes expiatórios ou dos patinhos feios.
O Hector Herrera jogou muito mal? Jogou. Mas quem até aos 60 minutos jogou bem? Ninguém, apenas Iker Casillas e vá lá, Marcano, estiveram ao nível que se lhe exigia. Se o mexicano ficasse em campo no melhor momento do F.C.Porto, quem nos diz que não veríamos um Herrera muito melhor? Nem é preciso fazer um grande esforço de memória, em Leicester também só arrebitamos e tivemos qualidade de jogo na parte final, curiosamente, pois é, quando Herrera entrou.
Ganhar um jogo decisivo no último minuto do tempo de descontos, só pode ser um estímulo, trazer confiança e dar pica. Só temos de aproveitar a embalagem, dar sequência e partir para um ciclo de vitórias consecutivas. Até à nova paragem para compromissos com as selecções, temos quatro jogos, Arouca, Vitória F.C., Brugge, Benfica. Quatro vitórias estão ao nosso alcance, junto-me ao coro dos que dizem: vamos a isso, malta!
Clube Brugge 1 - F.C.Porto 2. Custou à brava, mas conseguimos
Era um jogo decisivo, uma vitória não garantia nada, mas permitia manter o F.C.Porto com aspirações em chegar aos oitavos-de-final. Nestes jogos, mais importante que tudo é conseguir o objectivo, se for possível juntar o útil ao agradável, ganhar e jogar bem, óptimo, se não for, paciência, como disse no post de ontem a Champions League não é um concurso de beleza. Mas se nestes jogos, em nome dos pontos, euros e prestígio, manda mais o pragmatismo que a nota artística, há coisas que são fundamentais: atitude, carácter, personalidade e concentração. O F.C.Porto que hoje se exibiu no Jan Breydel não foi consistente, voltou a jogar apenas 30 minutos, mas conseguiu o fundamental, os três pontos e continua com todas as possibilidades para seguir para os oitavos-de-final.
Entrando com aquela que é, de momento, a sua equipa tipo: Casillas, Layún, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Herrera, Óliver e Otávio, André Silva e Diogo Jota, o conjunto de Nuno Espírito Santo( NES) entrou pessimamente no jogo, não se encontrou, fez uma primeira-parte desastrada, individual e colectivamente. Sofreu um golo aos 12 minutos, natural, porque os belgas já tinham ameaçado antes, só em fogachos criou algum perigo e já quando o intervalo estava próximo. Portanto e resumindo: quando se esperava um F.C.Porto mandão, dominador, superior, não vimos nada disso e a vantagem do Brugge ao fim dos primeiros 45 minutos era mais que justa. Já no que toca aos Dragões, foram 45 minutos totalmente perdidos.
Apesar da desvantagem e da exibição ter sido má, NES manteve a mesma equipa no início da segunda-parte, talvez a dar uma oportunidade para que as coisas melhorassem. Não melhoraram, a equipa continuou espartilhada, desorganizada, a dar muitos espaços, podia ter sofrido mais um golo ao minuto 51, só não sofreu por acaso, a bola passou muito rente ao poste de Casillas. Foi o limite, o treinador do F.C.Porto percebeu que não podia esperar mais, ainda não tínhamos chegado à hora de jogo, já estavam fora Herrera e Diogo Jota para as entradas de Corona e Brahimi. O argelino mal entrou fez uma grande remate que o guarda-redes belga defendeu superiormente, como que estava dado o mote. Quase de seguida, minuto 68, Layún ressarciu-se da abordagem duplamente desastrada que esteve na origem do golo do campeão belga, fez o empate, havia muito tempo para dar a cambalhota. Embora sem ser brilhante, faltava mais critério e melhor definição das jogadas e o futebol era curtinho, não havia contundência, o F.C.Porto estava nitidamente por cima, no seu melhor período, merecia mais um golo. Ele apareceu já em tempo de descontos, através de um penalti claro por derrube a Corona e que André Silva transformou superiormente. Uffa!
Nota final:
Custou muito, sofremos muito, mas conseguimos o objectivo de trazer da Bélgica, 3 pontos, 1,5 milhões de euros e a possibilidade de continuar a lutar pela passagem à fase seguinte. Para além disso, foi a terceira vitória consecutiva, coisa que já não acontecia há cerca de um ano.
Em Brugges para ganhar. Mas na Champions não há almoços grátis
Porque somos um clube com grandes pergaminhos na Champions League e queremos continuar a ser; porque a prova rainha da UEFA é um montra para promover activos e a marca F.C.Porto; porque os pontos valem euros e como eles são necessários...; é desportiva e financeiramente muito importante vencer o Brugges. Mas para isso, se por um lado há consciência que somos melhores e é um jogo em que temos possibilidades de vencer, por outro é fundamental perceber que na Champions não há almoços grátis, é preciso que na prática essa maior qualidade seja provada. Assim e como não estamos num concurso de beleza onde importa nota artística, grandes shows de bola, estamos na prova entre clubes, mais importante do mundo, aí, se não podes brilhar, tens de ser pragmático ganhar nem que seja na amarra. Estaremos mais perto de conseguir tudo o que pretendemos se alguns jogadores preferirem a verticalidade, às voltinhas, aos toques e toquezinhos para trás e para os lados, mesmo quando têm caminho livre pela frente. Saber quando é fundamental ter bola, tocá-la, arrefecer o jogo ou quando é preciso ser rápido e objectivo na procura do golo, é obrigação de quem está ao serviço de uma grande equipa como é o F.C.Porto. Óliver, Corona, Herrera e Brahimi, deixem-se disso, às vezes parece que estão a jogar num recreio, olhem para Otávio com atenção.
Conseguir seis pontos nos dois confrontos com os belgas é, primeiro, garantia que no próximo ano estaremos nas competições europeias: Segundo, que estaremos bem posicionados para que essa continuidade seja na Champions.
Vamos a isso!
Viajaram:
Guarda-redes: Casillas e José Sá.
Defesas: Maxi Pereira, Boly, Marcano, Alex Telles, Layún e Felipe.
Médios: Rúben Neves, Herrera, André André, Danilo Pereira, Óliver e Otávio.
Avançados: Varela, Brahimi, Depoitre, André Silva, Corona e Diogo Jota.
A minha equipa:
Casillas, Layún, Filipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Herrera, Óliver e Otávio, André Silva e Diogo Jota.
Nota:
Há ruído porque há cavalheiros que gostam de fazer uns showzinhos particulares, em vez de ficar quietinhos e caladinhos, procurarem informar-se e depois falar, colocam aquele ar grave próprio de alguém que se acha vítima e gostam de ser lambidos - ai, que injustiça; isso não se faz ao capi, ele curvava-se todo a fazer vénias aos adeptos e beijava o emblema... -, quando não são vítimas de coisíssima nenhuma. Falam em respeito, carinho e consideração pela Instituição e por quem a dirige, mas só estão preocupados com a sua imagem, no caso, até junto dos adeptos dos nossos adversários. Mesmo sabendo que estas histórias são sempre aproveitadas como arma de arremesso contra o F.C.Porto. Festa de homenagem?! Mas há maior festa de homenagem que a renovação do contrato, por duas épocas, aos 36 anos e depois daquele enigmático comentário no Instagram, onde num fundo preto e com letras brancas, dizia: Eternamente grato, 1993/2014?
Como mais vale tarde que nunca, concordo com o comunicado do F.C.Porto. Chega de passarmos por os maus da fita, quando não fizemos nada de mal, pelo contrário... Que saudades do capitão do F.C.Porto ser persona non grata para os adeptos dos nossos rivais...
- Ó senhor Tavares, francamente, nem o mais básico trabalho de casa consegue fazer? A final da Taça de Portugal que perdemos antes de Gelsenkirchen, foi frente ao Benfica e não frente ao Sporting.
Essa do Gafanha ter banalizado o F.C.Porto em que canal de televisão deu?
A lixeira desportiva da Cofina tem todo o direito de discriminar o F.C.porto e glorificar o Sporting. É uma opção recorrente e por isso não surpreendente. Mas se ainda fosse preciso mais qualquer motivo para que o F.C.Porto fizesse o mesmo com eles, hoje seriam mais que suficientes com aquela capa miserável.
As crónicas do Felisberto Costa: As vitórias são a Troika e com menos juros!
Vem aí uma série de 5 jogos, onde é fundamental ganhar, ganhar e ganhar. Porque se os ganharmos, é sinal que a equipa recuperou, assimilou as ideias de Nuno Espírito Santo, construiu automatismos e evoluiu.
Se ganharmos, o prejuízo financeiro será remetido para os confins da memória, as 3 épocas sem nada ganhar diluir-se-ão em esperança de recomeçar a vencer troféus, e como isto é futebol, as vitórias são pura e simplesmente os créditos para a retoma financeira. Quem mais vence mais lucra, quem mais perde mais se afunda!
As vitórias são a Troika e com menos juros!
Eu acredito que iremos passar estes 5 jogos com 5 vitórias. E acredito, não por acreditar tolamente só porque sou portista. Não! Acredito porque vejo os nossos adversários a jogar e não vislumbro neles qualidade superior à nossa. Aliás, vejo neles, a mesma intranquilidade, a mesma falta de ideias e esclarecimento no futebol jogado que nós temos (apetece-me dizer, tínhamos).
Comecemos pelo Brugge. Uma simpática, mas não mais do que isso equipa belga, bastante inferior ao F.C. Porto. Completamente outsider na Liga dos Campeões, a equipa belga tem” que nos dar 6 pontos. Se a equipa for abnegada, honesta e trabalhadora, não é preciso transcendência.
Depois regressamos ao nosso Dragão para receber o Arouca. E aí, também e apesar do nosso favoritismo, já pia mais fino por uma simples razão: a nossa presença nas bancadas! Mais do que apoiar, mais do que fazer o que fazem os outros às suas equipas de tanga, mais do que acarinhar, levar ao colo (é o termo) os nossos rapazes, nós, público, adeptos e sócios do sagrado FC PORTO, enervamo-nos, enervamos a equipa, escolhemos aos 5 minutos um patinho feio para embirrar - e acontece que os patinhos feios, são sempre os mesmos, enquanto há jogadores que falham mais, mas passam pelos pingos da chuva! - desatamos a assobiar a equipa, a dizer que ninguém presta a começar pelo treinador e a terminar na SAD.
Houve alguém que disse; isto não é como começa, é como acaba! E até um jogo de futebol tem esta máxima. E já agora, deixem-me lembrar-vos o caricato de um jogo que me fez rir até ás lágrimas: contra o Rio Ave, no consulado Lopetegui. Os assobiadores, já fartos do 0-0, levantaram-se, foram embora. Só ficaram os do costume. Aqueles que entram antes de começar e saem do Dragão depois do jogo acabar. E esses foram premiados por 3 belíssimos golos. Deu-me gozo, no metro dizer a um desconhecido: nós ganhamos por 3-0, mas há muito portista que vai chegar a casa empatado com o Rio Ave!
Portanto, gente portista, vamos lá bater palmas, cantar, dançar, abanar o balde das pipocas, entornar a coca-cola, mas fazer do Dragão um inferno… para os outros!
Vamos deixar essa lengalenga do “Somos” Porto” e ser realmente PORTO! Vamos acabar com as palavras e começar com as acções! É difícil?
Antes de recebermos novamente os belgas burgessos (espero bem que sim, que o sejam, carago!), deslocamo-nos à belíssima terra de Setúbal para aí jogar contra um adversário que apesar de ser do Sul, costuma ser por tradição um nosso aliado. Costumamos ser felizes lá, e não é pela simpatia das gentes de Setúbal. É porque fazemos por isso. E vamos fazer por isso!
Até que chega o grande dia. Se passarmos incólumes estes jogos, receberemos os fanfarrões da formação seixalina com o astral em alta. Tanto equipa como nós, adeptos!
Claro que
as parangonas da imprensa se virarão para o lado escuro da lua, mas isso
em vez de nos afectar, só nos fortalece. Claro que da formação
seixalina, que joga tanto ou pior que nós, mas que é levada ao colo
pelos seus adeptos (que é de louvar) pela imprensa (que é criticar) e
pelos árbitros (que é de condenar), vai disfarçando os seus males,
abafando-os com faits-divers que já foram uso e, agora estão fora
de moda nesta casa. Claro que enquanto nós sofremos para vencer, eles
massacram, jogam e goleiam por 1 a 0. A vitória sobre o clube da Circunvalação lisboeta, permitam-me dizê-lo, será talvez o factor mais importante destes 30 anos de reinado de Jorge Nuno Pinto da Costa!
No momento actual, tudo para nós é Waterloo. Se vencermos o rival, todos serão perdoados, todos serão glorificados. Não deveria ser assim, mas o futebol é assim mesmo. De bestial a besta num misero passo!
Conforme já disse, eu acredito. E cabe a todos nós refazer do Dragão um inferno para os adversários. Uma casa temível e respeitada. Uma casa onde por muitas e boas vezes ouvi a vermelhos e verdes dizerem: ir lá? Não, fosga-se os gajos são uns fdp fanáticos!!













































